Onde estás tu, amor?

segunda-feira, junho 02, 2014

Onde andas tu, amor? Por onde pairas? Onde é o teu novo porto de abrigo? Deixei de te ver. Depois de tantos anos a ver-te em todas as esquinas, todos os reflexos, em cada respiração, deixei de te ver. Escondeste-te de mim ou desapareceste de vez? Não te reconheço em tantos rostos que passam por mim na rua. Não sinto o teu toque, o teu cheiro, o teu sabor. Apenas vazio. Amor, onde andas tu? Porque me fugiste? Porque deixei de te ver? Que feitiço me lançaste (ou deixaste de lançar)? Deixei de te encontrar como me tivesse perdido numa floresta negra, cega de orientação, sem sentido, como um bandido sem rumo que não sabe nem como caminhar.
Tanta angústia é estar assim perdida! Quero voltar a acreditar que existes, amor. A voltar a acreditar no sempre, nos beijinhos no sorriso, nas mãos entrelaçadas sem fronteiras, no “haja o que houver”. Preciso de te acreditar. Volta, volta como quiseres, mas faz-me voltar a acreditar nessa tua grande força. Faz-me acreditar que tens força. Faz-me acreditar que ainda, no mais pequeno pedaço de mim, ainda tenho essa força. Faz-me acreditar em ti: amor. Faz-me acreditar que nos pertencemos e que sem ti nada faz sentido. Faz-me acreditar que os dias são lindos, mesmo que chova, e que mesmo nas noites mais frias há uma força que me pode abraçar. Faz-me acreditar nas borboletas na barriga e miminhos no olhar. Faz-me acreditar em casas perfeitas, em cartas longínquas e em vitórias intemporais. Faz-me acreditar na força do olhar, na inocência das palavras e que existe um lugar para mim, algures. Faz-me acreditar que o meu sorriso sem um destinatário e que não há mais nenhum ponto de viragem. Faz-me ter a certeza do para sempre, dos contos de fadas. Faz-me acreditar que ainda existes amor. Meu querido Amor.

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