Reflexões

Mudanças ou nem acredito que estou quase nos 22!!

quarta-feira, outubro 28, 2015


Nunca fui daquelas pessoas que contava os dias que faltavam para o seu aniversário, nem que planeavam o dia com uns valentes dias de antecedência. Pelo menos, não me lembro de ser assim. Entretanto, hoje, a escassos dias de fazer 22 anos apercebo-me que afinal sou mesmo uma dessas pessoas. Tomo noção que estou há mais de duas semanas a dizer (sem intenção) a minha data de aniversário, e a planear secretamente os dias: as sobremesas, as ementas, o sítio, as companhias... Afinal, eu sou uma rapariga que gosta de celebrar e saborear cada segundo. O que me faz recordar isto que escrevi aqui e voltá-lo a sentir plenamente na alma: 

"Celebramos porque estamos vivos e essa é a maior celebração de todas. Celebro por e para me sentir bem. Porque não há nada melhor que vestir o vestido bonito e sair para um jantar à luz das velas ou confeccionar um prato diferente para os meus e acrescentar um licor no final da noite. Seja o que for, celebro, porque no final há sempre um brinde a "nós", que estamos vivos. E é tão bom! Portanto, vamos celebrar? Vamos! Vamos enfeitar o sorriso, decorar o olhar e aconchegar estes corações que batem cada vez mais ao som alucinante que ritma esta vida. Celebramos, pois então: a vida, os momentos. Celebramos porque ninguém o vai fazer por nós e afinal, cada um de nós, celebra como bem quiser!"

A dois dias de fazer anos, decidi começar a celebrar antecipadamente e resolvi dar-me uma primeira prenda. Voltei a mudar o aspecto do blog: gostam? Este blog é, sem dúvida, um dos meus maiores orgulhos e porto de abrigo, portanto é óbvio que também ele precisa de miminhos de vez em quando. Gostava de refazer a promessa que ia estar mais presente aqui, mas não é fácil. Até porque agora todas as minhas energias estão voltadas para o planeamento do meu dia de anos... Afinal não é todos os dias que faço vinte e dois anos (adoro números pares!), portanto mais vale aproveitar, celebrar e partilhar! (Mais tarde partilho tudo aquilo que estou a planear para o dia... prometo!) Pode ser que os 22 me tragam mais organização para vos partilhar tudo aquilo que quero, mas que não consigo encaixar na minha agenda. 

{5} por vários motivos, amo-te.

quarta-feira, outubro 21, 2015

Amo-te por vários motivos, tantos que nem sei ao certo quantos são, tantos que, mesmo que quisesse, nunca os conseguiria descrever. Todos os dias amo-te por uma coisa nova: pela forma como quando te zangas comigo a tua voz muda de tom e fazes uma ruga na testa, amo-te pelos concertos que damos juntos, amo-te pelas vezes que me adormeces com o calor do teu abraço. Amo-te pelas vezes que me proteges, apoias, acaricias e alegras com esse teu amor. Amor, que pode ser tão silencioso como as gotas de orvalho que caiem na floresta, como tão grandioso como o rugir de um leão na savana. Amo-te por vários motivos, mas nenhum deles interessa se não for associado a ti. Amo-te a ti, por vários motivos, mas sempre a ti. Sem quês, nem porquês, nem ses, nem histórias de casas assombradas. Amo-te desde o dia em que te conheci, mesmo quando ainda nem sabia o que era o amor. (este sentimento que me invade a cada segundo que te respiro e me torna ainda mais feliz). Amo-te desde a primeira vez que entrelaçamos as mãos e até à última. Sei-o e sinto-o. Não haverá em todo o Universo amor maior. És o meu amor-maior a minha constelação de luzes em dias escuros, a minha estrela guia, o meu tudo mesmo quando todo o mundo parece cheio de nada. Amo-te, amor da minha vida. Desde aquele dia, há cinco anos, atrás em que uma rapariga de dezasseis anos deixou que um rapaz lhe levasse o coração, e por vários motivos, ficasse com ele para sempre.

Reflexões

Que a (nossa) vida seja sempre em lua de mel.

sábado, outubro 10, 2015


É verdade, sou uma romântica incurável. E em termos de romance, a Natureza é o meu amor favorito. Sou capaz de estar horas a observar o céu, a contar as estrelas e a desafiar a velocidade das nuvens. Sou capaz de me perder sobre as folhas de uma árvore ou de contar os malmequeres num relvado. Sou uma romantica e como todos os românticos sabem, o amor mais do que tudo é uma coisa bela. E eu vejo-as, essas coisas belas em tudo o que me rodeia: seja em aldeias desertas ou em cidades caóticas. Seja num castelo abandonado ou num monumento muito conceituado. 
No romance que é a minha vida, há uma deixa que encerra quase todos os capítulos "Fui muito feliz aqui". Por isso, é normal (e talvez um bocado chato para quem ouve, admito) quando se fala de alguma terra que eu já tenha visitado eu dizer "já fui muito feliz aí". Não o digo para me gabar da minha felicidade, nem pelas rotas por onde a vida já me levou, digo porque há cidades que levo no coração. Assim, simples e romântica. (eu não disse que era romântica?) Felizmente, são quase todas as que visitei. Consigo recordar-me do silêncio do Parque Corgo, das chuvas torrenciais de Vilarinho de São Roque e do cheiro a orvalho perto de minha casa. São sítios, mas às vezes são muito mais que isso: são memórias, pessoas e luas de mel.
Disseram-me recentemente numa conversa que tive sobre algumas terras onde já vivi "se eu for de lua de mel com o meu marido para esses sítios também seria feliz." Curiosamente em todas as cidades onde já fui muito feliz, aterrei lá completamente sozinha e lua de mel nunca tive uma (nem casamento, portanto). Acho que isso da "lua de mel" é um estado muito ilusório. Mas sem colocarmos a opção de lado, então escolho que no meu romance vou por aí à descoberta de novos sítios na lua de mel da minha própria vida. Para que hajam sempre sítios lindos, onde certamente serei muito feliz. Se a felicidade depende da lua de mel (para algumas pessoas) então que seja a nossa própria e exclusiva lua de mel, sem precisar de maridos ou mulheres. Nossa, só nossa. Vamos?

Leituras

Sputnik, meu amor.

segunda-feira, outubro 05, 2015

Durante muito tempo a leitura (em conjunto com a escrita) foi o meu maior escape. A minha mãe conta-me que ainda eu não sabia ler e já inventava as histórias que fingia ler nos livros. A verdade, é que os livros sempre foram a minha maior companhia e refúgio. Durante um grande período da minha vida li como quem consumia oxigénio. E nunca houve nada que me fizesse parar. Mas a verdade é que o fiz. Desde que comecei a trabalhar, troquei a leitura pela novela. Cliché e errado, devia eu saber. A novela terminou e eu jurei que tão cedo não ia voltar a perder tempo com qualquer programa desse género. E foi com essa promessa e surgiu a oportunidade de me entregar novamente ao "meu amor".

Noutro dia estava a pensar quais os motivos válidos que me fizeram afastar de algo que me dá tanto prazer. Não os encontrei. Creio que a leitura é como conduzir um carro que sobe por um plano inclinado. Se paramos, custa mais voltar a arrancar (pelo menos para mim que não sou grande fã do ponto de embraiagem). Com a leitura, desconfio, passa-se exactamente o mesmo - e provavelmente não será só com a leitura - parar, de forma quase permanente, é quase sempre a morte do artista. Custa a voltar, a recriar os hábitos. Mesmo que seja por uma coisa tão boa quanto é a entrega ao doce prazer da leitura


Voltei a ler, sem olhos cansados e bocejos pelo meio, o livro do Haruki Murakami. "Sputnik, meu amor". Já tinha ouvido falar deste escritor, mas foi numa noite em Tavira que me ofereceram este livro. Durante uma semana foi a companhia silenciosa, misteriosa e aconchegante dos meus pequenos-almoços, finais de tarde e noites. Não parei de ler até chegar ao fim. Só a ideia de voltar a desfolhá-lo fazia com que o meu coração palpita-se. Não sei se era das saudades que eu tinha de me entregar a um livro ou se da forma como realmente fiquei incrivelmente entregue aquela história. Às descrições fenomenais, às frases que permaneceram na minha memória e aos cheiros e paisagens que quase consegui viver. Sei que este livro foi a minha primeira mudança num plano inclinado que não quero parar. Na página final, desejei que o livro não acabasse. Relatei a história do livro a quem não conhecia e a quem conhecia falei sobre a história, das coisas que havia para discutir, para descobrir (a escrita nunca é uma arte directa, há sempre segredos a descobrir). Dizem que os grandes caminhos começam com um primeiro passo. O meu primeiro passo, foi extremamente bom e recomenda-se.

***


"Foi um amor intenso como um tornado abstendo-se sobre uma vasta planície -, capaz de tudo arrasar à sua passagem, atirando com todas as coisas ao ar no seu turbilhão, fazendo-as em pequenos pedaços, esmagando-as por completo. Com uma violência que nem por um momento dava sinal de abrandar, o tornado superou através dos oceanos, arrasando sem misericórdia o templo de Angkor Vat, reduzindo a cinzas a selva indiana, tigres e tudo, para depois, em pleno deserto pérsico, dar lugar a uma tempestade capaz de sepultar sob uma mar de área toda uma exótica cidade fortificada. Em suma, um amor de proporções verdadeiramente momentais."

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