Amor-meu.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Apaixonei-me por ti no dia em que te vi. Com os teus olhos castanhos que aumentam de tamanho quando estás a ouvir alguma coisa que te interessa. Apaixonei-me pelos teus cabelos loiros que há uns longos anos pareciam saídos de um conto de fadas: de tão perfeitos e encaracolados. Apaixonei-me pelo teu sorriso na primeira vez que o vi, e todas as vezes que o sucederam.

Apaixonei-me inclusive pela forma como estalas os dedos, como o teu nariz fica muito vermelho cada vez que choras e como tens tendência para cair no meio da rua. Apaixonei-me pelas tuas mãos frias, pelas tuas indecisões e pelos teus abraços calorosos. Pelo teu coração de manteiga e pela tua capacidade de perdoar e de acreditar que tudo vai ficar bem. Apaixonei-me pelo teu sotaque, as tuas marcas de varicela e pela cicatriz que tens no joelho da única vez que andaste de skate. 

Gosto da forma como ficas nervosa quando conheces alguém pela primeira vez, mas passado uns minutos já a tratas como se se conhecessem de sempre. Gosto da forma como não desistes - mesmo quando todo o mundo te diz para desistires. Gosto da forma arrebatadora com que abraças as tuas crenças e há-de quem desrespeitar isso. Gosto da forma como 

Encantei-me pela tua mania de cheiros, pela tua obsessão por coisas arrumadas e maneira como não te controlas sempre que vês um novo livro. Apaixonei-me pela forma como tens sempre saudades de quem te fez bem (mesmo que já te tenha feito mal) e por mesmo assim te esqueceres sempre dos aniversários das pessoas: mas nunca do quão elas significam para ti. Apaixonei-me pela facilidade com que te apaixonas: por uma música, uma paisagem, um sonho, um mundo, por pessoas.

Apaixonei-me por seres uma pessoa de pessoas e por no teu coração caberem mais pessoas do que seria de esperar. Apaixonei-me pela forma como queres sempre ajudar, e como o teu olhar pode transmitir tanto carinho. Apaixonei-me até pela forma como te irritas, como discutes e como dás sermões como ninguém: a ti mesma inclusive.

Apaixonei-me por ti no dia em que me conheci sabendo que também nós tivemos as nossas desavenças, que o nosso amor quase acabou e que houveram dias em que não gostei nada de ti. Mas foi desde o primeiro dia, desde a primeira hora que sabia que eu era o amor da minha vida.

Cosmética Natural

Novas aquisições #9 {in my way to the green beauty}

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Como assim a rúbica "in my wau to the green beauty" celebra três anos este ano? O tempo passou tão rápido. Lembro-me perfeitamente deste dia, em que decidi tirar tudo dos meus armários e comecei a vasculhar os ingredientes todos. E de repente já se passaram três anos em que me comprometi a usar cosmética natural, biológica e sustentável. Parece-me que ainda foi ontem que comecei a jornada, mas afinal já se passaram três anos (e neste tempo nunca ninguém me disse que tinha mau aspecto, portanto estes produtos funcionam perfeitamente!). 

Se nunca ouviste falar da minha rubrica "In my Way to The Green Beauty" lê aqui o que andei a fazer para ter artigos de higiene mais ecológicos e sustentáveis. Desta vez trago-vos novas aquisições e outras que já fazem parte da mobília. Vamos a isto?


1) Kit Become Organic da Mádara - A Mádara é o meu grande amor. A minha pele e ela têm uma relação perfeita e sinceramente nem me imagino sem os seus produtos. Não é a marca mais barata do mundo, mas para mim vale a pena cada cêntimo. Este kit foi oferta dos meus pais pelo aniversário. Normalmente compro este kit uma vez por ano, traz a espuma de purificação que é suave e limpa muito delicadamente a nossa pele, e o creme de dia e o creme de dia em embalagens pequeninas perfeitas para andarem atrás de mim nas minhas viagens. Este kit custou sensivelmente 20 e foi comprado na Organii (uma loja de cosmética biológica que em Portugal existe no Porto e em Lisboa). É perfeito para quem conhecer os produtos, maravilhoso!

2) Leite Corporal da The Body Shop - Outra prenda que recebi no meu aniversário. Embora já tenha decidido que ia deixar de comprar na The Body Shop (como vos falei aqui: "Já sabemos que embora eu adore (ou adorava?) a Body Shop ela foi comprada pela L'Oreal e ao comprar lá estaremos a dar lucro à L'Oreal o que não é o melhor." Porque apesar da The Body Shop dizer que não testa em animais, o lucro vai para uma companhia que testa. Pudemos optar por mesmo assim usar The Body Shop para comprovar a L'Oreal que é possível a sustentabilidade de uma marca que não teste em animais. Eu, sinceramente prefiro não comprar, até porque em termos de ingredientes os produtos não são de todo os mais naturais.) Tenho que admitir que adoro o cheirinho dos produtos dela e este leite corporal é uma dessas coisas. Ainda não arranjei nenhum creme que cheire tão bem quanto os da The Body Shop.

3) Creme Hidratante Lábios dos Três Sentidos - Eu queria comprar um hidratante de lábios para ter na minha mesinha de cabeceira e assim substitui-a a vaselina (que deriva do petróleo é um não imenso à sua utilização!), mas queria que fosse nestes recipientes, então quando encontrei esta marca no Mercado Compaixão resolvi comprar. Custou-me 3€ salvo o erro, mas sinceramente não estou nada nada satisfeita. Não gosto do sabor, nem da consistência. Tenho pena mas ficou muito aquém das expectativas. Por isso continuo na procura por um hidratante labial!

4) Tónico Equilibrante da Mádara - Mais uma coisa da Mádara. Este é um complemento essencial à higiene diária da minha pele. Ainda que admito: não utilizo sempre. É um dos objetivos deste ano. Este tónico ajuda a equilibrar a nossa pele e a harmonizar. O cheiro alterou-se e agora está com um cheirinho fantástico a frutos vermelhos. Custa 15€ na Organii (que também tem loja online, passem por lá)

5) Máscara de Pestanas da Vegan Care - Primeira novidade! A VeganCare já tem página no facebook, já me ouviram falar várias vezes desta marca e já recebi alguns e-mails a perguntar como contactar, cá vai: Facebook Vegan Care. Segunda novidade: já estou a dar os meus passos na maquilhagem natural e este foi o primeiro passo. Assim que vi que a Sofia tinha uma máscara resolvi que tinha que comprar. Salvo o erro custou-me 7€ e para uma apaixonada por máscara de pestanas como eu, foi a escolha certa. Nota-se algumas diferenças, não vou dizer que não, sinto que não dura tanto quanto a normal e borrata mais facilmente, mas fica lindo nas minhas pestanas! Eu tenho as pestanas clarinhas então esta máscara é perfeita para um look mais casual. Normalmente não saio de casa sem ela! Gosto bastante. Aconselho: linda e em consciência? Sim, é possível!

Um xi- sem crueldade, biológico, 
100% biodegradavel e só com produtos naturais, 
Mariana.

Reflexões

Dizer que não.

segunda-feira, fevereiro 06, 2017



Se há coisa em que eu sempre tive dificuldade foi em dizer: não. Sabem aquele não redondo e assertivo? Eu tinha bastantes dificuldades em pronunciá-lo, o que me levou a aceitar coisas que não queria e a abraçar projectos no qual não estava 100% envolvida. E este, descobri mais tarde, é dos maiores erros que podemos fazer. "Mas Mariana, dizer não é tão mau." E aqui é que nos enganamos. Às vezes dizer que não é tão bom e tão libertador como dizer um sim. 

Um não não tem que estar tão cheio de pena, frustração e negatividade. Um não pode ser: um "desculpa, mas não está nas minhas prioridades". Um não é ter mais energia para abraçar aquilo que realmente nos preenche e arranjar mais tempo para isso. É saber que conseguimos fazer qualquer coisa mas que não conseguimos fazer tudo. É saber os nossos limites e até onde estamos capazes de ir. É conhecer o nosso tempo, a nossa capacidade de abraçar o que nos rodeia e aquilo que o nosso coração realmente quer.

Dizer que não  a umas coisas é sem dúvida dizer que sim a outras. Por isso pensem: na próxima vez que disserem que não a alguma coisa e isso vos fizer sentir mal, pensem que estão a dizer que sim a outra coisa. Tudo tem os dois lados da moeda e o não, não é execepção.

Viagens

Taizé: o sítio onde a (minha) fé fala mais alto.

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

«El alma que anda en amor, ni cansa ni se cansa.»
Fotografia de Ana Catarina Reis.
Existe um sítio em França, chamado Taizé, onde mora a minha fé. Descobri-o quando tinha 16 anos e desde aí, é um sítio onde o meu coração recorre diariamente. Não costumo falar de fé ou de religião mas depois de uma carta que troquei com a Joana, achei que estava na altura de partilhar com vocês a minha experiência com palavra tão forte como: .
Fotografia de Maciej Biłas
Primeiro deixei-me situar-vos: perdi a fé no dia em que o meu avô faleceu. Fiquei transtornada por alguém levar, assim tão rápido, alguém que eu amava tanto. Tinha dezasseis anos e não compreendia muito bem as lições da vida. Não entendia porque eu sofria tanto internamente quando não queria sofrimento na minha vida. Não entendia sequer porque sofria. Naquela altura estava amarrada a sonhos e a ilusões descabidos e parti demasiadas vezes o meu coração (e os dos outros). Foi difícil aprender a lidar com as saudades, a maldade e a decepção da vida. Taizé foi, certamente, o primeiro passo para eu me perdoar, perdoando os outros e tudo o que eu esperei e nunca chegou.

Sempre fui católica: primeira comunhão, comunhão solene, crisma, tudo direitinho. Até que, como já disse, a morte surgiu. Mas nesse mesmo ano, em que me revoltei contra tudo, surgiu também Taizé. Depois do Encontro Ibérico, surgiu a hipótese de ir a França cerca de duas semanas para aquilo que eu chamei como “acampamento espiritual”. Fui com a minha melhor amiga e com mais amigos, o que não podia ter sido mais perfeito. Saímos do Porto de autocarro e paramos numa aldeia, com tenda atrás e a primeira coisa que encontrei foi: o céu mais bonito que já vi e o sentimento de pertença.
Fotografia de Maciej Biłas
Taizé é uma comunidade espiritual criada pelo irmão Roger. Quem vai para lá assiste às orações diárias (cantadas em todas as línguas) e faz trabalho comunitário. “Vir a Taizé significa ser convidado a uma procura de comunhão com Deus através de orações comunitárias, de cânticos, do silêncio, da meditação pessoal e da partilha. Uma vinda a Taizé pode ajudar a olhar a vida quotidiana de outra forma, a encontrar uma grande diversidade de pessoas e a reflectir sobre empenhos na Igreja e na sociedade. Em Taizé, todos participam na vida comunitária e no programa proposto.
Se bem me lembro os dias mágicos em Taizé começavam da seguinte forma: Oração da manhã, pequeno almoço (aquele pão com chocolate negro maravilhoso), partilha comunitária (onde se fazia uma leitura bíblica e depois uma reflexão em grupo sobre ela e levava-se à atualidade), almoço (melhores lentilhas estufadas do mundo!), trabalho comunitário (ajudar nas refeições, nas limpezas…), momentos livres (normalmente íamos para o lago do silencio), oração da tarde/noite e jantar, e depois momento de convívio e cházinho!
Fotografia de Maciej Biłas
Aqueles dias que para mim pareceram anos renovaram a minha fé no melhor do mundo. Não num Deus em si, mas no AMOR. Foi lá que fiz o meu primeiro “evento” de abraços grátis, a primeira rasta e amigos para uma vida inteira. Lá vi também a primeira chuva de estrelas. Lembro-me perfeitamente de uma oração em que saí a chorar da “capela” porque já não aguentava, reprimi tanto tempo coisas menos boas dentro de mim, que aquele clique foi tudo para mim. Foram lágrimas óptimas a olhar as colinas e a desejar que aquela tranquilidade durasse para sempre.
E na realidade, tem durado. Taizé é um sítio onde se vai uma vez e fica tatuado para toda a vida. O espírito de Taizé: de entrega, tranquilidade e amor. Sempre que vou a uma “oração de taizé” (se tiverem curiosos, é uma questão de se informarem, várias igrejas organizam) fico com o coração arrepiada e as lágrimas caiem. É um sentimento de plenitude perfeito. Aquelas velas, aquele cor-de-laranja… aquele sinónimo de fé.
Fotografia de Maciej Biłas
Para mim, se há uma definição para fé, ela tem que incluir AMOR e TAIZÉ. E eu fico tão feliz por ter esta na minha vida.


Algumas das minhas músicas favoritas, caso tenham ficados curiosos:

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