Reflexões

Querido 2016

sábado, dezembro 31, 2016


Comecei o ano tão apática e desavida de esperança que ainda nem acredito que hoje, a escassas horas do ano acabar, esteja tão positiva. A verdade é que nunca me aconteceu isto. Sempre achei a passagem de ano deprimente (inclusive costumo ficar sempre doente nesta altura) e hoje sentir-me assim tão realizada é no mínimo estranho. Comecei 2016 a achar que este ano não tinha nada para me oferecer, mas a verdade é que me enganei redondamente, este ano ofereceu-me mais do que os últimos anos da minha vida. Cá vão as sete coisas mais importantes que aconteceram e que me marcaram:

1. Viajei tanto, mais do que o contava e a verdade é que andei sempre com a "mala às costas". Cá dentro: Sintra, Lamego, Régua, Ericeira, Figueira da Foz, S. Pedro do Sul, Castelo de Paiva, Cascais, Chaves. Lá fora: Corunha, Bolonha, Roma, Florença, Nápoles, Pompeei (Ai Itália...). E mais uma vez, confirmo: viajar é a minha melhor forma de cultura.

2. Senti tantas saudades. O Cohen morreu e só por isso 2016 ficou marcado de forma tão saudosista e triste. O P. partiu também sem anunciar, numa madrugada fria de Abril e o meu coração ainda não recuperou de saudades. Mais duas estrelas no meu céu, que brilha tanto.

3. 16 livros em 2016! Done. Ainda a ler o último, mas não conta pois não? O livro do ano foi: "O Bandolim do Capitão Corelli" que adorei até ao final. Destaco também a minha adoração pelo Hemingway (descoberta também este ano) e por livros sobre organização - Marie Kondo!

4. "Gosto muito de ti". A frase que disse mais vezes este ano. O ano que me permitiu estar ainda mais próxima das minhas pessoas, de reavivar amizades e seleccionar quem deveria permanecer (e de fazer centenas de quilómetros só para ver quem ilumina os meus dias). O ano que me fez chorar de rir e abraçar com muita força. (E descobrir o gosto por cake design!) O ano em que o meu amor por ele já tem idade para entrar na escola.

5. Mantive-me próxima do que me faz feliz. Cozinhar vegetariano e com ingredientes da nossa horta. Manter-me fiel à Natureza, ouvir os pássaros de manhã, colher as alfaces e os dióspiros. Colocar as mãos na terra e saber que vai ficar tudo bem. Conexão com o que é essencial. Inscrevi-me como voluntária na Loja de Comércio Justo do Porto, na associação Escutar e ainda participei no EcoPorto e na Cidade+. Voltei ao yoga e doei sangue uma vez (as minhas tensões não me permitiram repetir, infelizmente).

6. Cartas Cruzadas. O projecto dos meus olhos e o meu orgulho este ano. O ano em que mais de 200 pessoas receberam uma carta cruzada. Nasceu o pcartacruzadas.blogspot.pt. Fui entrevistada para a revista Amanhecer. A Imporcha-Oriental Sensations aliou-se como parceira do Projecto. Conheci pessoalmente uma dezena de "carteiras". Enviei a minha primeira carta para a Alemanha, para a Bélgica e para Luxemburgo. Ofereceram-me uns selos feitos de propósito com o logótipo do Projecto. Recebi envelopes, postais e selos oferecidos por pessoas que querem ver o projecto crescer. & enviei muita felicidade em forma de carta!

7. Vocês. Obrigada por me lerem por mais um ano. E por terem sempre palavras tão calorosas. Obrigada do fundo do coração. Não sabem o quanto as vossas palavras me mantêm com esperança!

E a ti, querido 2017, ainda nem começaste e eu só te peço uma coisa: por favor, sê maravilhoso.

Das coisas boas que têm acontecido - Parte 2.

sexta-feira, dezembro 16, 2016

"De repente comecei a subornar revistas para me quererem entrevistar." Este podia ser o título para este post, mas não é, muito pelo contrário. Falo-vos de mais uma surpresa que veio animar o meu último mês. A Revista "Portugal de Sabores e Tradições" já me tinha contactado há uns meses atrás e aqui está o resultado: a receita do meu arroz doce vegan publicada numa revista! 


Quando me contactaram não pude acreditar. Toda a gente sabe que apesar de publicar de vez em quando receitas, o meu blog não é um blog tradicional de receitas. Aliás, sobre que é que é o meu blogue? Tanta coisa! Cosmética Natural, Cartas, Chás, Reflexões, Leituras... Mas mesmo assim propuseram-me este desafio: elaborar uma receita onde o arroz fosse o ingrediente principal. Não hesitei: tinha que partilhar a receita do meu arroz doce vegan (com especiarias).

Achei engraçado ter oportunidade de publicar a minha receita (sem qualquer crueldade animal) numa revista sobre tradições portuguesas. É bom mostrar às pessoas que existem escolhas conscientes e deliciosas (acreditem que este arroz doce é maravilhoso! Ainda publico aqui a receita antes do Natal!).


Resta-me a agradecer à revista a oportunidade. Não podia estar mais satisfeita e orgulhosa: estar na mesma revista que o blogue Ponto de Rebuçado e Flor de Sal é mais do que maravilhoso. Grata!

Chá

Chá e beijinhos de boa noite na véspera de Natal.

quinta-feira, dezembro 15, 2016

Hoje assinala-se o dia Internacional do Chá e apercebi-me que nunca tinha falado aqui da minha paixão por chá. Quem me conhece reconhece-me logo como "a rapariga dos chás, das cartas e dos girassóis". O chá é tão parte de mim, como eu sou dele mesmo. Não me lembro quando comecei a gostar. Sei que quando era pequenina inventava estar com dores de barriga para beber chá com bolachas. E daí até não passar um dia sem beber chá foi um instantinho. Fiquei fascinada quando comecei a descobrir os chás mais diferentes: aqueles que, por exemplo, levam chocolate ou pimenta. Como era possível uma xícara de chá carregar em si tanto sentimento, tanta história? Fascinei-me completamente. E daí até ler tudo o que podia sobre chá, adivinhem: também foi um instantinho.


Perco-me na minha gaveta dos chás e em todas as lojas com chás. Consigo cheirá-los à distância e tento sempre identificar-lhes os aromas (e as sensações). A Camellia Sinensis faz parte do meu dia-a-dia e os tempos de infusão estão bem decorados na minha memória: e são extremamente respeitados. O bule de ferro não pode faltar assim como um silêncio profundo a cada gole. Se me perguntarem quantos chás já experimentei, não sei responder. Mas sei que este amor não pára aqui. E se existem "para sempre", este é um romance desses.

Por isso, quando a ImporChá me contactou para patrocinar o Projecto Cartas Cruzadas (obrigada do fundo do meu coração) eu pulei de contente. A ImporChá é a responsável pela marca English Tea Shop em Portugal. Mas a verdade é que a minha relação com eles não ficou por aí. Assumo-me como uma completa fã da marca. Até o "chá" de frutos vermelhos deles é maravilhoso (e eu não sou a maior fã de chá de frutos vermelhos). Esta semana, alegria a minha, mandaram-me este chá (que é um dos imensos fantásticos que eles têm - acreditem!) e eu achei que esta altura perfeita para vos falar deste chá, que sabe a beijinhos de boa Noite na véspera de Natal.


Sabem aquelas despedidas antes de ir para a cama? Com beijinhos carregados de doces e com o cheiro da lareira no pijama? Este chá sabe-me a isso. Aliás, esta infusão porque estamos a falar do Rooibos. É perfeito para as crianças e para as avós. É leve e quente ao mesmo tempo. "Como é que isso pode ser?" Confiem em mim, este chá consegue-o. Dia 24 à noite não vai faltar por aqui e algo me diz que se criou uma nova tradição! [Mais uma tradição a envolver chá na minha vida...]

Um xi- bem quentinho, 
Mariana

Maria: mais bonita do que a vida.

quinta-feira, dezembro 08, 2016


Não sei como conheci a Maria, quem é que "encontrou" quem. Sei que um dia conheci o blogue dela, depois recebi um pedido para o Projecto Cartas Cruzadas e quando dei por mim a Maria fazia parte do meu dia-a-dia. Vejo borboletas e lembro-me dela, vejo coisas cor-de-rosa e lá está a Maria outra vez no pensamento. Quando a Maria entrou na minha vida eu não fazia a mínima do impacto que ela ia ter. A verdade é esta: tenho sempre pessoas novas a entrar na minha vida. Mas a Maria foi diferente. Ela não só entrou: como se sentou no lugar mais perto do meu coração.

Não soube logo que a Maria tinha uma doença. Soube-o por ela e isso não mudou minimamente a minha vontade de a ter na minha vida. Ela tem uma doença rara: neurofibromatose. Vive com dores todos os dias, assim como as idas ao hospital constantes. Mas nada disso a fez deixar de estar presente na minha vida. Manda-me cartas maravilhosas, mensagens de apoio e um carinho incondicional, que se eu não soubesse diria que não havia dores na sua vida.

A semana passada fui a Lisboa e avisei-a logo. Queria abraçá-la do papel para a vida real. Apertá-la bem nos meus braços e fazê-la entender que eu não vou a lado nenhum, estarei ao lado dela para o que der e vier - como ela também está para mim. 

Encontra-mo-nos perto do Hospital Dona Estefânia. E vou assumir: eu estava nervosa. A Maria perdeu a audição há uns anos atrás, bem como a expressão facial. Tinha medo de não conseguir comunicar com ela (desculpa Maria, fui uma tolinha!). Mas assim que ela chegou os medos foram todos para longe. Abracei-a - e controlei-me para não chorar. Ela estava ali. A Maria. Nos meus braços. Foi um abraço longo e eu devo ter parecido uma tolinha que não parava de sorrir.

Estivemos juntas uma manhã inteira e quando olhei para o relógio já estava atrasada para o encontro que tinha a seguir. Fui a correr, mas não me importei. Cada segundo com a Maria foi demasiado importante para o desperdiçar. Ela que não parava de me tirar fotografias, e eu a morrer de vergonha. Que me fez rir com a sua maneira tão única de ser. Sai de lá mais feliz do que poderia pensado.

Quando cheguei ao Porto, resolvi ler o livro "O Voo da Borboleta" que ela escreveu há uns anos. Já o tinha cá em casa desde Maio. Agora percebo que lê-lo depois de conhecer a Maria foi o melhor que podia ter acontecido. Devorei o livro em dois dias. E contive-me várias vezes para não chorar. O sofrimento presente no seu dia-a-dia é assustador e enorme. Acredito mesmo que não haja escalas, nem descrições para o descrever. Arrepiei-me sempre que ela descreveu alguma operação, algum exame ou alguma perda. No final do livro, decidi que a Maria era a minha heroína favorita. E caramba, sou uma sortuda por te ter na minha vida

Maria, obrigada do fundo do coração por teres baixado a guarda comigo e me permitires entrar nesse teu coração tão bonito. 

Cartas Cruzadas

Das coisas boas que têm acontecido - parte 1.

segunda-feira, dezembro 05, 2016


Sendo completamente sincera: estava em pulgas para contar ao mundo todo a surpresa que andava a guardas nas mangas. Por isso vou ser rápida: tudo aconteceu num dia normal. Como é habitual vou à caixa de e-mail do Projecto Cartas Cruzadas e não é o meu espanto quando vejo que tenho um e-mail da Revista Amanhecer a dizer que queriam entrevistar-me. Assim, pumbas, do nada, sem aviso prévio. Num dia como todos os outros o meu Projecto foi entrevistado para uma revista nacional. E eu mentiria se dissesse que não me sentia a fundadora mais orgulhosa do mundo. 

Demasiado perto de ter chegado à caixa de correio de 300 pessoas, chegar a casa dos leitores da Amanhecer foi uma coisa que nunca pensei ser possível. Admito: nunca pensei que a ideia do meu Projecto saísse do twitter quanto mais! 



Obrigada. Obrigada. Obrigada! Às pessoas que me fazem companhia quando escrevo cartas e têm paciência para a minha paixão por selos, postais e canetas. Às pessoas que tiram um bocadinho do seu tempo para me apoiarem e falarem do meu projecto. Às pessoas que me pedem cartas e que continuam a escrever-me. Quatro anos de Projecto e de repente parece que nasci para escrever cartas. 

Se quiserem ler a entrevista, vão ao site da Amanhecer que está online, ou a uma das lojas físicas.

So Long, Cohen.

sexta-feira, novembro 11, 2016

{retirado daqui}

Acordei assustada, levantei-me da cama tão rápido quanto consegui e corri para os braços do meu pai. "O Cohen morreu". Disse-lhe isto exactamente como lhe diria se alguém da nossa família tivesse morrido. Abraça-mo-nos e sei que a saudade a partir de agora tem mais um apoiante nos nossos corações. As lágrimas não resistiram e correram-me no rosto. Cresci a tratar o Cohen como alguém familiar porque a sua presença sempre foi certa na minha vida. Ele esteve lá em todos os momentos: nas grandes viagens, em noites solitárias, em momentos de celebração.

O meu nome foi inspirado numa música do Cohen mas em perspectiva não é errado dizer que toda a minha vida foi de alguma forma inspirada por este senhor. Nasci como "So Long Marianne", mas fiz da "Dance me to the end of love" a minha valsa favorita e da "If it Be Your Will" o meu hino à saudade. A "I'm your man" presenciou o meu primeiro romance, a "Famous Blue Raincoat" as minhas grandes despedidas e a "Going Home" os últimos regressos da minha vida. Recorri - e recorro - às músicas dele vezes sem conta. Como não o fazer? Como não me deixar apaixonar pelas letras, pela voz, pelo instrumental? Se a minha vida tem uma banda sonora, o Cohen  foi sem dúvida, o artista principal.

Recebo a notícia da morte dele triste, despedaçada, mas ao mesmo tempo tão feliz por ter o privilégio de viver na mesma época que este senhor. De ter o privilégio de já ter ouvido este senhor ao vivo (que me fez arrepiar e guardar aquele momento como um dos melhores da minha vida) e de ter sempre uma marca dele em mim. Para nós o Cohen será sempre eterno. Fará sempre parte da nossa família, dos nossos serões na sala a ouvir os discos inteiros, e será para sempre: o nosso artista favorito. Para sempre.

Reflexões

O que aprendi... num ano à procura de um sítio melhor.

quarta-feira, novembro 09, 2016


Há exactamente um ano atrás tudo o que sabia fazer era chorar. Estava desconsolada por uma decisão que tomaram por mim. Conheci o fundo do poço quando nem contava cair. A verdade é que caí, caí fundo e tropecei umas quantas vezes até chegar onde estou agora. Tenho os joelhos cheios de feridas de tanta queda (ou deverei dizer o meu coração?). Passei de pessoa que adorava o que fazia a desempregada a tempo inteiro. A base dos meus sonhos passou a ser uma nuvem que condensou e caiu no chão em mil pedaços. Não deu para colar.

Mas eu tive sorte. Porque percebi que aquela nuvem não era a mais bonita para mim. Minto: eu mereci que isto acontecesse. Cada lágrima, cada sorriso, cada segundo deste ano que se passou eu mereci. E senti, sem anestesias ou paninhos mansos. Senti a solidão dos finais de tarde e o entusiasmo do amanhecer por poder fazer aquilo que queria. Senti a tristeza de todos os nãos que me deram, de todas as portas que não se abriram e das vezes que sufoquei por nem haver uma janela de oportunidade na sala do desespero. Aliás, ainda sinto. Mas senti a alegria de organizar o meu dia, só para mim. E a verdade é que se durante este ano eu devia ter afundado, sinto antes que surfei no meio destas emoções todas - e a onda desta vida tem sido grandiosa e fantástica.

Hoje faz um ano que fiquei desempregada e desde aí tenho estado à procura de um sítio melhor. Mas não só. Ando também à procura de mim, do que mais me faz feliz, de quem me faz feliz e de quais são realmente as prioridades da minha vida. E digo-vos, desde já, ainda bem que tenho esta oportunidade. Se nada acontece por acaso, aqui está uma razão. Neste último ano descobri que o N. sabe os meus defeitos de cor, que a minha criatividade anda de mão dada com o meu tempo na Natureza, que tenho uma rede de contactos fenomenal (e sinto-me acariciada por um milhão de pessoas!), que o Projecto Cartas Cruzadas é uma das maiores partes de mim (e que não dá para viver sem ele).

Mas devo-vos dizer houveram duas coisas que este ano me ensinou muito bem. A primeira é que a forma como falamos e dizemos as coisas influencia em muito aquilo que sentimos. Eu nunca digo "estou desempregada" porque isso me fazia sentir inútil. Digo antes "estou à procura de um sítio melhor" e a minha profissão é "psicomotricista" e quando insistem em perguntar: o que fazes da vida? Eu respondo, com um sorriso, aproveito-a. E sinto tanto isso! A outra coisa que aprendi é: pede ajuda quanto sentes que não és capaz sozinho. Felizmente a Sónia (melhor coach do mundo!) apareceu antes de eu precisar de eu pedir ajuda. E tirou-me daquele fundo que vos falei no início. Ela que me fez fazer uma lista de todos os defeitos, que me acompanhou em cada decisão e fez com que tornasse os "um dia vou fazer" em "eu fiz". Ela que passou de amiga, a pessoa que sabe quase tudo da minha vida. Ela que é uma das forças que me impulsionou neste ano. 

Um ano à procura de um sítio melhor, equivale a uma dezena de livros lidos, a um "boom" do Projecto Cartas Cruzadas, a ser voluntária na Loja de Comércio Justo do Porto e na Associação Escutar, equivale a cafés com amigos e reencontros necessários. Um ano de tantas aprendizagem que seria impossível não estar grata. Um ano que me tornou ainda melhor para o próximo sítio que me receber.

Obrigada Vida.
(Devia ter celebrado com um bolo, mas um texto também me consola a alma)

Reflexões

Ser Psicomotricista, como só nós.

quarta-feira, outubro 26, 2016

{Imagem retirada daqui}

Em breve fará um ano em que deixei de exercer a minha profissão. E grande jornada que tem sido desde aí. Descobri tanta coisa. Mas no meio dessas tantas, descobri a mais importante: o quanto amo a minha profissão. E o quão ela é tão única e tão "eu". 
Tentei escapar ao tempo e negar a magia que é a Psicomotricidade, mas foi em vão.  Está em mim e estará em todos os psicomotricistas. É um sentimento que não sabemos bem descrever, um "quê" que aparece sei lá eu de onde. E está ali, em nós e em tudo o que fazemos, sem que seja possível calar ou ignorar. 
... Está na ansiedade antes da sessão, aquele bater de coração, os momentos em que o nosso corpo se enche de adrenalina, em que arregaçamos as mangas e fazemos aquilo que mais gostamos: com tudo de nós, envolvendo tudo dos outros. Aqueles momentos de sessão em que o mundo se define em observação, intervenção e tantos sorrisos.
 ... Está no carinho dos preparativos dos materiais, nas cores, nas texturas, nos sons e nos sabores, em tudo o que pensamos ao pormenor, porque os materiais são tão mais que objectos - e nós sabemos isso mais do que toda a gente. 
... Está na curiosidade com que lemos a dezena de livros que estão na secretária, porque há sempre algo mais para observar, para compreender, para estudar, para intervir. E porque a criatividade vem de nós, mas o propósito cientifico advém dos objetivos que queremos. Nós que para além do curso de Reabilitação Psicomotora quase que fazemos também um curso em criatividade e mesmo quando parece que já não há nada de novo, vem algum ensinamento que nos permite sempre continuar a brincar.(E quem diz que só as crianças brincam de certeza que nunca viu uma sessão de psicomotricidade)
.. Está no nosso coração que está sempre aberto, e no nosso corpo que se encontra tão receptivo ao outro ser humano como só assim se consegue criar uma relação. Se tivermos que andar de gatas? Andamos. Se tivermos que abraçar alguém que chora? Está tudo bem. O nosso sorriso é o nosso bilhete de entrada, mas é a nossa profissão que nos define. Somos os "agerraça-mangas", os que fazem acontecer, os "estou aqui para tudo de ti".
Não se fala em nós, ainda, mas vão ouvir falar. Porque é impossível isto não acontecer. Nós, psicomotricistas (memorizem) somos dotados de um "quê" que no fim ao cabo é tudo aquilo que precisamos para coisas boas acontecerem.

Leituras

O que se leu neste Verão.

terça-feira, outubro 18, 2016

A partir do momento em que me inscrevi no GoodReads a minha motivação para ler aumentou drasticamente. Comprometi-me a ler 16 livros em 2016. Com estes livros chego ao total de 12 livros lidos este ano. Tenho que ler mais quarto até ao final do ano. Parece-me razoável, especialmente agora que começam os dias de chuva e que uma manta, chá e livros são o encontro perfeito. 


"Por Quem os Sinos Dobram" de Ernest Hemingway
O meu pai deu-me este livro quando eu tinha quatorze anos. Disse que era um clássico e que devia lê-lo. Claro que na altura não lhe liguei nenhuma. Passado quase (??) dez anos, resolvi dar oportunidade à escrita de Hemingway e fiquei deliciada. Embora o enredo da história não seja o meu favorito, envolveu-me de uma maneira apaixonada. Não considero um romance extraordinário mas sim um romance real e simples. A escrita não é a mais fácil de ler, mas vale certamente a pena. Aconselho! 


"Fala-me de África" de Carlos Vale Ferraz

Envolvente, de fácil leitura e a convidar um longo e fantástico passeio por terras africanas. Sabem aqueles livros que não se consegue parar de ler? Este é um deles. O enigma da história é fascinante e o romance maravilhoso. Para quem sonha com Àfrica este livro tem que estar na lista de leitura.


"O Planalto e a Estepe" do Pepetela

Li este livro pela segunda vez. A primeira vez que o li, no pico da minha adolescência, achei-o fascinante, envolvente e de uma leitura tão simples e mágica, como o movimento das nuvens. Nesta segunda vez, li-o com uma maior maturidade, apercebendo-me de todas as reflexões do autor e enquadrando-as na atualidade. Não fiquei desiludida, muito pelo contrário: o livro ainda me prendeu mais na segunda vez e voltei-me a render ao dialecto africano que só Pepetela sabe transmitir tão fielmente. De certo, haverá uma terceira leitura daqui a uns anos.


"Sou um Clandestino" da Susanna Tamaro

É com tristeza que classifico este livro com um 1. Achei desinteressante, curto e sem contexto. Felizmente não se compara aos outros livros da Susanna Tamaro.


"O meu nome é Legião" do António Lobo Antunes

Tentei ler este livro. Parei a metade. Achei aborrecido, incompreensível e confuso. Algo semelhante a "tortura literária". Acredito que não tenha sido capaz de compreender a mensagem do autor. (Mas com aquela escrita, quem consegue?!) Este livro foi directamente doado à biblioteca municipal do sítio onde moro. Pode ser que faça feliz alguém, já que cá em casa ninguém gostou. 

Cosmética Natural

Novas Aquisições #7 {In my way to the green beauty}

quinta-feira, outubro 06, 2016

Engraçado que quando olho à minha volta, em vez de montes de produtos de beleza, vejo cada vez menos. E os que tenho, são cada vez mais simples, como vinagre ou óleo de coco. Estou cada vez mais feliz com esta caminhada. Porque é possível, fácil , económica e surpreendente.
Exactamente o contrário daquilo que pensei que me ia acontecer: sinto-me cada vez mais bonita. Mesmo que as borbulhas apareçam, mesmo que não use os produtos "xpto" do mercado. Aliás, sei que não preciso de nenhum produto para ficar "mais bonita", hoje apercebo-me na beleza que existe até nas imperfeições do meu corpo.
Estou rendida aos produtos naturais, especialmente pelos efeitos que têm (por dentro e por fora). Sinto também que finalmente "libertei" o meu corpo de muitos químicos. E sabe-me bem vê-lo crescer e viver assim, em união com a minha consciência, natureza e coração.
 Se nunca ouviste falar da minha rubrica "In my Way to The Green Beauty" lê aqui o que andei a fazer para ter artigos de higiene mais ecológicos e sustentáveis. Desta vez trago-vos as últimas coisas que comprei para esta aventura e que ainda não tinha partilhado com vocês.


1) Escova de dentes de Bambu ~ Quando comecei esta aventura sabia que mais tarde ou mais cedo teria que mudar também a minha escova de dentes. Quando vi o post da Ana, Go Slowly não resisti a comprar. Comprei a minha na Quintal Bioshop, no Porto, por 3.90€. Já a uso há duas semanas, no ínicio estranhei porque não é tão "mole" quanto as outras, mas estou a dar-me bastante bem. Tenho o cuidado de secar o cabo depois de cada utilização para não estar em contacto com a água. Até ao momento é uma alternativa muito mais gira, prática e ecológica (biodegradável).

2) Toalhitas Íntimas ~ E pronto, este artigo poderia ser indespensavel, mas ainda não estou pronta para abdicar das minhas toalhitas intimas. Andam sempre comigo na mala, para uma situação s.o.s. Têm um cheirinho maravilhoso assim como a textura. Comprei-as no Celeiro e custaram  2.25€.

3 e 4) Creme Hidratante & Creme Nutritivo ~ Atenção estes cremes não são meus, são os da minha Mãe, eu ainda uso os da Madara, mas são tão perfeitos que tinha que partilhar com vocês. São da Artesana e cada um deles custa 5€. O cheirinho de ambos é de sonho. O hidratante (para usar de dia) é fresco enquanto que o nutritivo (para usar de noite) tem um cheiro calmante e docinho. Aconselho bastante. E para quem estiver interessado há ainda a opção de refilling para quem estiver interessado. Ainda mais ecológico! 

5) "Amaciador" de Vinagre e Camomila ~ Eu tinha receio de usar vinagre como amaciador de cabelo. Mas a verdade é que desde que me aventurei a experimentar não quero outra coisa. Esta é a minha mistura para amaciar o cabelo, neste post têm como faço. O custo deste produto é mesmo só a camomila e o vinagre de cidra. Esta embalagem, ainda não vai a meio, e já a uso desde meio de Agosto. Arrisquem-se... Vale a pena! 

Um xi-♥ sem crueldade, biológico, 
100% biodegradavel e só com produtos naturais, 
Mariana.

Receitas

Papinhas de Millet para o pequeno-almoço {gluten free}

terça-feira, outubro 04, 2016

Com a agitação dos últimos dias, resolvi que hoje ia começar a manhã calmamente e como eu gosto. Assim, levantei-me cedo, fiz o oil pulling durante dez minutos, arrumei a cozinha, bebi a minha água com limão e quando chegou a hora de fazer o pequeno-almoço não tinha ideia nenhuma. 


Decidi recentemente que ia tentar reduzir ao glutén, especialmente para ver se sentia alguma diferença nas minhas borbulhas. Os flocos de aveia tinham acabado cá em casa, restava-me arroz e millet. Escolhi o segundo para abraçar esta manhã. O millet é um alimento recorrente cá em casa, sempre que tenho algum problema de estomâgo faço uma receita de millet e abóbora deliciosa (hei-de partilhar aqui) mas fora disso nunca tinha feito mais nada. Mas isso mudou, depois destas papinhas (que quase sabem a cerelac) não quero outra coisa. Provem e vão ver que serão da mesma opinião. Fico à espera do feedback!


Papinhas de Millet para o pequeno-almoço {gluten free}

Ingredientes:

1/3 cháv. de millet
1 chav de bebida vegetal (usei de soja)
1 c. sobremesa de óleo de coco
1. c. chá de gengibre moído
1 c. chá de canela
1 pitada de cardomomo
1 c. chá de essência de baunilha

Procedimento:

~ Colocar o óleo de coco numa panela e levar ao lume, quando estiver derretido acrescentar as especiarias e envolver. 
~ Depois de diluidas, adicionar o millet e misturar. 
~ Acrescentar a bebida vegetal e deixar ferver durante 10 a 20 minutos. 
~ Acrescentar a essência de baunilha e provar o millet, deverá estar mole, se não estiver deixar cozinhar mais um bocado. 
~ Como topping usar frutas. Neste caso usei mirtilos congelados e um bocadinho de essência de baunilha.

Um xi- e bons cozinhados, 
Mariana

Reflexões

Acalma-te.

segunda-feira, outubro 03, 2016


Já partilhei várias vezes aqui que sofro de síndrome de agenda-cheia. E essa é a mais absoluta verdade. Adoro ter os dias preenchidos, abraçar novos projectos, sentir a adrenalina de estar viva. Mas às vezes este síndrome passa de uma qualidade para uma espécie de doença. Às vezes sinto que tudo aquilo que me envolve (seja o que for) suga-me energia e preciso de descansar. De me desligar, respirar fundo e esperar que na próxima inalação as energias voltem.

Depois da viagem a Itália (que foi maravilhosa mas cansativa), chegar a casa foi receber uma avalanche de novidades, e-mails e coisas para tratar. Mas não foi isso que fiz. Em vez disso desapareci mais uns dias e fui até a um verdadeiro santuário em Castelo de Paiva. Um sítio onde praticamente não tinha internet, onde ouvia os grilos e passei o meu tempo livre a fazer caminhadas, dar abraços, beber vinho doce e a ler. Foram dias tão maravilhosos e por momentos esqueci-me das coisas com as quais estava comprometida.

Só que o regresso ainda me atropelou mais do que eu estava à espera. Senti-me sufocada com as coisas que corriam na minha cabeça. Aliás, elas não corriam, passavam antes na minha cabeça como se houvesse uma corrida de fórmula um. Fiquei cheia de fumo e era impossível pensar. Mas continuei. Sempre de um lado para o outro, a resolver assuntos - muitos deles que nem me envolviam. Tudo acabou com o workshop sobre chá que dei ontem no espaço Essência em Valongo. Foi um dia encantador e eu senti-me honrada por fazer parte dele. Mas ao final do dia, sentia-me sem forças, como se tivesse sido atropelada por um camião (ou dinossauro). Jantei e deitei-me, era o melhor a fazer. Dormi onze horas seguidas. Quando acordei senti-me eu novamente. Assim, tão facilmente. 

Hoje fiz por ter um dia calmo. Bebi o meu chá, tratei a seu tempo dos assuntos pendentes. E mais uma vez aprendi a lição que o meu corpo me queria dar: "Acalma-te Mariana. Acalma-te. Tudo a seu tempo." Por isso, mais uma vez repito a mim mesma a ordem do dia: organiza-te, respira fundo, foca-te, acalma-te e faz acontecer.

Viagens

Itália.

sábado, setembro 24, 2016


Regressar de Itália é regressar com um bocadinho mais de certeza que há algo naquele país que é meu também.
São as ruas coloridas, os saxofones nas ruas, as massas e os gelados, a língua que canta e os beijos apaixonados nas esquinas. São os spritz, as confusões e o cheiro das pizzas. A história que me faz ter sede de cultura. A descoberta do sotaque mais sensual do mundo. O brilho no olhar ao ver os monumentos lá no alto. É falar alto e mexer as mãos: é o sítio para estar com todo o coração.
Itália é, também, o sítio dos meus sonhos, onde eles nascem e também onde eles crescem. E assim... sabe tão bem estar de volta.

As 10 coisas {mais importantes} que a minha Mãe me ensinou.

quarta-feira, setembro 14, 2016


14 de Setembro. Um dos dias mais especiais do mundo. Hoje a Mamã faz anos. E como tal teve direito a um mini-bolo de aniversário. Vegan claro. De banana e noz com cobertura de chocolate preto. {A receita é do livro Cozinha Vegetariana para Quem Quer Poupar}  Nestes dias é inevitável não olhar para a importância que as mães têm na nossa vida e de agradecer cada momento. Por isso, assim por alto, cá vão as coisas mais importantes que a minha mãe me ensinou.

As 10 coisas {mais importantes} que a minha Mãe me ensinou

1. Não há nada mais importante do que a família;
2. Dedica-te aos outros, sem esperar nada em troca, dessa forma vais ter ligações para a vida;
3.  Dá sempre o teu melhor sorriso e tem um abraço sempre preparado;
4. Chora e deixa as pessoas chorarem -  nunca julgues ninguém por isso;
5. Nenhuma distância do mundo é suficientemente grande para perderes alguém;
6. Nunca se é velha demais para beijinhos de boa noite;
7. Não tenhas medo de dizer às pessoas o quanto gostas delas, no fim isso é a coisa mais importante que lhes podes dizer;
8. A tua palavra é a coisa mais importante do mundo, nunca a quebres;
9. Lembra-te do aniversário das pessoas e mantém-te presente nas vidas das pessoas que gostas;
10. És mais forte do que aquilo que julgas, e aguentas mais coisas daquilo que pensas. Mas mesmo, assim, nos momentos maus, nunca estarás sozinha.

(11. E por último, mas não menos importante: como segurar uma toalha na cabeça para secar o cabelo - um ensinamento para a vida!)

Um xi- e parabéns à minha mamã,
Adoro-te para além do além. 

Receitas

Pequeno almoço de domingo: Panquecas de Banana.

domingo, setembro 11, 2016

Para mim o domingo perfeito começa assim: Ser acordada com miminhos, levantar-me calmamente, tomar o banho de beleza (depois do oil pulling), beber a minha água morna com limão, e começar a fazer as tradicionais panquecas de banana, decorá-las e desfrutá-las no jardim enquanto bebo um chá. Não ter horas para o pequeno almoço acabar e desfrutar cada dentada. Este sim, será o domingo perfeito. E eu tenho a sorte de poder tem um dia destes quase todas as semanas.

Já devem ter percebido que estas panquecas são feitas frequentemente cá em casa. É uma receita tão simples, fácil e rápida que não há como amar. Espanta-me ainda não ter partilhado por aqui esta receita, por isso, sem mais demoras, cá vai. 


Panquecas de Banana 
{dá para quatro panquecas}

~ 1 banana madura
~ 2 ovos (caseiros!!)
~ 4 c. sopa de aveia
~ 1 c. chá de essência de baunilha
~ canela q.b.

Procedimento: Juntar tudo na liquidificadora até ficar uma mistura homogénea. Colocar a massa numa frigideira anti-aderente (só com um bocadinho de azeite) e fazer as panquecas, virando-as dos dois lados. Servir com o topping que quisermos. Nas da fotografia: calda de chocolate de Comércio Justo, e frutas da época.


Estas panquecas foram acompanhadas por um dos meus chás favoritos da English Tea Shop. O chá branco com mirtilo e sabogueiro. É um chá tão sereno e docinho que alinha perfeitamente nesta calmaria de domingo. Só me apetece eternizar estas manhãs para que elas nunca mais acabem.

Um xi- e bom domingo, 
Mariana

Cosmética Natural

Novas Aquisições #6 {In my way to the green beauty}

quinta-feira, setembro 08, 2016

No sábado passado fui  a primeira vez ao Mercado Compaixão organizado pelo PAN Porto e não podia ter sido melhor recebida. Conheci pessoalmente a Vera do Panos da Vera bem como a Manuela do VegaNela (comida vegan para fora na zona do Porto!) e mais uma série de pessoas fantásticas e inspiradoras. Claro que não consegui vir de mãos a abanar e trouxe umas coisinhas para casa, mais especialmente: para a minha casa de banho. Cá vão elas!

Se nunca ouviste falar da minha rubrica "In my Way to The Green Beauty" lê aqui o que andei a fazer para ter artigos de higiene mais ecológicos e sustentáveis. Desta vez trago-vos as últimas coisas que comprei para esta aventura e que ainda não tinha partilhado com vocês. 


1) Desodorizante: Oliva e Rosa ~ Apesar de no Inverno usar o desodorizante feito por mim no Verão, devido ao óleo de coco, fica mais líquido e não gosto de o usar. Andava à procura de um desodorizante novo para experimentar, até que encontrei a marca VeganCare que junta o melhor de dois mundos: cosmética biológica e sustentável apenas com ingredientes vegan! A car por detrás desta marca é a Sofia Vieira, engenheira química e muito simpática. O cheiro deste desodorizante é simplesmente delicioso! Em relação à sua utilização, aguenta bem durante todo o dia, incluindo alturas de maior stress. É muito suave e fácil de colocar. Tem a capacidade de 50ml e custou 8,5€. Este é o desodorizante ideal para quem está a fazer a transição de produtos convencionais para produtos com consciência, acreditem que não vão dar pela diferença.

2) Champô Sólido ~ Vou-vos dizer a verdade: nunca pensei experimentar outro champô sólido para além do que uso dos Filhos da Terra. Mas assim que cheirei o champô sólido de Oliva e Rosa da VeganCare que tive que o trazer para casa. Tem um cheiro idêntico ao "cheiro a bebé" e deixa os cabelos maravilhosos. Na sua composição tem Sodium Coco-Sulfate, natural, que nos permite ter um champô cheio de espuma, cremoso e muito fácil de usar. Este é para cabelos normais mas existe para outro tipo de cabelos. O preço é de 4€.

3) Pack de 6 Pensos Higiénicos ~ Já vos falei aqui dos pensos higiénico reutilizáveis dos Panos da Vera, a verdade é que desde que os comecei a usar não quero outra coisa. A minha altura do mês passou a ser mais cómoda, mais confortavel e mais sutentavél. Eu já tinha visto este pack de 6 pensos na página de facebook da Vera e apaixonei-me imediatamente. Quando vi que ainda existiam no mercado compaixão (cada penso que a Vera faz é único) não hesitei a trazê-los para casa. Ainda por cima vêm com uma bolsinha linda! Se ainda não experimentaste estes pensos, dá uma oportunidade, porque depois não vais querer outra coisa... Este pack de seis pensos, com a bolsa, custou-me 9€.


Um xi- sem crueldade, biológico, 
100% biodegradavel e só com produtos naturais, 
Mariana.

Receitas

Caril de Tofu ~

domingo, setembro 04, 2016


Eu sei que não tenho publicado grandes receitas, mas a resposta é simples. Quando me lembro de tirar fotografias já não há comida para tirar. Que foi quase o que ia acontecer a este caril. Quando dou jantares cá em casa é frequente fazer esta receita, mas nunca me tinha lembrado de a publicar, até que a Mónica a provou e disse "o melhor tofu que algum dia comi". Fiquei convencida a partilhar a receita com vocês. Na verdade é um prato muito simples para fazer, saboroso e rápido. O tofu fica com um gosto excelente e não aquele gosto "a tofu". Provavelmente a minha forma predilecta de o comer. Mas bem, vamos lá à receita!


~ Caril de Tofu ~ 

Ingredientes:
~ 500g de tofu (biológico)
~ uma mão cheia de tomates cherry
~ 1 pimento verde médio
~ 1 pimento vermelho médio
~ 1 cebola
~ 2 c. sopa de caril
~ 100g de leite de coco
~ 1 folha de louro
~ sal, azeite e pimenta q.b.

Procedimento: 

~ Cortar o tofu em triangulos e fritá-lo em azeite com sal e bastante pimenta (eu pelo menos gosto do caril picante) até ficar louro. [É nesta fase que o tofu vai ficar saboroso, por isso podem abusar das especiarias e deixem-no mesmo lourar]
~ Juntar o tomate cherry partido em metades, os pimentos e a cebola em tirar. Deixar cozinhar até a cebola ficar transparente.
~ Acrescentar o caril e deixar cozinhar mais um bocadinho. Por fim, junta-se o leite de coco e a folha de loura, tapando-se e deixando cozinhar em lume brando entre 5 a 10 minutos.
~ Servir com arroz basmati e coentros.


Experimentem esta receita, porque prometo-vos que será promissora. E digam lá, não é mesmo fácil de fazer? Simples e eficaz! Fico à espera do vosso feedback e saber se concordam ou não com a Mónica!

Um xi- e bons cozinhados, 
Mariana

Minimalismo

Organização pós-"férias".

sexta-feira, setembro 02, 2016

 

Assim que  voltei a casa depois de um mês de viagens (Aveiro, Coimbra, Figueira da Foz, Chaves, S. Pedro do Sul, Ericeira, Lisboa, Braga) apercebi-me que a minha vida estava uma verdadeira desorganização. Ok, talvez seja um exagero, a minha vida está óptima e recomenda-se, mas quando voltei a casa senti que tinha deixado tudo desarrumado. Tanto os assuntos internos como os externos. Na minha secretária jaziam montes de cartas, e-mails para responder disparavam em flecha no meu e-mail, e eu sentia-me a afundar cada vez mais.

Até que me lembrei deste post bastante recente que escrevi sobre determinação. E assim iniciei uma semana: determinada a acabar com o sentimento de vida desorganizada. Todos os dias fiz papeis como podem ver em cima. Pequenas listas com objetivos claros, simples e realizáveis. Não me propus a fazer muito durante os dias, apenas fazer aquilo que sabia que era possível.

Hoje é sexta feira e acabo a semana com: 14 cartas escritas, o "site" do Projecto Cartas Cruzadas online, todos os e-mails com resposta, toda a roupa passada a ferro, experimentei duas receitas novas, tirei as fotografias que queria para futuras publicações, fiz esfoliação, as minhas caminhadas e ainda houve tempo para cafés, piqueniques e passeios à beira mar. Começo assim um fim-de-semana determinada, organizada e feliz.

[Para quem for do Porto, convido-vos a irem amanhã à Loja de Comércio Justo fazerem-me uma visita e ficarem a saber mais sobre o movimento. Fica no Parque da Cidade do Porto. Fico à espera!]

Cosmética Natural

Amaciador de Camomila {Diy}

quarta-feira, agosto 31, 2016


Assim que voltei a usar o champô sólido da Denise dos Filhos da Terra, ela aconselhou-me usar vinagre como amaciador. Eu torci o nariz à experiência. Será que não ficava a cheirar a vinagre? Não ficaria oleoso? Não ficaria mais sujo? Pesquisei na internet e só lia coisas boas. Decidi que ia experimentar (e rezei para que o cabelo não caísse!). Assim que ousei dar esse passo, fiquei rendida à primeira utilização. Nesta altura já devem ter percebido que o meu novo amaciador não é nada mais, nada menos, que feito à base de vinagre de cidra. Não, não digam logo "que horror!" porque vão-se arrepender. 

O cheiro não fica no cabelo (apenas na casa de banho - e por pouco tempo), o cabelo fica fofinho como uma nuvem e realmente lavado! Podem usar de duas formas: 1) Lavar apenas com vinagre de cidra, depois de usar o champô, e enxaguar. Ou 2) Fazer esta mistura com camomila, usar depois do champô mas não enxaguar e deixar o cabelos secar ao sol.

Neste tempo de calor acabei por usar esta mistura para realçar as minhas madeixas loiras (naturais, não sei se funciona com tintas de cabelo). E é bastante simples: 3 colheres de sopa de camomila em 100ml de água a ferver durante 15 minutos. Filtrar e adicionar o vinagre de cidra, mexer bem, guardar num recipiente e usar nas pontas do cabelo - como um amaciador normal. O meu cabelo ficou mais claro e uso este amaciador sempre que lavo o cabelo (2 a 3x por semana). Gostei do efeito, da textura e a questão do cheiro... adaptei-me facilmente! Quem por aqui também usa vinagre como amaciador? E quem vai experimentar?

Um xi- sem crueldade, biológico, 
100% biodegradavel e só com produtos naturais, 
Mariana.

Chá

Plano: Detox Me {English Tea Shop}

segunda-feira, agosto 08, 2016

Não sei quanto a vocês, mas quando vou de férias não ligo a dietas. Vou assumir: no primeiro dia eu ainda tento "controlar-me", mas passar em novas terras com novos doces é o descalabro de uns dias saudáveis. Ontem cheguei a casa de uns bons dias cheios de doces típicos, gelados e piqueniques lindos que de saudáveis não tinham nada. Resultado: barriga inchada e mil culpas no cartório. Como não podia voltar atrás no tempo (e a verdade é que nem queria) resolvi "portar-me" bem esta semana. E lembrei-me de usar o chá Detox Me da English Tea Shop como aliado. 



Devo-vos dizer que os chás da English Tea Shop estão a subir rapidamente para os meus chás de topo. Subitamente encontrei numa marca de chás aquilo que procurava: qualidade e responsabilidade eco-social. É verdade, os chás desta marca para além de serem certificados de agricultura biológica (o que é fantástico! Às vezes esquece-mo-nos que os chás são plantas e que se não forem biológicos estão cheios de químicos como tantas outras coisas) são também de Comércio Justo. Os sabores são fantásticos, como meu favorito para já está o chá branco com mirtilos e sabugueiro. (Só porque a minha paixão por chá branco é algo de arrebatador).

Este chá que vos trago hoje, direccionado para o detox, está cheio de plantas maravilhosas que realmente nos ajudam a "limpar" suavemente o nosso organismo. Sendo elas: hortelã, feno-grego, alecrim, sementes de funcho, alcaçuz, calêndula, cascas de limão, menta, açafrão e sabugueiro. Para já faço-o e deixo-o gelar e é tão fresquinho, tão cheio de sabor, que bebe-lo não é de todo um sacrifício (como é que beber chá pode ser um sacrifício?!). 


Tenho que agradecer à Imporchá por me ter contactado e me ter cedido gentilmente estes chás para experimentar. A Imporchá é a empresa portuguesa responsavel pela distribuição desta marca. Se a quiserem contactar, podem fazê-lo através do facebook.

Um xi- bem fresquinho, 
Mariana.

Cosmética Natural

Novas Aquisições #5 {In my way to the green beauty}

sexta-feira, agosto 05, 2016

Quantos mais passos percorro por uma vida mais sustentável, biológica e livre de crueldade, mais depressa me apercebo que encontrar cosméticos adequados é bem menos difícil do que a ideia que eu tinha... Às vezes tudo o que basta é força de vontade, o conhecimento e claro: as partilhas certas. 

Se nunca ouviste falar da minha rubrica "In my Way to The Green Beauty" lê aqui o que andei a fazer para ter artigos de higiene mais ecológicos e sustentáveis. Desta vez trago-vos as últimas coisas que comprei para esta aventura e que ainda não tinha partilhado com vocês. 


1) Discos de Algodão Desmaquilhantes ~  À medida que ia evoluindo neste caminho, estava em ter dificuldades em lidar com o meu tónico - que gosto sempre de aplicar com discos de algodão. Até que a Carla da Lua Tangerina me falou de uns discos que existiam à venda no jumbo, biológicos e baratos. E não é que era verdade? Setenta discos de algodão desmaquilhantes biológicos, com o símbolo EcoCert e pela modéstia quantia de 1,29€. Um "achado" que certamente é para manter!

2) Sabonete de Algas e Argila ~ Eu já falei mil vezes aqui dos produtos da ArteSana, quem lê este blog já deve estar "farto" de ouvir a mesma coisa, mas a verdade é que não dá para não falar dos produtos da Susana! Desta vez pedi-lhe um sabonete bom para eu lavar a cara, sabendo que a minha pele tinha tendências acneicas. Trouxe para casa o de Algas e Argila, com um cheirinho a "pureza" sinto que a minha cara fica realmente limpa sem ser excessivamente. Uns dias lavo só com o sabonete outros uso só a esponja Konjac, outros uso as duas. E a minha pele está cada vez menos "irritada". O sabonete custou entre 3 a 4€ e para quem é do Porto acho uma visita ao atelier da Susana completamente obrigatória.

3) Desodorizante de Rosas ~ A história deste desodorizante é maravilhosa! Conheci a Paula, que é o rosto da BioMio, no mercado da Alegria, voltei a encontrá-la no Eco Porto e foi no Cidade+ que resolvi trazer este desodorizante comigo. Eu ando sempre com um desodorizante na mala (não vá o diabo tece-las!). Então andava à procura de um desodorizante líquido visto que o que eu faço é sólido. Este não é para transpiração excessiva mas funciona perfeitamente em caso SOS. Afinal era também para isso que eu o queria. Tem um cheiro divinal a rosas, custou-me 3,5 e nunca mais saiu da minha carteira. 

4) Blemish Stick de Tea Tree ~ Já vos tinha falado aqui que tinha começado a usar Tea Tree Oil para o meu acne (isto de ter deixado de tomar a pílula deu cabo da minha pele de boneca de neve). Os resultados foram visiveis e estou bastante impressionada. Até que vi este blemish stick da Dr. Organic no Celeiro, fui pesquisar e pareceu-me ideal. É prático: em stick e fluído - como se fosse um gel. Na sua composição tem o tea tree oil mas também aloe vera. Tornando-se uma solução fresca e refrescante, suave e invisível, que poderá ajudar a limpar e tonificar a pele. Em comparação ao óleo de tea tree o cheiro deste stick é bastante melhor! Comprei em promoção no Celeiro por 5.88€.

5) Lenços de pano ~ Simples e eficaz quanto: lenços de pano. Se são como eu semi-alérgicas a ar condicionado percebem a necessidade de andar sempre com um lencinho atrás de vocês. Posto isto, deixei-me dos lenços de papel e voltei aos de pano. Estes, sinceramente tinha cá em casa. Mas acredito que se venda em qualquer loja adequada. E porque não fazer os nossos próprios lenços com lençóis velhos? Fica a dica... Afinal quem disse que era caro ser sustentável?! 


Um xi- sem crueldade, biológico, 
100% biodegradavel e só com produtos naturais, 
Mariana.

Voluntariado

Vila Real Zen como voluntária! {Amigos do Ziki}

quarta-feira, agosto 03, 2016

{instagram: @mmariana.neves}

Para quem não sabe, Vila Real foi a minha casa durante três maravilhosos anos. Os anos da minha licenciatura mas também os anos em que explorei mais aquilo que a vida tinha para me oferecer. Revejo esta cidade como um quadro que temos em nossa casa há muito tempo: passem os anos que passarem ainda vai ser a nossa paisagem favorita e esse quadro vai assistir ao decorrer de toda uma vida. Sei que Vila Real vai ser uma visita recorrente e que me verá sempre a crescer. 

Por isso quando vi que se ia realizar o Vila Real Zen decidi que era a forma ideal de fazer a minha primeira aparência pública como a mais recém voluntária da Escutar (uma associação associação sem fins lucrativos para a promoção da saúde mental). Assim dia 20 de Julho lá fui eu (mais outra voluntária), para o meu sítio favorito: o parque Corgo, com a barraca dos Amigos do Ziki. Devo-vos dizer que foi a primeira vez que estive do "lado de lá", do lado das barracas e não podia ter sido melhor. Mas primeiro deixem-me apresentar o programa Amigos do Ziki: 

O Amigos do Ziki tem como objetivo capacitar as crianças para manterem uma boa saúde emocional e mental ao longo da vida. Destina-se a todas as crianças e não só àquelas que são consideradas de risco. É aplicado no pré-escolar (5 anos) pelo educador na sua sala, o qual recebe formação e acompanhamento para o fazer. Através de histórias e atividades desenvolve com as crianças a capacidades sócio-emocionais. Este programa é recomendado pela Organização Mundial de Saúde e já foi aplicado com mais de um milhão de crianças em 31 países de diversos continentes. Estamos a trazer este programa para Portugal (o que é maravilhoso!!!) sendo que no ano letivo de 2016/2017 já vai ocorrer em várias escolas do País.

Estar a defender um programa que me diz tanto não só a nível profissional como a nível pessoal faz-me sentir orgulhosa. Pela ideia e pela equipa que o dinamiza (que é fantástica, mas é segredo). Por isso o dia em que sai à rua para divulgar este programa foi um dia marcado por grandes sorrisos, conversas e muita boa energia.

Começou logo por termos a nossa barraca à beira da escritora Isabel Santos Moura que escreveu três livros maravilhosos "Índigo e Cristal, os meninos que vieram das estrelas", "O anjo Gabriel, o Miguel e o livro de papel" e o mais recente: "Mikao e o mistério das mãos que curam". São livros fantásticos e com uma sensibilidade de outro mundo. Foi gratificante passar um dia ao lado dela e da sua mãe, a companhia não podia ser melhor.

Mas na realidade Vila Real foi também matar saudades: da Mariana da Lua de Alecrim, da Clara e a Mariza da Riaviver, e de umas caras lindas que fui reencontrando e abraçando pelo dia fora. E, este foi mais um dia, em que senti que tudo se encaixa perfeitamente.


"Faz o bem e o resto vem".

Amigos do Ziki -  como contactar:
E-mail:  geral@amigosdoziki.pt

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