Reflexões

Ser Psicomotricista, como só nós.

quarta-feira, outubro 26, 2016

{Imagem retirada daqui}

Em breve fará um ano em que deixei de exercer a minha profissão. E grande jornada que tem sido desde aí. Descobri tanta coisa. Mas no meio dessas tantas, descobri a mais importante: o quanto amo a minha profissão. E o quão ela é tão única e tão "eu". 
Tentei escapar ao tempo e negar a magia que é a Psicomotricidade, mas foi em vão.  Está em mim e estará em todos os psicomotricistas. É um sentimento que não sabemos bem descrever, um "quê" que aparece sei lá eu de onde. E está ali, em nós e em tudo o que fazemos, sem que seja possível calar ou ignorar. 
... Está na ansiedade antes da sessão, aquele bater de coração, os momentos em que o nosso corpo se enche de adrenalina, em que arregaçamos as mangas e fazemos aquilo que mais gostamos: com tudo de nós, envolvendo tudo dos outros. Aqueles momentos de sessão em que o mundo se define em observação, intervenção e tantos sorrisos.
 ... Está no carinho dos preparativos dos materiais, nas cores, nas texturas, nos sons e nos sabores, em tudo o que pensamos ao pormenor, porque os materiais são tão mais que objectos - e nós sabemos isso mais do que toda a gente. 
... Está na curiosidade com que lemos a dezena de livros que estão na secretária, porque há sempre algo mais para observar, para compreender, para estudar, para intervir. E porque a criatividade vem de nós, mas o propósito cientifico advém dos objetivos que queremos. Nós que para além do curso de Reabilitação Psicomotora quase que fazemos também um curso em criatividade e mesmo quando parece que já não há nada de novo, vem algum ensinamento que nos permite sempre continuar a brincar.(E quem diz que só as crianças brincam de certeza que nunca viu uma sessão de psicomotricidade)
.. Está no nosso coração que está sempre aberto, e no nosso corpo que se encontra tão receptivo ao outro ser humano como só assim se consegue criar uma relação. Se tivermos que andar de gatas? Andamos. Se tivermos que abraçar alguém que chora? Está tudo bem. O nosso sorriso é o nosso bilhete de entrada, mas é a nossa profissão que nos define. Somos os "agerraça-mangas", os que fazem acontecer, os "estou aqui para tudo de ti".
Não se fala em nós, ainda, mas vão ouvir falar. Porque é impossível isto não acontecer. Nós, psicomotricistas (memorizem) somos dotados de um "quê" que no fim ao cabo é tudo aquilo que precisamos para coisas boas acontecerem.

Leituras

O que se leu neste Verão.

terça-feira, outubro 18, 2016

A partir do momento em que me inscrevi no GoodReads a minha motivação para ler aumentou drasticamente. Comprometi-me a ler 16 livros em 2016. Com estes livros chego ao total de 12 livros lidos este ano. Tenho que ler mais quarto até ao final do ano. Parece-me razoável, especialmente agora que começam os dias de chuva e que uma manta, chá e livros são o encontro perfeito. 


"Por Quem os Sinos Dobram" de Ernest Hemingway
O meu pai deu-me este livro quando eu tinha quatorze anos. Disse que era um clássico e que devia lê-lo. Claro que na altura não lhe liguei nenhuma. Passado quase (??) dez anos, resolvi dar oportunidade à escrita de Hemingway e fiquei deliciada. Embora o enredo da história não seja o meu favorito, envolveu-me de uma maneira apaixonada. Não considero um romance extraordinário mas sim um romance real e simples. A escrita não é a mais fácil de ler, mas vale certamente a pena. Aconselho! 


"Fala-me de África" de Carlos Vale Ferraz

Envolvente, de fácil leitura e a convidar um longo e fantástico passeio por terras africanas. Sabem aqueles livros que não se consegue parar de ler? Este é um deles. O enigma da história é fascinante e o romance maravilhoso. Para quem sonha com Àfrica este livro tem que estar na lista de leitura.


"O Planalto e a Estepe" do Pepetela

Li este livro pela segunda vez. A primeira vez que o li, no pico da minha adolescência, achei-o fascinante, envolvente e de uma leitura tão simples e mágica, como o movimento das nuvens. Nesta segunda vez, li-o com uma maior maturidade, apercebendo-me de todas as reflexões do autor e enquadrando-as na atualidade. Não fiquei desiludida, muito pelo contrário: o livro ainda me prendeu mais na segunda vez e voltei-me a render ao dialecto africano que só Pepetela sabe transmitir tão fielmente. De certo, haverá uma terceira leitura daqui a uns anos.


"Sou um Clandestino" da Susanna Tamaro

É com tristeza que classifico este livro com um 1. Achei desinteressante, curto e sem contexto. Felizmente não se compara aos outros livros da Susanna Tamaro.


"O meu nome é Legião" do António Lobo Antunes

Tentei ler este livro. Parei a metade. Achei aborrecido, incompreensível e confuso. Algo semelhante a "tortura literária". Acredito que não tenha sido capaz de compreender a mensagem do autor. (Mas com aquela escrita, quem consegue?!) Este livro foi directamente doado à biblioteca municipal do sítio onde moro. Pode ser que faça feliz alguém, já que cá em casa ninguém gostou. 

Cosmética Natural

Novas Aquisições #7 {In my way to the green beauty}

quinta-feira, outubro 06, 2016

Engraçado que quando olho à minha volta, em vez de montes de produtos de beleza, vejo cada vez menos. E os que tenho, são cada vez mais simples, como vinagre ou óleo de coco. Estou cada vez mais feliz com esta caminhada. Porque é possível, fácil , económica e surpreendente.
Exactamente o contrário daquilo que pensei que me ia acontecer: sinto-me cada vez mais bonita. Mesmo que as borbulhas apareçam, mesmo que não use os produtos "xpto" do mercado. Aliás, sei que não preciso de nenhum produto para ficar "mais bonita", hoje apercebo-me na beleza que existe até nas imperfeições do meu corpo.
Estou rendida aos produtos naturais, especialmente pelos efeitos que têm (por dentro e por fora). Sinto também que finalmente "libertei" o meu corpo de muitos químicos. E sabe-me bem vê-lo crescer e viver assim, em união com a minha consciência, natureza e coração.
 Se nunca ouviste falar da minha rubrica "In my Way to The Green Beauty" lê aqui o que andei a fazer para ter artigos de higiene mais ecológicos e sustentáveis. Desta vez trago-vos as últimas coisas que comprei para esta aventura e que ainda não tinha partilhado com vocês.


1) Escova de dentes de Bambu ~ Quando comecei esta aventura sabia que mais tarde ou mais cedo teria que mudar também a minha escova de dentes. Quando vi o post da Ana, Go Slowly não resisti a comprar. Comprei a minha na Quintal Bioshop, no Porto, por 3.90€. Já a uso há duas semanas, no ínicio estranhei porque não é tão "mole" quanto as outras, mas estou a dar-me bastante bem. Tenho o cuidado de secar o cabo depois de cada utilização para não estar em contacto com a água. Até ao momento é uma alternativa muito mais gira, prática e ecológica (biodegradável).

2) Toalhitas Íntimas ~ E pronto, este artigo poderia ser indespensavel, mas ainda não estou pronta para abdicar das minhas toalhitas intimas. Andam sempre comigo na mala, para uma situação s.o.s. Têm um cheirinho maravilhoso assim como a textura. Comprei-as no Celeiro e custaram  2.25€.

3 e 4) Creme Hidratante & Creme Nutritivo ~ Atenção estes cremes não são meus, são os da minha Mãe, eu ainda uso os da Madara, mas são tão perfeitos que tinha que partilhar com vocês. São da Artesana e cada um deles custa 5€. O cheirinho de ambos é de sonho. O hidratante (para usar de dia) é fresco enquanto que o nutritivo (para usar de noite) tem um cheiro calmante e docinho. Aconselho bastante. E para quem estiver interessado há ainda a opção de refilling para quem estiver interessado. Ainda mais ecológico! 

5) "Amaciador" de Vinagre e Camomila ~ Eu tinha receio de usar vinagre como amaciador de cabelo. Mas a verdade é que desde que me aventurei a experimentar não quero outra coisa. Esta é a minha mistura para amaciar o cabelo, neste post têm como faço. O custo deste produto é mesmo só a camomila e o vinagre de cidra. Esta embalagem, ainda não vai a meio, e já a uso desde meio de Agosto. Arrisquem-se... Vale a pena! 

Um xi-♥ sem crueldade, biológico, 
100% biodegradavel e só com produtos naturais, 
Mariana.

Receitas

Papinhas de Millet para o pequeno-almoço {gluten free}

terça-feira, outubro 04, 2016

Com a agitação dos últimos dias, resolvi que hoje ia começar a manhã calmamente e como eu gosto. Assim, levantei-me cedo, fiz o oil pulling durante dez minutos, arrumei a cozinha, bebi a minha água com limão e quando chegou a hora de fazer o pequeno-almoço não tinha ideia nenhuma. 


Decidi recentemente que ia tentar reduzir ao glutén, especialmente para ver se sentia alguma diferença nas minhas borbulhas. Os flocos de aveia tinham acabado cá em casa, restava-me arroz e millet. Escolhi o segundo para abraçar esta manhã. O millet é um alimento recorrente cá em casa, sempre que tenho algum problema de estomâgo faço uma receita de millet e abóbora deliciosa (hei-de partilhar aqui) mas fora disso nunca tinha feito mais nada. Mas isso mudou, depois destas papinhas (que quase sabem a cerelac) não quero outra coisa. Provem e vão ver que serão da mesma opinião. Fico à espera do feedback!


Papinhas de Millet para o pequeno-almoço {gluten free}

Ingredientes:

1/3 cháv. de millet
1 chav de bebida vegetal (usei de soja)
1 c. sobremesa de óleo de coco
1. c. chá de gengibre moído
1 c. chá de canela
1 pitada de cardomomo
1 c. chá de essência de baunilha

Procedimento:

~ Colocar o óleo de coco numa panela e levar ao lume, quando estiver derretido acrescentar as especiarias e envolver. 
~ Depois de diluidas, adicionar o millet e misturar. 
~ Acrescentar a bebida vegetal e deixar ferver durante 10 a 20 minutos. 
~ Acrescentar a essência de baunilha e provar o millet, deverá estar mole, se não estiver deixar cozinhar mais um bocado. 
~ Como topping usar frutas. Neste caso usei mirtilos congelados e um bocadinho de essência de baunilha.

Um xi- e bons cozinhados, 
Mariana

Reflexões

Acalma-te.

segunda-feira, outubro 03, 2016


Já partilhei várias vezes aqui que sofro de síndrome de agenda-cheia. E essa é a mais absoluta verdade. Adoro ter os dias preenchidos, abraçar novos projectos, sentir a adrenalina de estar viva. Mas às vezes este síndrome passa de uma qualidade para uma espécie de doença. Às vezes sinto que tudo aquilo que me envolve (seja o que for) suga-me energia e preciso de descansar. De me desligar, respirar fundo e esperar que na próxima inalação as energias voltem.

Depois da viagem a Itália (que foi maravilhosa mas cansativa), chegar a casa foi receber uma avalanche de novidades, e-mails e coisas para tratar. Mas não foi isso que fiz. Em vez disso desapareci mais uns dias e fui até a um verdadeiro santuário em Castelo de Paiva. Um sítio onde praticamente não tinha internet, onde ouvia os grilos e passei o meu tempo livre a fazer caminhadas, dar abraços, beber vinho doce e a ler. Foram dias tão maravilhosos e por momentos esqueci-me das coisas com as quais estava comprometida.

Só que o regresso ainda me atropelou mais do que eu estava à espera. Senti-me sufocada com as coisas que corriam na minha cabeça. Aliás, elas não corriam, passavam antes na minha cabeça como se houvesse uma corrida de fórmula um. Fiquei cheia de fumo e era impossível pensar. Mas continuei. Sempre de um lado para o outro, a resolver assuntos - muitos deles que nem me envolviam. Tudo acabou com o workshop sobre chá que dei ontem no espaço Essência em Valongo. Foi um dia encantador e eu senti-me honrada por fazer parte dele. Mas ao final do dia, sentia-me sem forças, como se tivesse sido atropelada por um camião (ou dinossauro). Jantei e deitei-me, era o melhor a fazer. Dormi onze horas seguidas. Quando acordei senti-me eu novamente. Assim, tão facilmente. 

Hoje fiz por ter um dia calmo. Bebi o meu chá, tratei a seu tempo dos assuntos pendentes. E mais uma vez aprendi a lição que o meu corpo me queria dar: "Acalma-te Mariana. Acalma-te. Tudo a seu tempo." Por isso, mais uma vez repito a mim mesma a ordem do dia: organiza-te, respira fundo, foca-te, acalma-te e faz acontecer.

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