O que ainda resta de teu no meu coração.

quarta-feira, junho 29, 2016

Todos os dias penso em ti e todos os dias tento não o fazer. Contorno todos estes pensamentos mesmo que seja quase impossível, avanço a minha linha de pensamento tão velozmente quanto me é possível. Dou voltas e rodopios no labirinto da memória tentado achar as lembranças mais felizes. A primeira vez que te vi, as tuas expressões, todos os elogios que me deste e as vezes que me fizeste sorrir. Mas logo que me lembro de ti, no instante a seguir ao sorriso, lembro-me do porquê de não querer pensar em ti. Custa-me admitir que já cá não estás. Então vou-me enganado. 

Já sei de cor os atalhos da minha mente para não me encontrar de frente para o que resta de ti. Já sei os caminhos alternativos para não passar nos mesmos sítios onde estivemos. Neutralizo tudo aquilo que me lembra de ti e recuso-me a ouvir. Escrevi-te apenas uma carta. Só uma. Quando fez um mês que partiste. Sei lá eu o que lá disse. Enviei-a para o céu e fiz figas para que a lesses. Mas não leste.

A tua partida lembrou-me que existem partidas sem reencontros, mensagens sem resposta, chamadas que nunca vão ser atendidas e planos que nunca vão ser cumpridas. A tua partida lembrou-me que os fins acontecem num piscar de olhos. Sem despedidas possíveis. Lembrou-me também a vulnerabilidade que é amar alguém e este sentimento horrível que nos assola cada centímetro de corpo. Escrevo-te agora, e caramba, como me falta o ar. É difícil respirar quando o nosso corpo está tão cheio de saudades. Não te sei explicar cientificamente, mas só sei que até a minha barriga me dói. As lágrimas correm e escrever torna-se cada vez mais difícil. Queria escrever-te um texto bonito, daqueles que eu sei que ias guardar as citações no teu registo pessoal. Mas não consigo. Desconfio que nunca o vá conseguir. Faltas-te tu para me leres. Faltas-me para tanta coisa. 

Todos os dias penso em ti e todos os dias tento não o fazer. Aceitar a tua morte é tão difícil quanto respirar quando as lágrimas ganham esta corrida impossível. Aceitar as saudades é tão impossível como deixar de sorrir ao pensar em ti. (E só por isso, vou pensar em ti, só um bocadinho -  mesmo sabendo que depois disso, vêm mais lágrimas).

Receitas

"Cheesecake" vegan de framboesa ~

quarta-feira, junho 22, 2016

Um dos primeiros bolos que aprendi a fazer foi o cheesecake. E esse é também um dos famosos pratos cá de casa. Nasceram em volta dessa receita umas boas histórias e grandes amizades. Quando era mais pequena lembro-me da minha mãe me ligar e dizer para fazer o cheesecake. E num instante punha a mão na massa. Isto aconteceu tantas vezes, que já sabia a receita do cheesecake de cor. Aliás, se há tradição em doces cá em casa: o cheesecake está, sem dúvida nenhuma, no topo da lista. Mas como toda a tradição que por cá havia, também esta teve que ser alterada e tornada completamente vegetal.


Descobri esta receita num dos livros que já viraram tradição cá em casa: os da Gabriela Oliveira. Sempre que sai um livro novo: eu namoro-o, folheio-o, vou à apresentação, peço um autografo à Gabriela e não resisto a comprar. Ainda esta segunda-feira fui à apresentação do novo livro de Cozinha Vegetariana para Bebés e Crianças e qual não foi o meu espanto, quando ela sabia o meu nome e recebeu-me de braços abertos. Estar com a Gabriela é sempre uma alegria, ouvi-la falar é também uma tremenda inspiração. Esperemos que hajam ainda muitas mais apresentações, livros e receitas sem crueldade para nos voltarmos a encontrar. 

Há uns tempos atrás tinha feito a receita da Tarte Gelada de Frutos Silvestres do livro "Cozinha Vegetariana para Quem Quer ser Saudável" e desta vez decidi-me aventurar e modificar umas coisinhas. A verdade é esta: acho que não volto a fazer a receita original. O cheesecake voou num instante. Aliás, quando queria fotografar já só restava esta fatia, para perceberem o sucesso que a receita teve. Mas bem, cá vai a receita (não se assustem, é muito fácil de fazer!).


Ingredientes

Base:
~ 250g de bolachas digestivas ~
~ 3 c. sopa de manteiga vegetal derretida ~
2 c. sopa de água ~

Recheio:
~ 1 pacote de natas de soja para sobremesas (usei alpro) ~
~ 2 c. sopa + 1/2 cháv. de açúcar ~
~ 1/2 limão (sumo e raspa) 
~ 1/2 cháv. de àgua ~
1 cháv. de framboesas ~
~ 3 c. sopa de ágar-ágar em flocos ~
1 iogurte de soja natural ~

Cobertura:
4 c. sopa de compota de framboesa sem açúcar com sementes de chia (ou compota de framboesas convencional) ~
 coco ralado para decorar 




Procedimento 

 Para a base: 
 Triturar a bolacha, reduzindo-a a pó. Juntar a manteiga e a água até formar uma pasta. Deitar a pasta numa forma de 20cm com fundo amovível e forrar o fundo, pressionando até ficar compacta. Guardar no frigorifico enquanto se prepara o recheio. 

 Para o recheio: 
 1) Bater as natas com uma vara de arames, adicionando 2 colheres de sopa de açúcar, o sumo e a raspa do limão, até ficarem firmes. 
 2) Num tacho, misturar a água, as amoras, a 1/2 cháv. de açúcar e o ágar-ágar. Deixar ferver em lume brando durante cinco minutos, mexendo ocasionalmente. Retirar do lume e misturar o iogurte até ficar uma mistura homogénea. Vertar na taça as natas batidas e incorporar rapidamente com uma vara de arames. 
 3) Deitar de imediato na forma, sobre a base e alisar o topo. Levar ao frigorifico durante, pelo menos, quatro horas para solidificar. Desenformar com muito cuidado! 

 Para a cobertura: 
Espalhar a doce e decorar com frutas ou, no meu caso, coco ralado e folhas de hortelã. Servir frio!

Um xi- e bons cozinhados, 
Mariana

Natureza

Eco Porto: a experiência de uma voluntária ~

terça-feira, junho 21, 2016

Dois dias depois do Eco Porto digo com toda a certeza: foi a melhor experiência que tive nos últimos tempos. E, coincidência ou não, trouxe-me tudo aquilo que eu estava a precisar. Inscrevi-me por voluntária no exacto dia em que soube do evento. Houve algo que me disse: vá, Mariana, é agora. E assim foi, durante o último fim-de-semana entreguei-me de alma e coração ao evento fantástico que foi o Eco Porto.

Fotografia da autoria do Henrique Portela
O Eco Porto foi organizado pela Alfaia Officinalis gerido pela Sandra e pelo Guilherme. Ocorreu nos maravilhosos jardins do Jardim Botânico do Porto num domingo cheio de sol e calor. Juntou organizações, artesãos, produtores biológicos, artistas e pessoas ligadas à ecologia e sustentabilidade. Houveram vários workshops desde cosmética biológica, a  fotografia, passando por culinária, houveram concertos de taças tibetanas e aulas de capoeira e, como não podia faltar, visitas guiadas aos jardins.

O sábado foi dedicado à organização do evento e o domingo à recepção de tudo o que era gente maravilhosa! Comecei o dia às 6h30 da manhã e ás 8h30 já estava a receber os produtores e as associações no local. Devo-vos dizer: sentia uma energia em mim tão fantástica que simplesmente não conseguia parar de sorrir. A cada pessoa nova que conhecia, mais motivos tinha para me sentir bem, feliz e no sítio certo. E esse sentimento ainda perdura.

Fotografias da autoria do Henrique Portela
Conheci as pessoas que estavam por detrás de grandes feitos: como a Terra Solta, a Quinta da Serrinha, a Bio Habitus, entre outros. E verdade seja dita: eles são ainda mais maravilhosos que os seus projectos. Foi bom, sentir-me rodeada de pessoas que compreendiam as minhas lutas e que me apoiavam neste caminho e eu no deles. Afinal, o nosso caminho se não era o mesmo, tinha os trilhos colocados lado a lado.  

Gostava de conseguir lembrar-me de tudo de bom que aconteceu neste fim de semana, mas foram tantas coisas que não vos consigo ser fidedigna. Provavelmente há coisas que me vão faltar. Mas se há algo que não posso deixar escapar foi o facto de ter trabalhado com os voluntários mais fantásticos que algum dia conheci, que me fizeram sentir desde o primeiro momento como se estivesse em família. Despedimo-nos com um abraço e eu só espero que não seja a última vez. No meio de tanto calor, andamos cansados, mas mesmo assim não faltou a boa disposição, as partilhas e o carinho. Sinto-me tremendamente grata por isso.
 
Fotografia da autoria do Henrique Portela
Sinto-me também grata por ter finalmente conhecido a Ana do blogue Ana, Go Slowly! É extraordinário quando as pessoas da blogosfera passam para a nossa rede real de contactos. Foi bom abraçar a Ana e poder falar com ela. Aliás, tão bom. A minha mãe foi ao workshop que ela deu sobre controlo de stress e o feedback foi muito positivo! Parabéns! Mas, a Ana não foi a única pessoa que conheci pessoalmente. Conheci também a Carla, do Lua Tangerina, que segue o blogue e até faz parte do grupo de chás! Digam-me lá: ainda acreditam que isto é só coincidências? Eu cada vez mais acho que nada acontece por acaso.

Tive o privilégio ainda de conhecer três projectos que acho que vale a pena salientar: a Masseira e a Coisas doces com Stévia. A Masseira é pão artesanal e a Benedita e o Adriano são os responsáveis. Provei o de alfarroba (maravilhoso!) e trouxe um pão de mistura para casa. O meu pequeno-almoço nunca me soube tão bem! Já a Marisa da Coisas Doces com Stévia faz umas bolachinhas que são uma delícia. Andei o dia todo a olhar para os cupcakes, infelizmente quando fui para comprar já tinham ido todos. Fica para uma próxima, não é? Trouxe para casa umas argolas de cacau e mandioca que acabaram num instante. Porque seria? Por último, o outro projecto que queria falar com vocês é a Jinja. Peças ecológicas feitas à mão e são estupendas! Não trouxe nenhuma para casa… Mas fica a dica! Estou completamente apaixonada.
Fotografias da autoria do Henrique Portela
Podia estar o dia todo a falar do quão extraórdinário foi esta oportunidade, mas vocês já perceberam pois já? Obrigada a todos que estiveram no Eco Porto (especialmente os meus pais e as minhas primas fantásticas!) porque tornaram este evento um marco na minha vida. Grata!! 

Cartas Cruzadas

Envelopes feitos num mar de tranquilidade (e amor).

sexta-feira, junho 17, 2016


Nestes dias de chuva a tranquilidade emana em casa. Ouve-se a água a descer das nuvens e respeito (saboreio e degusto) essa música. Coloco Tracy Chapman em segundo plano e com ela tenho passado estes dias. A escolher, recortar, dobrar e a colar bocados de revista, fazendo assim umas boas dezenas de envelopes cheios de cor para o Projecto Cartas Cruzadas. Envelopes escolhidos ao pormenor com aquilo que me faz feliz, recortados com as medidas que mais gosto, e alguns já a pensar nas pessoas a quem os vou mandar. Faz-me sentido a vida assim: tranquila, plena e direccionada para aquilo que gosto de fazer (e para quem gosto). Faz-me sentido a vida assim: feita à mão, com a calma necessária e com todo o amor do mundo. Porque até as flores se forem regadas muito depressa podem morrer. Tudo tem o seu tempo, o seu percurso. Estes foi o percurso destes envelopes. Um percurso preenchido com recortes coloridos, de revistas antigas, para fazer sorrir quem os irá receber. Neles depositei toda a magia da chuva e deste mar de tranquilidade e amor onde flutuo. Fico grata por quem os receber.  

Cosmética Natural

Novas aquisições #3 {In my way to the green beauty}

quarta-feira, junho 15, 2016

Duas semanas caladinha, mas cá estou eu novamente. Com as últimas aquisições ecológicas! Se nunca ouviste falar da minha rubrica "In my Way to The Green Beauty" lê aqui o que andei a fazer para ter artigos de higiene mais ecológicos e sustentáveis. Desta vez trago-vos as últimas coisas que comprei para esta aventura e que ainda não tinha partilhado com vocês. 


1) Discos Desmaquilhantes em Flanela - Recebi estes discos com a encomenda dos meus pensos higiénicos da Panos da VeraDesde aí não parei de os usar. Apesar de não conseguir aplicar o meu tónico com eles, são excelentes para retirar máscaras de hidratação por exemplo. Basta lavar após a aplicação (eu até coloco na máquina) e ficam perfeitos! (Ainda uso dos discos desmaquilhantes convencionais para o tónico, hei-de arranjar uma solução, para já esta é viável).

2) Batom Labial Hidratante - "Mariana, compraste outro batom?!" Sim, mas desta vez é para oferecer à minha mãe - boa desculpa, certo?. É um batom de protecção natural com  manteiga de cacau, manteiga de macadâmia, cera de abelha e óleo de rícino feito pela Denise dos Filhos da Terra. Tal como prometido, a hidratação é intensa e não tem muito odor. Eu prefiro com um bocadinho mais de cheirinho, mas a minha mãe adorou. É perfeito para aplicar antes de ir para a cama, por exemplo. Pelo menos eu tenho o hábito de por sempre um hidratante antes de dormir. Custa 3.20 e podem encomendar aqui

3) Loção de Camomila - Este creme foi-me enviado pela Mónica do Heart Intention juntamente com os estes óleos. Desde então anda sempre na mala comigo: o tamanho é excelente e convém ter sempre um creme na mala. Tem um cheirinho calmante e hidrata muito bem a pele. É feito com manteiga de cacau, óleo de amêndoas doces e flores de camomila. Não sei o preço, mas é uma questão de contactarem a Mónica.

4) Champô em Barra - Desde Julho de 2013 que este é o meu champô favorito. Entretanto tinha deixado de o usar, lamentavelmente, mas apercebi-me que não há nada melhor para o meu cabelo. Assim, voltei a falar com a Denise dos Filhos da Terra e lá encomendei novamente. Veio num envelope lindo e cheio de amor. Os ingredientes deste champô são: Alecrim, Alfazema, Cidreira/gerânio, Urtiga, poejo, Menta, Tomilho, Salvia, Esteva, Eucalipto, Limão, Óleo de rícino, Óleo de côco, Azeite e NaOH. Como podem imaginar o cheirinho é divinal. Em vez de usar em barra, uso-o líquido, diluindo o sabão em 1l de água destilada. Mas durante anos usei-o em barra e é uma questão de hábito. Aconselho a experimentarem! Custa 2.00 e podem comprar aqui.

5) Argila Verde pronta a Aplicar - Desde que deixei de tomar a pílula (prometo que um dia falo sobre esta minha decisão e as mudanças que acarretou) que a minha pele tem sido surpreendida por umas borbulhinhas chatas. Como não quero voltar a tomar medicamentos, resolvi apostar na limpeza correcta da minha pele. Depois de ter comprado a esponja Konjac  e o Tea Tree Oil, apostei numa máscara de argila verde conhecida por retirar o excesso de gordura da pele e excelente na limpeza da pele. Comprei esta promoção no Celeiro Dieta  e custou-me 2.96€.  Tenho feito máscara entre uma a duas vezes por semana. As "irritações" da pele diminuíram e a pele está mais macia. É muito fácil de aplicar e natural. Aconselho especialmente para pessoas que, como eu, têm preguiça de fazer as máscaras caseiras.

Um xi- sem crueldade, biológico, 
100% biodegradavel e só com produtos naturais, 
Mariana.

Receitas

Mousse de chia com sabor a Verão ~

sexta-feira, junho 10, 2016


Nestes dias em que o sol nos tem feito companhia os momentos no jardim começam a ser cada vez mais frequentes. E com eles vêm também a condizer os lanches fresquinhos, leves e com muita fruta. Foi a pensar nisso que recriei esta receita de mousse de Chia. De comer e chorar por mais! Fácil de fazer, sem culpas e sem crueldade. Cá vai a receita:

~  Mousse de chia com sabor a Verão ~ 

~ 1/2 chav, de sementes de chia
~ 3 chav. de bebida vegetal
~ 1 + 1/2 c. café de gengibre moído
~ raspas da casca de um limão
~ 1 c. chá de canela
~ 1 c. chá de essência de baunilha

Juntar tudo num recipiente e mexer bem. Deixar no frigorifico de um dia para o outro, ir mexendo de vez em quando, e quando estiver com a consistência de mousse servir. Acompanhar com fruta da época e desfrutar do sol! 

Bom fim-de-semana ,
Mariana.

Cartas Cruzadas

Quando a vida te manda selos personalizados por correio ♥

quinta-feira, junho 09, 2016


Estávamos a almoçar quando o correio tocou à campainha a dizer que tinha uma carta registada. Trememos de medo: o que seria? Uma multa? Uma carta da câmara? Os cenários eram tudo menos positivos. A carta chegou dirigida a mim e vinha de uma amiga minha. De repente, tudo ficou positivo. Abri o envelope e senti-me a rapariga mais sortuda do mundo. Cada vez mais acho que nada na vida acontece por acaso e isso inclui as pessoas que entram na nossa vida. Esta, foi mais uma prova. A Carolina entrou na minha vida em Dezembro e teve entrada directa no meu coração.


A carta dela vinha com palavras cheias de carinho e uns selos personalizados do Projecto Cartas Cruzadas. Com a ilustração que a Marlene Martins fez há uns anos para o Projecto: são lindos!Vou-vos ser sincera: fiquei eufórica quando os vi. Fiquei sem reacção e o meu coração desfez-se em lágrimas de alegria. Já tinha feito o orçamento para estes selos um bom par de vezes, mas nunca me tinha arriscado a investir. Parece que a Carolina ouviu os meus desejos.


 A carta vinha com um lembrete: "Escrevo-te porque acho o teu projecto o máximo e acho que só poderia ser feito por uma pessoa com um coração tão grande como o teu. Por isso, envio-te selos para que nunca desistas do projecto e dos teus sonhos." Prometo que vou lembrar-me destas palavras quando me doerem as mãos de tanto escrever e quando a desmotivação bater à porta. E fica também a promessa que enquanto houver quem queira receber as minhas cartas, eu vou continuar a mandar cartas cruzadas. Por mim, pela Carolina e por todas as pessoas que me dão força e motivação para continuar. Hoje, tenho a certeza, sou a rapariga mais bem mimada do mundo. Grata!!! 

Minimalismo

Destralhar o armário pela milésima vez (ou talvez não...)

segunda-feira, junho 06, 2016

Foi algures em 2013 que me comecei a interessar por minimalismo e que me aventurei nesta jornada. Muito graças ao blogue The Busy Woman and The Stripy Cat foi a Rita que me despertou o bichinho da vida mais simples e com menos tralha. Mas foi a Ana do blogue Ana, Go Slowly que me ajuda a manter este foco. Contei aqui como correu o meu primeiro destralhamento do armário desde aí nunca mais parei. Perdi a conta das vezes que esvaziei o meu armário, revi as minhas roupas e seleccionei o que queria manter. De todas as vezes apercebo-me de coisas que vou guardando, sem usar e sem razão. Os meus pais dizem que estou a ficar viciada em organizar e arrumar, eu acho que não consigo (nem quero) manter as minhas coisas desorganizadas e o caminho ainda é longo.


No domingo passado voltei assim a tirar tudo do armário e a analisar peça por peça. Tinha lido sobre o armário cápsula no blogue da Ana e no blogue da Catarina e fiquei curiosa. Como a Catarina diz no blogue dela: Um armário-cápsula é constituído por um conjunto fixo de peças de roupa por estação (não aumenta), que tenham o maior número de combinações possíveis entre si e que permitam suprir todas as necessidades diárias de visuais profissionais e de lazer. Este número de peças varia entre as 20 e as 40 e pode-se incluir ou não (é à escolha) o calçado e os acessórios (lenços, carteiras...). Não se inclui roupa interior, nem roupa de dormir ou desporto. 

Gostei da ideia, pesquisei sobre ela no pinterest, apercebi-me daquilo que era o meu estilo e lançei-me nesta nova aventura. Desta vez fiz a selecção de forma diferente. Para além de excluir as coisas que já não usava (e que continuava a guardar sei lá porquê), perguntei a mim mesma: como é que esta roupa me faz sentir? Porque temos sempre aquelas peças de roupa que associamos a alturas menos boas e claro, quando usamos não nos sentimos tão bem quanto seria de esperar. Exclui também essas. Acredito que se algo não nos faz bem, não vale a pena manter (seja o que for). Escrevi todas as roupas que tinha num papel e no final acabei com 70 peças de roupa totais (apesar de ter duas gavetas com de roupa de desporto e roupa de andar no quintal...). Claro que o número de roupa ainda não é o ideal, mas já é um começo, não é?


A verdade é que havia roupa que quase não usei. Gostei do conceito quando a comprei, mas não me identifiquei com ele no dia a dia. Uma coisa que tenho vindo a aprender com o tempo é: não vale a pena tentar ser algo que não sou. Se o que eu gosto são camisolas brancas largas não me parece que camisolas pretas justas seja uma boa compra, não é? Saíram do meu armário mais de dez roupas. Para quem tem curiosidade, as roupas que não permaneceram no meu armário bem como algumas bijutarias estão para ser (ou já foram) trocadas neste grupoE por aí, também há armários cápsulas? Contem-me! 

Um xi-
Mariana.

Receitas

Piquenique para crianças (e não só) ♥

quinta-feira, junho 02, 2016

Ontem foi o dia da criança e eu queria ter escrito sobre isso. Mas hoje sei que também vai a tempo. Afinal todos os dias são motivos para celebrar aquilo que quisermos, não é? Ontem, hoje e quando eu quiser é o dia da criança.


O dia da pessoa que nunca deixou de ser criança...

... Da pessoa que adora rebolar na relva ou fazer o pino na praia.
... Da pessoa que sabe as músicas dos filmes da disney de cor.
... Da pessoa que adora beijinhos antes de ir dormir.
... Da pessoa que não consegue dormir com as portas dos armários abertas por causa do bicho papão.
... Da pessoa que adora encher as mãos cheias de tinta e pintar sem significado aparente.
... Da pessoa que sonha e que sabe que os animais falam com ela.
... Da pessoa que acredita no melhor do mundo e que a magia ainda existe.
... Da pessoa que acredita que as sereias existem (e nem se atrevam a dizer o contrário!).
... Da pessoa que acha que as estrelas são pirilampos a dormir no céu.
... Da pessoa que adora balançar-se em baloiços até quase tocar o céu.
... Da pessoa que acredita que as nuvens sabem a algodão doce.
... Da pessoa que não deixa que o mundo lhe corte a criatividade.
... Da pessoa que entre tudo no mundo o que mais gosta é gelados e abraços.

... Das pessoas que, como eu, que são crianças felizes.



Para celebrar (e eu já vos disse a importância que dou às celebrações) juntei-me com a minha amiga mais antiga e fizemos um piquenique. Ser dia da criança sem um piquenique é como o São João sem pimentos assados. Sou a maior fã de piqueniques, devo-vos dizer. Convidem-me para ir a um piquenique e eu não vou hesitar. Adoro a manta colorida no relvado, os ataques das formigas e a comida pensada com carinho. Sempre associei calma a este prazer: as conversas longas, o saborear da comida e o observar do céu sobre nós. Este foi o primeiro "lanchenic" do ano mas já me trouxe uma descoberta fantástica que tenho que partilhar com vocês.

Conheci há algum tempo o blog Edu's Pantry e desde aí sou uma leitora caladinha mas assídua. E apesar de não haver nenhuma criança aqui por casa sempre quis experimentar uma mão cheia das receitas que a Joana partilha no blog para o seu pequeno Edu. Foi assim que cheguei às receitas que usei neste piquenique. Fiz os muffins de morangos e alfarroba  e as bolinhas de banana e granola. Mas devo-vos dizer: as estrelas foram mesmo as bolinhas de banana e granola. Super fáceis de fazer e com um sabor extraordinário. Eu usei a minha granola de especiarias então foi o equilíbrio perfeito entre o doce e o apimentado. (Algo me diz que ainda esta semana vou fazer mais uma fornada delas).


Bolinhas de granola & Banana
{receita do blog Edu's Pantry}

2 bananas maduras
1 + 1/2 chav. de granola (usei a de especiarias e cacau)

~ Esmagar bem as bananas até ficar em puré, depois juntar a granola e mexer tudo até ficar bem incoroporado. ~
Deixar a mistura quinze minutos no frigorífico, depois formar bolinhas com a massa e colocar no forno durante 10 a 15minutos (a 180º) num tabuleiro forrado com papel vegetal. ~



Se fizerem esta receita prometo-vos que não vão querer outra coisa. É deliciosa! E digam-me por aqui também há crianças fãs de piqueniques?
Um xi-
Mariana

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