Avó {um bolo bonito para ti com creme custard}

sexta-feira, janeiro 23, 2015


Perder uma avó é algo devastador. Que dói e nos remói a cada memória que bate à porta. É uma dor que insiste e persiste, que nos deita abaixo e faz com que supliquemos para que a nossa avó volte. Que nos faz perguntar vezes e vezes sem conta, como criança que na idade dos porquês, porque é que alguém a levou embora e porque é que ela não volta. Mas ter uma avó... o seu carinho, o seu amor, a sua dedicação é algo indescritível. Algo que faz tudo valer a pena, mesmo as impiedosas saudades. Uma avó, é um mundo, um abraço que não se perde, uma luz que nunca se apaga. Ter uma avó, ou mais se houver sorte, é mais do que o Mundo, mais do que o Sol, mais do que tudo o que se possa imaginar. Por isso é que nos agarramos a elas, à sua existência, à sua força, à sua experiência de vida, porque sabemos que não há nada neste mundo que as vá tirar de nós, nem mesmo a terrível morte. Ser avó, é sê-lo para toda a vida, por todas as idades, em cada sorriso, cada nascer do sol, cada palavra depositada no vento. Ser avó, é ser "para sempre". 


Por isso, é que hoje fiz este bolo cheio de carinho para levar à minha avó e juntas, com muitos abraços e todo o amor que nos une, celebrar-mos mais um ano de vida. Parabéns, meu doce. 


Receita do Bolo de Limão Inteiro: aqui. ~ 
Cobertura: Creme Custard (Adaptado do Livro Cozinha Vegetariana Para Quem Quer Poupar) com Framboesas

~ 2. c. sopa de amido de milho 
~ 1 cháv. de leite vegetal
~ 2 c. sopa de açúcar
~ 1/2 c. café de essência de baunilha
~  1 pau de canela
~ 1 casca de um limão

~ Diluir o amido de milho no leite vegetal. Colocar ao lume brando com os restantes ingredientes. Mexer até engrossar. Quando estiver pronto, está pronto a utilizar.
Um xi-,
Mariana.

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2 comentários

  1. O que escreveste, fez-me ter vontade de visitar a minha Avó. Perdi uma Avó que vivia nos Estados Unidos e, estivemos juntas poucas vezes. No entanto, tinha uma enorme ligação com ela. Tenho a minha Avó materna que, por circunstânicias da vida, não temos muito contacto. Há dias tive vontade de a ver e, agora com as tuas palavras, a vontade é ainda maior. Tendo em conta que ela está com Alzheimer, temos que aproveitar todos os momentos. Um beijinho*

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