Cosmética Natural

A melhor aquisição dos últimos tempos.

segunda-feira, junho 22, 2015

Depois de muito pensar no rumo deste blogue, tomei a decisão que nunca mais ia fazer review de produtos que me mandassem. Mas que continuaria a divulgar, sem interesse, os produtos que achasse que valia a pena falar. Até porque apercebi-me que não há melhor coisa do que criar relações com as pessoas que realmente fazem as coisas. Por isso é que a Susana, da ArteSana, é a melhor artesã de sabonetes que eu conheço, a Rita Correia a melhor ilustradora, a Gabriela Oliveira a melhor escritora de livros de culinária, e por aí adiante. Gosto de pessoas que, para além de serem profissionais com o seu trabalho, conseguem também criar relações com os compradores/admiradores do seu trabalho. Acho que esta proximidade entre cliente - fornecedor é algo de louvar e é, sem dúvida alguma, uma das melhores coisas do artesanato. Bem, isto tudo para dizer que o que vou falar agora, envolve duas artesãs que eu gosto muito, bem como admiro e conheci graças a este meu pequenino blog. Sinto-me uma sortuda. 


Pois é, hoje falo-vos da parceria que a Susana (ArteSana) e a Cristina (Mint Handicrafts) criaram entre elas. Primeiro fiquei muito feliz por saber que ambas se conheceram graças a mim. Gosto de saber que pessoas bonitas conhecem mais pessoas bonitas e que o mundo está ligado por mãos carinhosas. Afinal, sempre vale a pena partilhar os meus pareceres, não é? :) Segundo, mal vi este novo produto, tive que o comprar. 

Como já disse há uns tempos, no In my Way to the Green Beauty, deixei de usar gel de banho. Converti-me totalmente aos sabonetes. Só que o meu grande problema era onde os pôr e como os conservar sem desperdiçar metade. Esta solução é a ideal para quem usa o sabonete todos os dias, aproveita-se todo, sem desperdicio, e aproveita-se e faz-se uma pequenina exfoliação. Os soap savers ainda para mais são super giros. O meu é igualzinho ao da foto, mas há mais cores e feitios. Melhor do que isto? Impossível. Já nem digo mais nada. Quem usa sabonete vai perceber como isto é milagroso. Aconselho! Muito bom. 

Um xi-
Mariana.

Mãe.

terça-feira, junho 16, 2015

Hoje quero voltar a ser pequenina. Quero voltar a ter os cabelos encaracolados e ser mais baixa que tu, como se me pudesses esconder e proteger nesse teu abraço que é maior que o mundo, mas mais aconchegante do que a cama numa noite de Inverno. Mãe, quero ser sempre a tua pequenina, está bem? Quero ser sempre a primeira pessoa que escolhes encher de beijinhos no pescoço e a tua melhor amiga. A tua princesa e a tua reguila. Quero ser o motivo do brilho do teu olhar e a razão do teu sorriso... tal como tu és para mim. Este amor que é tudo, Mãe.
Hoje vamos fazer o tempo voltar atrás. Vamos para as noites em que me escondia na tua, vossa, cama enquanto o pai não chegava só para me abraçar mais a ti. Colocar os meus pés entre as tuas pernas e sentir o teu carinho em todo o seu esplendor. Mãe, minha mãe, não há carinho como o teu. E eu sou a pessoa que melhor o sabe receber. Sou teimosa, mas a teimosia ainda é mais se algum dia tiver que abrir mão de ti, que és tão minha... como eu sou tua. Sabes, não há lágrimas como as tuas no meu abraço. E não há saudade tão querida como esta, que me corrói o peito e me faz escrever textos em noites solitárias. Queria que estivesses aqui, nesta sala, a cuidar de mim. Porque afinal, eu não sou assim tão crescida e preciso do miminho teu a toda a hora. 
Mãe, vamos falar sobre histórias de caracóis e de festinhas nas costas? Vamos ver filmes da Disney e fazer bolos a tarde inteira? Mãe, quem me dera ser a tua pequena e poder ter o teu beijinho esta noite. Tenho saudades tuas. E eu... só queria um abraço teu, nada mais. Mas se pudessemos conversar o resto da noite também não me importava nada. Há algo de único na forma de falares, a tua voz parece mel a passear no vento, é tão doce, como as framboesas acabadas de escolher. És única. Tens esse teu carinho que me preenche como o sol ilumina o céu, esse teu sorriso que me dá um caminho quando me sinto tão perdida. Mãe. Minha Mãe, minha tudo, minha casa, hoje as saudades são tantas, tantas, que não queria saber de nada, só por um beijinho teu. Mas daqui a nada já estou nos teus braços outra vez e o mundo faz sentido outra vez. És a mais bonita do mundo. Gosto muito de ti, Mãe. 

Reflexões

A urgência de acalmar e aproveitar o tempo.

quarta-feira, junho 03, 2015


Acredito cada vez mais que quando algo não está bem o nosso corpo avisa-nos. É o primeiro a dar o alerta, mas nem sempre nós somos os primeiros a ouvir. Por isso, às vezes ele tem que tomar medidas drásticas. Isto para vos dizer que esta semana aconteceu-me uma coisa - a mim e ao meu corpo - que me fez acordar para uma situação que nem sabia que existia.
Na segunda-feira, tinha acabado de chegar ao trabalho, quando não sei como nem porquê cai das escadas abaixo. Contei uns seis degraus num pumbas-contra-pumbas, até que só parei quando atingi o chão seguro e estável. Da queda fiquei com o corpo marcado de sangue, nódoas negras e algumas dores. Mas não é aos danos corporais que me quero referir. Quando, mais tarde contei o que se tinha passado, alguém me respondeu: "estava mesmo a ver que isto ia acontecer, andas sempre numa correria." E é precisamente disto que quero falar hoje. 
Durante algum tempo eu queria ser daquelas pessoas que têm a agenda cheia, que têm intervalos contados para respirar e vinte e quatro horas completamente planeadas e preenchidas. Achava que o síndrome de agenda cheia era o mesmo que "aproveitar o tempo". Enganei-me. O síndrome da agenda cheia a maior parte das vezes é o equivalente ao síndrome da frustração. Porque uma coisa é planear para rentabilizar o tempo, outra é planear tempo que não existe e com coisas muitas vezes irreais. Coisas que às vezes acabamos por fazer à pressa e não fazemos nada de jeito. E quando as coisas riscadas são menos do que aquelas que nos faltam riscar? Vem a frustração. Porque não somos capazes, porque nos dói a cabeça, porque estamos cansadas desta correria para sítio nenhum e com uma meta sem prémio. Apesar de gostar de ter a agenda cheia nunca pensei que fosse daquelas pessoas que anda sempre numa correria, devo admitir. Pensei que transmitia paz, calma e segurança. Enganei-me a mim própria.
Depois da "chamada de atenção" comecei a aperceber-me de certas coisas e hábitos mentais meus. Por exemplo, apercebi-me que estou sempre a planear o minuto seguinte, a refeição seguinte, o sítio seguinte... Não deixo tempo ao acaso. Tenho sempre a cabeça tão carregada de listas de coisas para fazer, de deveres, que me esqueço da simplicidade da vida. De saborear uma caneca de chá enquanto o incenso arde... de ler umas páginas de um livro com a luz da lua. 
Por isso, hoje o meu corpo fez-me comprometer com a urgência de acalmar e aproveitar o tempo. Planear o estritamente necessário e saborear tudo o resto... Deixar fluir. Deixar as horas passarem comigo como lençóis de seda passam pela pele... Sem magoar, sem doer, apenas sentindo e apreciando esta beleza que é sentir, viver, absorver e existir no tempo, no agora. 

Reflexões

A ilusão do desejo.

segunda-feira, junho 01, 2015

Quando era pequena sonhava que, quando crescesse, ia ser magra, loira e andar sempre bem vestida e arranjada. Era pequena e cresci. O meu cabelo passou de loiro a castanho claro, muito longe dos raios de sol que os meus caracóis vestiam quando era pequena. De magra, nunca tive nada, a não ser o meu pouco interesse por desporto e a minha ambição por comida. E o andar bem vestida... passou por ser camisolas largas do Bob Marley, a vestidos largos, a "camisolas de grávidas" (como diz o meu pai) e por fim... por fato de treino e pijama.  

Durante o tempo fiquei bastante triste por tudo aquilo que, fisicamente, idealizei que ia ser não se ter realizado. Então, um dia, resolvi alterar um bocado isso. Foi no mês em que me inscrevi no ginásio que também comprei um spray (dito natural) para realçar cabelos loiros. A inscrição no ginásio acabou por ser uma boa decisão, devo admitir. Mas acabou por ser a única. Para além do spray, uns tempos mais tarde decidi-me a fazer unhas de gel. Afinal, unhas bem arranjadas são uma coisa de "meninas bonitas", não é? Não. Porque eu sou uma menina bonita e nenhuma destas coisas funcionou comigo. 

As duas coisas que mais gosto em mim são: o meu sorriso (obviamente) e o meu cabelo. Sempre adorei o meu cabelo, a cor em que ele se descreve que não tem tradução, entre um loiro escuro e um castanho claro, entre um fio de ouro e um bocado de outono. Sempre adorei. Até ter colocado aquele spray. Não gosto nada da cor que ficou. Embora a maior parte das pessoas até o elogie, sinto que não é meu. Estou ansiosa que o cabelo cresça o quanto antes para se deixar de notar este reflexo demasiado loiro. Em relação às unhas... Não duraram uma semana. Gastei uma dezena de euros para ao final de três dias estar tudo a sair. Ao que parece, as minhas unhas como não estão habituadas a ter nada em cima, então rejeitaram o verniz e aquilo começou a sair logo. 

Com estas últimas descobertas apercebi-me que afinal as minhas unhas são lindas assim: curtinhas e sem verniz, mas cuidadas e brilhantes. E que afinal a cor original do meu cabelo é a cor mais bonita que algum dia podia ter e estou desejosa de a voltar a ver por inteiro. Se estas coisas me ensinam algo é que às vezes aquilo que mais desejamos não passa de pura ilusão. Porque às outras pessoas fica bem. Mas as outras pessoas não somos nós pois não? Ultimamente tenho descoberto muitas coisas. E uma delas é que a minha maior beleza não está na cor do meu cabelo, ou nas minhas roupas, ou na minha falta de gordura. A minha beleza reside no estado natural do meu ser, na plenitude da minha alma, no núcleo de mim. E por mais atalhos que eu tente descobrir, não há nada melhor do que ser eu mesma e estar satisfeita com isso.

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