Como se mandam postais para o céu?

segunda-feira, dezembro 15, 2014

Estive a escrever postais de Natal. E no meio da minha "colecção" encontrei um perfeito para ti, riqueza. Pensei mesmo em enviar-to. Sabia exactamente o que te escrever. Escrevia que queria que voltasses dessas férias tão demoradas e me viesses resgatar de uma saudade certeira que todos os dias me arrebata o coração e me deixa vazia. Escrevia que já não tem piada comprar àrvores de Natal pequeninas para a vossa sala, e que a tua toalha de Natal ficava bem mais bonita na tua mesa do que na nossa. Escrevia que os Natais são silenciosos sem a tua voz e que a Aletria já nem sabe ao mesmo. Suplicaria para que voltasses. Gastaria cada mílimetro do postal a descrever as saudades que sinto tuas e a que sabem estas lágrimas que passam pela minha cara sempre que me lembro de ti. Mas, falava também do sorriso que é ter-te aqui: no meu pensamento, no meu coração, no meu sangue. Falaria da felicidade que é ter-te sempre presente, meu anjo, minha riqueza, minha esperança. De todos os postais que escrevi, queria era escrever este teu.. Mas, avó, como se mandam postais para o céu?

Viagens

Mudei-me...

sexta-feira, dezembro 12, 2014


Mudei de vida, mudei de cidade... Mudei-me para crescer mais. Para evoluir mais. Para aprender mais. Hoje sou uma rapariga de 21 anos que decidiu vir para Mafra por causa de um emprego. Amanhã decerto tornar-me-ei numa profissional melhor, numa pessoa melhor e quem sabe numa mulher que há uns anos atrás resolveu ir ter uma aventura em Mafra. Aventura, sim, porque é exactamente isto que agora é... Novos horários, uma cidade nova para estrear cada canto, para descobrir cada sorriso e iluminar cada olhar apagado. Estou abismada com a oportunidade que tenho à frente e sinto-me perdida numa montanha enorme cheia de coisas maravilhosas para ver. Sabe tão bem estar perdida.. Ai Mafra, mudas-te-me e eu mudei-me para ti. Sê boa para mim, sim? 

Chá

Chá das 17h: Assam Tippy Golden Fop Blend {Gramas de Chá}

quinta-feira, dezembro 04, 2014




A última vez que visitei a Gramas de Chá, o Pedro (que é a cara por detrás desta maravilha de loja) deu-me uma pequena lição sobre chá: falou-me dos vários tipos de chá preto, da qualidade, da colheita, do tempo de infusão.. de tanta coisa que nem fui capaz de assimilar tudo! Por isso se quiserem saber alguma coisa sobre chá falem com o Pedro, ele é a pessoa que eu conheço que mais sabe de chá. Aliás é impossível sair da loja sem uma pequena lição de chá. O Pedro adora o que faz e isso nota-se. Digo isto, porque quando me entregou este chá para as mãos ele falou-me das suas qualidades superiores, e do facto deste chá ser a "jóia" do chá preto. 


GRAMAS DE CHÁ ® ASSAM TIPPY GOLDEN FOP BLEND 
 Ingredientes: Chá preto Assam de folhas especialmente pequenas e aromáticas com uma infusão forte.

Quando me decidi a experimentar este chá, já ele me tinha sido falado muito bem por uma pessoa: estava ansiosa por o fazer. Abri o pacote e como acontece sempre que experimento um chá: viajei para outro sítio. Viajei para os finais de tarde, para os típicos chás da cinco, para a casa de uma avó pintada de branco com mantas azuis sobre os sofás. Uma avó que vai buscar os netos à escola e se senta na mesa da sala, servindo o chá num bule de porcelana acompanhada com bolachas maria com queijo. Viajei para um ambiente carregado de energia, de vida, de carinho. Porque foi exactamente isto que o chá me transmitiu. É forte, como as memórias dos seus lanches da avó e delicado como o seu carinho. Bebo agora mais um gole de chá. Sim, o chá sabe exactamente a isto. A memórias que enchem um coração: e estas são as minhas memórias. 

Um xi- bem quentinho, 
Mariana.

Cosmética Natural

In my way to the green beauty #3 {situações da vida}

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Ontem fui a um shopping e parei naqueles "blocos" para ver uns produtos de manicure. Sabem aquele bloquinho que ajuda a realçar o brilho natural das unhas sem ser preciso usar verniz? Fui comprá-lo. Não sei bem a composição daquilo, mas de certo que é bem melhor do que usar verniz. (Para quem não sabe do que estou a falar, é isto). Nesse mesmo bloco havia há venda uns esfoliantes para o corpo e para as mãos que nos deram a experimentar (a mim e à minha mãe). Bem, aquilo era maravilhoso! Uma pessoa sentia logo a pele super suave e hidratada e o cheiro.. magnifico! A senhora fazia-nos um desconto de dez euros e estávamos bem tentadas a levar. Até que eu tive a brilhante ideia de pegar na embalagem e ler o rótulo. Qual foi a primeira coisa que li? Paraffinum Liquidum. Uma das coisas que não quero na minha pele, no meu corpo.
Mas afinal o que é? Não é nada mais, nada menos do que um derivado do petróleo. E posto isto não é preciso dizer mais nada, pois não? Óbvio que não compramos o esfoliante. Óbvio que fiquei um bocadinho mais orgulhosa de mim e desta vida mais verde que tento levar. 

Aconselho a leitura: Cosmética - Ler os Ingredientes.

Minimalismo

Destralhar e porquê é que o meu quarto é o meu porto de abrigo favorito.

terça-feira, dezembro 02, 2014


     Ontem a Joana falou no blogue dela sobre minimalismo e ainda na semana passada soube que ia passar mais um mês em casa. Conclusão? Ontem à noite revirei o meu quarto de pernas para o ar e examinei tudo novamente. Já o fiz várias vezes, desde que comecei esta luta por uma vida mais simples que o faço regularmente. Mas a verdade é que sempre que o faço, descubro mais coisas que não preciso, que já não deviam estar na minha vida. Sempre que o faço lá vem a minha mãe dizer "até tenho medo das coisas que vais deitar fora agora". Nem sempre as deito fora. Deito-as fora da minha vida, simplesmente. A maior parte das vezes até arranjo um outro lugar para elas. A verdade é que ontem não estava à espera de ter deitado tanta coisa fora da minha vida. Pensava que já tinha poucas coisas... que já me podia chamar minimalista. Estava tão enganada! 

     Mas não era só em relação a isso que estava enganada. Estava enganada também em relação ao meu quarto. Moro nesta casa apenas há quatro anos. Nunca considerei o meu quarto realmente a minha casa. Havia sempre sombras do outro quarto... o quarto da casa antiga, onde vivi com rastas, com sete plantas e um bonsait à janela. Nunca achei que este quarto pudesse realmente tornar-se meu. Foi ao fotografá-lo que apercebi-me que este quarto realmente não era meu... eu não o possuo... ele faz parte de mim. Cada pedaço dele tem um grande pedaço de mim: a fotografia dos meus pais perto da minha mesinha da cabeceira, o meu mural de inspirações perto do quarto de elefantes que a C. me deu e do caçador de sonhos que a F. me fez, ou a minha árvore de pessoas na porta do armário (que não fotografei, fica para a próxima), ou as três fotografias que estão perto da minha secretária, ou "santuário" à entrada com a fotografia do girassol perto do espanta-espiritios e do tapete de yoga... Afinal, haveria melhor porto de abrigo que este? Haverá outro porto de abrigo melhor que este para mim? Não me parece.


     Enganos de parte, vamos falar de coisas sérias. Vamos falar de destralhar e de técnicas de organização. Uma das técnicas que tenho para estar tudo organizado visualmente é de organizar as coisas por cores. Desde os livros, das camisolas, da roupa interior... Desde há uns meses para trás organizo tudo por cores. Em relação aos livros é só para ficar visualmente mais bonito, em relação às outras coisas é porque é muito mais útil para mim. Isto porque tenho a mania de conjugar tudo por cores, assim é só ir ver a cor que quero e tenho as minhas opções bem perto e distintas. 

      Ainda em relação aos livros, voltei a fazer uma escolha rigorosa e neste momento só tenho no quarto aqueles com que quero realmente ficar. Os outros? Vou oferecer, vender, doar... Logo se vê o que se arranja. {estás interessada em saber quais são os livros para os adquirir? manda-me e-mail}

    Na estante dos livros posso agora contar com: 53 livros (credo!! ainda são tantos?!), cinco cadernos de recortes (tenho que os digitalizar!), uma caixa com seis colares (os únicos que tenho, mas que mesmo assim raramente uso... tenho que ter coragem para os mandar dar uma volta), quatro malas de pano (já vos disse que AMO malas de pano?!), nove capas cheias de artigos/livros coisas da faculdade, uma caixinha com recordações, duas caixas cheias de cartas do projecto cartas cruzadas e os meus 30 cd's (tenho que arranjar coragem para me livrar dos cd's dos morangos com açúcar, não tenho?)


    Passando para a secretária, passamos também para o meu dilema profundo. Para além de ter sempre post-its por todo o lado (não me culpem, mas se não for assim esqueço-me das coisas que me pedem ou de coisas que tenho que fazer... sou uma despistada!), tenho montes de coisas pessoais: uma moldura de uma fotografia com os meus avós, um panda que o N. me deu, um girassol que me deram para pendurar coisas, post-its de imensas cores, um copo cheio de canetas e lápis de escrever (não uso metade... será que nas escolas aceitam doações?), um suporte para a minha pen que fiz há uns anos com papeis reciclados (enquanto a pen está ali sei que não está perdida). E para piorar: os montes de papeis que vou juntando. Já estou muito melhor, mas basta um dia receber mais cartas e puf lá está a secretária cheia.. Vamos melhorar, vamos melhorar!

     No que toca às gavetas da secretária, as coisas melhoraram bastante. Na primeira gaveta estão os dicionários (francês?! Outra coisa para arranjar dono) e o material de escritório: um estojo para tesouras, colas e coisas do género, outro só para canetas de cor, outro para lápis de cor e outro para washi-tapes (porque raio tenho um estojo com isso?! outra coisa para mudar...). Na segunda gaveta tudo coisas do Projecto Cartas Cruzadas e sinceramente aí nem vale a pena mexer muito... está cheia de envelopes, carimbos, papeis, cartas para responder, postais.. Coisas que tenho mesmo que ter para o Projecto andar para a frente. Na terceira gaveta, estão as coisas de informática. As três capas que falei aqui, funcionaram e continuam super eficientes a organizar a minha papelada. Os carregadores (arranjei umas molinhas para os cabos não andarem sempre soltos entrelaçados uns nos outros) e os telemóveis antigos, bem como a câmara fotografia antiga... (é no Dolce Vita que recolhem electrodomésticos usados, não é? Tenho que ir lá!). Na quarta gaveta estão as coisas de Verão: duas toalhas de praia, três biquinis e um fato de banho. Mais simples, impossível. Só de pensar como eram estas gavetas há uns anos atrás...


    Da secretária passamos para o armário e mais uma desgraça..  Acho que o armário é daquelas coisas que nunca está bem arrumado: roupa que entra e nenhuma que sai, gavetas cheias e nunca sei que vestir. Por isso mesmo, "destralhar" o armário não é de todo uma tarefa fácil. O meu armário divide-se em dois: parte para roupa pendurada (onde tenho quase tudo e por cores) e por cima arrumação para os lençóis. E do outro lado: parte de cima: arrumação da roupa de Verão que já arrumei, tripé da máquina e coisas que guardei para o "enxoval" (sim, sou uma romântica e tenho dessas coisas). Na parte de baixo: mais lençóis, uma parteleira com as três malas de mão que tenho, outra para as "jóias", que tem uma caixinha com cartas pessoais e os relógios, e a outra prateleira com o saco do ginásio, o creme e óles de massagem. E depois as gavetas.



E as gavetas são a coisa mais simples do mundo: primeira: roupa interior, pijamas e meias. Segunda: cheia de fato de treino e camisolas para treinar (eu já vos disse que se pudesse andava sempre de fato de treino?), terceira gaveta: 8 cachecóis e 2 polares, quarta gaveta: kanguros e camisolas mais quentes. Simples, não? O problema é que mesmo assim sei que tenho roupa a mais... demasiadas coisas, ainda.

Adorava ter daqueles quartos branquinhos, com fotografias e pouco mais. Mas ainda não consigo. Ainda me apego demasiado às coisas: às minhas velas (dez na totalidade, só no quarto), às minhas conchas/búzios/seixos (tenho imensas.. e dão-me uma serenidade indescritível), às coisas que me dão que têm uma carga emocional tão grande (o que faço com elas?). Por isso, tenho a certeza que isto de minimizar é um processo longo. Um processo para mudar mentalidades e a minha forma de estar na vida. E sei que, com tempo, chegarei lá. Aliás, já estou tão diferente de há um ano atrás, porque não continuar a mudança?


 Um xi-,
Mariana.

Leituras

O Poder da Diligência {Thich Nhat Hanh}

segunda-feira, dezembro 01, 2014

"A diligência tem quatro aspectos. O primeiro é que, quando as emoções negativas não se manifestaram na nossa mente, não lhes damos qualquer hipóteses de se manifestarem. A psicologia budista descreve a nossa consciência como sendo constituída por duas camadas, dois níveis. A camada mais profunda é designada como consciência de armazenamento e a camada mais superficial designa-se de consciência mental. A consciência mental é a nossa mente normal, a nossa mente de vigília; a consciência de armanzenamento é a nossa mente inconsciente.
A consciência de armazenamento assemelha-se à terra, ao solo, com grande quantidade de sementes guardadas. A nossa consciência de armazenamento guarda sementes de alegria, de perdão, de atenção, de concentração, de insight e de serenidade. Mas guarda igualmente sementes de cólera, de ódio, de desespero e assim por diante. Todas estas sementes são mantidas pela nossa consciência de armazenamento . Uma das funções da consciência de armazenamento é preservá-las.
Quando uma semente é regada na nossa consciência de armazenamento, ela manifesta-se sob a forma de energia na nossa consciência mental e transforma-se numa formação mental. Temos uma semente de cólera, mas, quando ela se encontra adormecida, latente na nossa consciência de armazenamento, não nos sentimos encolerizados. No entanto, quando a semente é tocada, quando é activada, transforma-se numa formação mental chamada cólera, e nessa altura sentimos a energia da cólera a manifestar-se. Podemos imaginar a consciência mental como uma sala de estar e a consciência de armazenamento como uma cave. Se regarmos uma semente de alegria, essa semente manifesta-se no nível mais elevado da consciência mental, embelezando a sala de estar. Se regarmos a semente da cólera ou do ódio, ela transformará a sala de estar da nossa mente num inferno para nos e para aqueles que amamos.
Todos nós temos uma semente de cólera, uma semente de desespero e uma semente de ciumes dentro de nós. O facto de vivermos num ambiente negativo pode fazer despoletar estas sementes. Se vivermos num ambiente positivo, então as sementes da ânsia, da violência, do ódio e da cólera não são tocadas nem regadas facilmente. Por esta razão é sensato escolhermos um ambiente benéfico que evitará que estas sementes negativas sejam tocadas com frequência. Não devemos permitir que as pessoas que nos rodeiam toquem nestas sementes e não devemos permitir-nos regá-las."


Excerto do livro: "A Arte do Poder" de Thich Nhat Hanh

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