Leituras

Belivro: o livro da Andresa Salgueiro

terça-feira, janeiro 26, 2016


Foi em 2013 que recebi na minha caixa de correio um e-mail da Andresa a dizer que queria participar no meu Projecto Cartas Cruzadas. Eu já tinha ouvido falar dela, desde saiu o primeiro artigo sobre uma mulher que viveu "à troca" durante quase um ano. Sem a conhecer, já a admirava como uma criança admira as estrelas do céu. O que aconteceu depois da primeira carta ainda me fez admirá-la mais. Em troca da primeira carta que lhe mandei a resposta da Andresa chegou com este livro no embrulho. E para quem pensa que este é apenas "mais um livro", estão completamente enganados.


Este é um livro para quem acredita (como a Andresa diz: para quem beliva). Para quem acredita num mundo melhor, mais justo, com mais amor, mais paz e mais sintonia com a natureza. Aliás, este é um livro para quem acredita e para quem faz acreditar: na mudança e na esperança que coisas boas nos esperam no futuro. O livro descreve a jornada da Andresa que, durante 1 ano, 11 dias, 1hora e 1 minuto viveu com 1111 euros e muitas trocas. Durante este tempo passou semanas em várias comunidades portuguesas e relatava no livro toda a sua experiência. 

Curioso que a leitura deste livro acompanhou uma fase muito feliz da minha vida e o seu final desenrolou-se numa altura "menos boa". Em qualquer das fases, o livro marcou-me: deu-me mais motivos para sorrir, sonhar e ir à luta por um mundo azul e cheio de abraços. Para além da história magnifica que este livro nos conta, existe outra particularidade: este livro não se "vende", este livro "troca-se". Recebi o meu em troca de uma carta que mandei à Andresa, mas ela troca o livro por algumas coisas bem como os seus parceiros (podem ver aqui).


Tenho a imensa sorte de o meu contacto com a Andresa não ter ficado por aqui e já ter partilhado com ela um xi-coração muito azul e cheio de carinho. A energia, boa disposição e simpatia dela são algo que não dá para esquecer. Para os tripeiros que a quiserem conhecer, ela vem ao Porto dia 31 de Janeiro mostrar o livro dela no Espiga (mais informações aqui). Eu vou fazer de tudo para ir, esperemos que nos encontremos lá. Afinal, não é todos os dias que vimos uma mulher e um livro assim, pois não?




(ps: não percam a oportunidade de ler este livro, vale a pena cada palavra)

Tag - Conhecendo novos blogs. :)

quinta-feira, janeiro 14, 2016

Fui desafiada pela Patrícia do brilhante blogue Not Guilty Pleasure para responder a dez perguntas que ela criou, para assim me ficarem a conhecer melhor e ao meu blogue. Ela deu-me dez perguntas e desafiou dez blogues a responder. Eu fui uma das escolhidas... Vamos então a isto? (Preparem-se para uma longa leitura!)

1. Qual é a história por trás do nome do blog?
~  A história que retrata o nome deste blogue é muito fácil: as duas coisas que mais gosto, me acalmam e me alegram. Adoro girassóis, porque me transmitem muita alegria, vontade de perseguir sonhos e motivação para todos os dias. E claro, sou uma grande apreciadora de chá e de tudo aquilo que ele significa para mim: os momentos de reflexão, de companhia de longas conversas, de tranquilidade e de conexão com o momento presente e comigo mesma. Acabei por juntar estas duas coisas no nome do blogue, porque o meu blogue significa para mim a simbiose entre a alegria do girassol e a tranquilidade de um chá. 

2. O que te motivou a criar o blog?
~ A minha história com blogs não começou aqui. Antes tinha o meu blogue  "O (secreto) Ritual" e antes desse tive outros tantos. Escrever um blogue fez parte da minha auto-descoberta, da minha adolescência e da minha aprendizagem. O meu blogue é capaz de ser a minha maior terapia. Criei-o para mim, mas também para partilhar com os leitores aquilo que sou (ou o que quiser partilhar). O meu blogue é a minha casa (com cheiro a incenso, um jardim cheio de girassóis, campos de nectarinas, e chá na mesa) que tem sempre a porta aberta para quem quiser entrar. E esse é o meu grande motivo. 

3. Qual foi o post que mais gostaste de escrever? Porquê?
~ Pergunta muito complicada. Eu gosto de escrever todos os posts (se não gostasse, não tinha um blogue). Como escrevo sobre muita coisa e de variada forma é complicado. Há dias em que me apetece escrever sobre experiências, sobre sonhos, sobre romances inventados, sobre pensamentos profundos, sobre chá, livros, receitas... Mas, entre tudo isto, devo dizer que o que mais gosto de escrever, aqueles textos que me consolam a alma, são os textos que escrevo dedicados às pessoas que têm um espaço tatuado no meu coração para sempre (como aos meus avós). Aliviam-me a saudade e a escrita faz com que eu entenda melhor esta dor que às vezes doí tanto. 

4. O que de melhor o blog tem trazido à tua vida?
~ As pessoas. Sem dúvida nenhuma. As pessoas que passam do blogue para a minha vida real são a maior felicidade que o blogue me pode trazer. As pessoas que entram na minha casa virtual e na casa do meu coração. Tenho a sorte de já contar com umas quantas experiências destas e não me podia sentir mais feliz. É bom ter uma casa cheia.

5. Onde encontras inspiração para o blog?
~ Às vezes encontro inspiração na forma como o vento sopra, outras vezes na forma como faço a cama. Outras vezes a inspiração vem das lágrimas que me correm a cara ou dos momentos em que não consigo parar de rir. Vem de conversas aleatórias ou conversas que repito a mim mesma vezes sem conta. A inspiração vem de mim, do que sinto e de como me sinto em relação às coisas que me rodeiam.

6. O que te leva a seguir um blog?
~ Não costumo ler muitos blogues. A maior parte dos blogues que sigo são de receitas vegetarianas (receitas que eu sei que a maior parte dos ingredientes tenho cá em casa), ou então são blogues com temas que eu acho interessantes: minimalismo, yoga, natureza, experiências de vida. Gosto de blogues que retratam a experiência das pessoas. Mas basicamente o que me leva a seguir um blogue é ele prender-me o interesse e eu ficar horas a lê-lo sem dar por isso.

7. Como imaginas o teu blog no futuro?
~ Não tenho grandes expectativas em relação ao meu blogue. Vou escrevendo, partilhando e logo se vê. Enquanto o continuar a sentir parte de mim e uma verdadeira casa, ele continua a existir.

8. Qual foi a situação mais caricata que já te aconteceu a cozinhar?

~ Esta [ver fotografia] foi uma delas. Felizmente cozinhar desde cedo que foi um hábito da minha vida. Lembro-me de ser pequenina e ajudar a minha mãe a minha tia a fazer os bolos, sujar-mo-nos todas com a farinha e comer o bolo ainda morno. Recentemente aconteceu uma coisa engraçada, tinha umas primas cá para almoçar, então ia fazer risotto de cogumelos. Algo que faço muitas vezes e já estou habituada. Elas chegaram e eu estava na cozinha, a falar e a cozinhar. No meio de tanto entusiasmo, sem reparar, em vez de fazer arroz para risotto fiz risotto basmati. Como o erro já estava feito lá continuei como se estivesse a fazer risotto. Disse à minha mãe e mais ninguém. O prato foi servido, elogiado, e ninguém se apercebeu do erro. Claro, no final disse o que se tinha passado, e foi motivo de grandes gargalhadas. Aposto que nunca mais nos vamos esquecer.

9. Se vivesses numa cidade diferente da que vives agora, onde te encontraríamos? Porquê?
~ Tendo em conta que há dois meses atrás estava a viver em Mafra e agora regresso à minha cidade Natal, o Porto, esta pergunta parece que tem rasteira :). Se saísse agora do meu Porto, seria ou para Leiria, Guimarães ou Aveiro. São as minhas maiores paixões para uma próxima morada. Não sei explicar porquê, mas estas cidades dão-me muitos motivos para as tornar um bocadinho minhas.

10. Três coisas sem as quais não passas?
~  Abraços e miminhos, a voz dos meus pais e uma caneca de chá.

Blogues que desafio:

As minhas perguntas:

~ Qual é o teu maior sonho/ realização pessoal?
~ Se te pudessem dar um super poder, qual seria? Porquê?
~ Entre todas as qualidades e defeitos que uma pessoa pode ter, qual é o teu defeito preferido? e qualidade?
~ Se tivesses que mudar tudo em ti, e só te fosse permitido deixar uma coisa igual, qual seria?
~ Qual foi o filme/livro que mais te marcou? Porquê?
~ Qual é o teu lema de vida?
~ O que mais gostas de fazer durante o teu dia?
~ Porque escreves um blogue?
~ O que te leva a seguir um blogue?
~ Se eu te disser que és uma pessoa muito bonita, acreditas? :)


Para participarem neste desafio precisam de:
  • Responder às 10 perguntas que vou colocar.
  • Criar 10 perguntas que podem ser iguais ou diferentes às que responderam.
  • Nomear entre 3 a 10 blogues para responder a essas perguntas, avisando-os da nomeação.
Espero que gostem! Fico a aguardar o vosso feedback :) 

Um xi-coração,
Mariana

Reflexões

Como fazer a cama pode mudar a nossa vida.

quarta-feira, janeiro 13, 2016

Este podia ser um post que podia mudar a vossa vida. Mas não vai ser. Nenhum post mudará a vossa vida, adianto desde já, o que poderá mudar será a vossa forma de olhar para ele e daí surgirem as consequências. Foi exactamente isso que me aconteceu enquanto hoje fazia a minha cama.
Tenho o hábito de nunca sair de casa com a cama por fazer (porque nunca sei como vou voltar a entrar em casa). Mas não tenho o hábito de fazer bem a cama. Não sei esticar bem os lençóis ou pelo menos não me dou ao trabalho. Foi o N. que me ensinou os benefícios de uma cama bem feita (com os lençóis esticados e os cobertores bem presos). Foi ele que me apresentou às noites muito bem dormidas por sentir que dormia na melhor cama do mundo (mesmo que signifique estar a dormir na mesma cama que tenho desde que nasci). Fazer bem a cama não é só uma moda, uma forma de apresentação bonita, é antes de tudo: a melhor forma para nos preparar-mos para uma relaxante e revigorante noite de sono.
Posto isto nos últimos dois dias tenho-me esforçado por fazer a cama o melhor que posso. Em vez de demorar dois minutos, demoro quinze, mas lá vou tentando. E hoje, durante a minha tentativa matinal, apercebi-me que tudo na vida é como fazer uma cama. Lá está: quem faz boa cama, nela se deitará. 
Às vezes o tempo que dedicamos às coisas, não é só o tempo que dedicamos a elas, mas também o que vem dessa dedicação. Lavar os dentes não é só lavar os dentes, é prevenir caries e promover uma boa higiene oral. E isso não se faz em um minuto pois não? Bem feito, demora sempre mais um  bocado. O mesmo se passa com as amizades, por exemplo, uma boa conversa não demora um minuto, pois não? Isto para dizer, que na nossa vida (e na nossa cama) o tempo não é perdido quando o dedicamos a fazer as coisas boas (como esticar os lençóis). No fundo, quanto maior a dedicação que destacamos para uma coisa, maiores as probabilidades de daí virem bons frutos. (Ou por outras palavras: faz o bem e o resto vem)

Eu demoro quinze minutos a fazer a minha cama. E tu?

Chá

Primeira casa de chá de 2016: Violetas à Janela.

terça-feira, janeiro 12, 2016


A minha coisa favorita nas mudanças é que nos fazem pensar mais atentamente sobre certas coisas. As últimas mudanças na minha vida fizeram-me prestar mais atenção à minha paixão por chá e a forma como nos últimos tempos não a tinha alimentado como deveria. Exactamente por isso em 2016 um dos objectivos é visitar (ou re-visitar) o maior número de casas de chá que conseguir. O que, certamente, não será muito difícil. Na semana passada ouvi falar da casa de chá "Violetas à Janela" aberta desde Dezembro de 2015 no Porto e pareceu-me a forma ideal de recomeçar este hábito. Não me enganei. 


Quando visito uma casa de chá existem sempre algumas coisas em que eu reparo: o atendimento, o espaço, a qualidade dos chás e a qualidade de serviço. Por exemplo: gosto que me informem há quanto tempo o chá está em infusão e que a quantidade de chá seja boa (isto é que renda duas chávenas no mínimo). Presto atenção aos mais pequenos detalhes e, devo dizer, sou bastante exigente com um espaço que se cataloga como "casa de chá". Posto isto, devo dizer-vos que coloco as mãos no fogo por este local.


Localizado perto do Jardim de São Lázaro no Porto, esta casa de chá é acima de tudo: uma casa. O ambiente familiar, acolhedor e simpático faz com que nos percamos nas horas e passemos lá uma tarde inteira a falar: como se fosse realmente a nossa casa. Com uma decoração maravilhosa, com sofás, cadeiras bonitas, estantes de livros (no andar de cima) e armários de chávenas, chás e bolos na parte de baixo não há como resistir. Este local tem ainda uma coisa que eu adoro: a banda sonora perfeita. Num estilo entre bossa e jazz, perfeito para momentos descontraídos e de puro prazer.


Em relação aos chás: são da marca "English Tea Shop" e a variedade ainda não é muita. Mas a que há chega perfeitamente para já aguçar o apetite por mais. Na tarde em que visitei esta casa bebi dois chás: o chá branco mirtilo e sabugueiro (que me deixou completamente fã) e chá de chocolate e rooibos. Ambos eram maravilhosos e a Dª. Fernanda teve o cuidado de nos avisar se era preciso mais tempo de infusão ou não (acho este passo imprescindível numa casa de chá porque o tempo de infusão compromete muito a qualidade da bebida). Para acompanhar houveram um bolo de chocolate com morangos (que eu provei, e estava muito bom!) e uma torrada do Pão Nosso (biológico e artesanal) maravilhosa.


Apesar de este espaço ainda ser muito recente na cidade do Porto, aconselho vivamente. A Dª Fernanda possui uma simpatia sem igual e falar com ela é uma alegria no dia-a-dia que pode ser tão solitário. Basta agradecer ao mundo por existirem pessoas como ela: tão receptivas, alegres e cheias de vida. Confio nas suas aspirações, na história da casa (que é uma casa para entrarmos com o coração aberto e nos deixarmos render à meiguice que nos recebe) e no sucesso que aí vem. Para já o Violetas à Janela conta com várias tertúlias bastante interessantes e com um chá à vossa espera. Vamos? Encontra-mo-nos por lá.


Avenida Rodrigues de Freitas nº411 Loja I
Porto, Portugal
22 201 1242

DIY

Planeamento Semanal de Refeições {Tenho um para ti!}

quarta-feira, janeiro 06, 2016

Desde que saí de casa dos meus pais que adquiri o hábito de fazer "planeamento semanal" das refeições. Adquiri-o por várias razões, a principal delas e o que me faz falar desta técnica hoje, é que é um hábito que resistiu a trocas de casa, horários e tudo mais, portanto se permaneceu é porque mereceu! Eis então as vantagens que eu acho que existem ao planear as refeições:


 ♦ Poupa-me muito mais tempo e preocupações, não tenho que inventar sempre no dia anterior "mas afinal o que vou fazer amanhã para almoço?". Já tenho as coisas programadas e só tenho o trabalho de, caso se justifique, organizar as coisas no dia anterior. O facto de planear o que vou comer toda a semana também ajuda que não exista espaço para as desculpas do costume: "vou buscar uma pizza, não sei que fazer de jantar", ou "vou fritar estes rissóis porque não descongelei nada"; 

 ♦ Enquanto vegetariana ajuda-me muito a conciliar os alimentos certos ao longo da semana, vejo logo quando preciso de cozer o feijão ou então quando tenho mais tempo para fazer uns legumes assados. Acho que o organizar bem a ementa ajuda-me a reforçar toda a atenção que devo ter com a minha alimentação e simultaneamente ter toda a força que necessito assegurada para o dia-a-dia; 

 ♦ Mais dinheiro na carteira!!! Pois é, normalmente faço o planeamento das refeições ao domingo à noite e ao fazê-lo logo para o domingo seguinte faz com que eu veja concretamente aquilo que preciso para a semana seguinte. Por isso, enquanto preencho o meu plano alimentar, elaboro também a lista de compras e faço uma revisão à mercearia. O facto de fazer isto mensalmente ajuda-me não só a comprar aquilo que realmente preciso como também aproveitar tudo o que tenho ao meu dispor (sabem aquelas latas de grão que estão na mercearia há séculos? E aquela vez que fomos às compras e trouxemos 2kg de arroz integral quando ainda tínhamos em casa? Ou então aquela massa que passou do prazo de validade? Aqui em casa isso não acontece mais.) Esta é a minha forma ideal de poupar no orçamento e no desperdício alimentar; 

 ♦ Ajuda-me a manter-me focada no meu plano alimentar. Desde Junho de 2015 estou a ser seguida pela melhor dietista do mundo e a fazer um "plano alimentar" para reduzir um bocadinho a massa gorda. Este plano ajuda-me muito a ser mais saudável e mais criativa nas refeições. E claro, como disse antes, ajuda-me a não fazer asneiras. (Este plano quase que funciona como o meu "diário alimentar" e é uma excelente forma de compromisso comigo mesma e com os outros, visto que está afixado na parede da cozinha). É por este tópico que o meu plano alimentar não tem apenas três refeições para planear mas sim seis, porque são as várias "refeições" que faço durante o dia e das quais não me quero esquecer. 

 Até esta semana sempre fazia o meu plano em folhas de rascunho (continuo a ter imensas cá em casa), mas as linhas não ficavam bem e visualmente não era tão apelativo para colocar na cozinha. Então andei a pesquisar internet fora por "meal planner" conclusão: dos que vi, não gostei de nenhum. Ou eram demasiado pequenos ou não tinham as seis refeições ou tinham coisas que não eram do meu interesse. Resolvi fazer então um só para mim, à minha medida e ao meu gosto. Gasto um bocado de tinteiro mas continuo a reutilizar as folhas de rascunho e a cozinha fica mais bonita. 

 Podem ver a folha de planeamento aqui (preenchida com as minhas refeições desta semana, se precisarem de ideias de pratos ovo-lacto-vegetarianos já sabem!) e se quiserem ter um igual, é só mandarem-me um e-mail a pedir e logo que possa mando-vos um igualzinho ao meu. O que me dizem? Há maneiras mesmo boas de começar 2016 e ser organizados, não há? 

 ♦ o meu e-mail: mmariana.neves@gmail.com 

Reflexões

Preparados para 2016?

terça-feira, janeiro 05, 2016

Descobri na noite da viragem de ano que sou uma rapariga de clichés. Apercebi-me que sou daquelas que gosta dos mais simples clichés como quando o bom triunfa sobre o mal, ou os amantes secretos fazem uma declaração pública com as frases mais pirosas, ou então os clássicos beijos inesperados à chuva quando a rapariga corre para os braços do rapaz. Mas o meu maior cliché vai ser sempre, sem dúvida alguma, as listas. Eu não gosto simplesmente de fazer listas, eu adoro fazer listas, segui-las e ter esperança nas palavras que me comprometi a seguir. Tenho todo o tipo de listas escritas ou cravadas na minha cabeça: "lista de coisas que tenho que fazer antes de morrer", "lista de coisas que tenho que fazer com ele", e claro: "lista de coisas para fazer em 2016". Afinal, o que seria da passagem de ano sem uma lista para receber 2016?


Em retrospectiva de tudo aquilo que 2015 significou para mim, há muito a dizer, mas vou tentar ser simples. Foi um ano dos diabos! O ano em que 300 km me separavam de casa mas que me uniam a novos corações. Um ano de desafios, vitórias, derrotas, e despedidas. Muitas despedidas. Provavelmente a palavra do meu ano será "despedidas" ou "saudades".  Arrisco-me a dizer que este foi o ano em que mais chorei e também aquele em que mais sorri. E tudo o que eu peço é que 2016 também seja assim: com dor, alegria, esperança e muitos encontros inesperados com o destino. (Verdade seja dita em 2015 encontrei (e reencontrei) algumas das pessoas mais maravilhosas do mundo).

Por isso, os objetivos de 2016 não são muitos mas têm com eles a esperança que o melhor ainda está para vir. (com este meu cliché aprendi que mais vale "listas curtas mas boas") São eles:

♦ Arranjar emprego;
♦ Chegar aos 58 kg! (com a ajuda da melhor dietista do mundo);
♦ Visitar sítios novos;
♦ Retomar o Projecto Cartas Cruzadas;
♦ Visitar mais casas de chá pelo país;
Manter os meus pilares fortes e aumentá-los.

Eu disse que eram poucos, mas sei que se eles se realizarem 2016 vai ser ainda melhor que 2015. Claro que em 2016 também espero vir aqui mais vezes e ler-vos mais. Resta-me agradecer a quem me lê a paciência e a companhia. Obrigada por tudo. 

Beijinhos e um xi-coração.
Bom 2016!! 

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