Chá

Bem vinda Primavera! {Chá Jardim do Éden}

domingo, março 23, 2014


No Natal a loja "Gramas de Chá" que já falei aqui ofereceu-me o Chá "Jardim do Éden" e a verdade é que desde que o provei fiquei maravilhada. Então porque é que não vos falei dele mais cedo? Porque embora os chá sejam para todas as ocasiões alguns parecem ser feitos para ocasiões muito especiais. A meu ver, este é um deles. Este chá transpõem-nos para um dia de sol, passado no jardim vendo as magnólias e ouvindo o chilrear dos pássaros. Este chá transpõem-nos para a Primavera. Por isso mesmo, resolvi esperar até aos dias de sol (e de acordar com o canto dos pássaros) para vos apresentar. 


Agora que a Primavera chegou (finalmente) aconselho-vos a acompanharem os vossos lanches de Domingo (e de todos os dias especiais) com este chá. Com a base de Chá Verde, este chá tem, pedaços de pitaia, erva-limão, kiwi, framboesa e arilos de romã. Parece delicioso, não é? Mas é mesmo! Este chá remete-nos mesmo para aquela frase que diz: "um chá é um abraço numa caneca", neste caso uma caneca cheia de luz e energia para comemorar os dias mais felizes e fortalecer-nos nos menos bons. Fica a sugestão e um desejo de uma óptima Primavera para todos os que me acompanham por este lado. Bom Domingo.


«When in doubt, tea.
When happy, tea.
When cold, tea.
When sad, tea.
When sick, tea.
When no inspiration, tea.
When have to leave bed, tea.
When supposed to be doing homework, tea.
When scheming to take over world, tea.
When summoning minor demon, tea.
When accidentally starting apocalypse, tea


Um xi-,
Mariana

Para o meu super-herói.

quarta-feira, março 19, 2014

Não me lembro quando te conheci. Não me lembro que roupa usavas, ou qual foi a minha primeira reacção ao teu abraço, ao teu cheiro, ao teu toque. Não me lembro da primeira vez que te vi ou da primeira palavra que te disse. Não me lembro da primeira vez que chorei nos teus braços, nem da primeira vez que te disse que gostava muito de ti. Não me lembro da primeira discussão, nem da primeira carta que escrevi para ti. Não me lembro disso tudo, porque desde o primeiro segundo da minha existência que estás ao meu lado. Contudo, entre tantas coisas que me lembro - como a primeira vez que consegui nadar com a tua ajuda, ou a primeira vez que consegui andar sozinha de bicicleta, bem como a primeira vez que plantámos uma árvore juntos - a coisa que mais me lembro (e meu bem, é a essa memória que recordo sempre que a saudade aperta mais um bocadinho), foi uma situação que aconteceu em 2008. 
 No Verão de 2008, estávamos nós para os lados de Lisboa e numa noite quente de Verão aguardávamos o inicio daquele que viria a ser o melhor concerto da minha vida, daquele que é o teu cantor favorito: Leonard Cohen. Eu ainda era pequenina e embora sempre me tivesses habituado a ouvi-lo eu ainda não conseguia reconhecer o grande espectáculo que estava à espera de ver. Eu só queria ouvir uma coisa. A minha música, a nossa música (não é a mesma coisa?). A música com a qual me baptizaste: So Long Marianne. Foram duas horas de concerto e a música ainda não tinha dado. Já começava a desesperar. As pernas doíam-me, estava cansada e o frio já começava a instalar-se. Até que, com o som celestial de um piano, começou a melhor música de sempre. Não a reconheci ao início, mas mal ouvi "Come over to the window, my little darling..." juntei-me mais a ti e com a pele arrepiada e os olhos cheios de lágrimas abracei-te (incrível como até nos dias hoje esta memória me arrepia). Sei que não foi um abraço qualquer. Sei que foi um abraço que falou, aliás que gritou ao mundo a minha mensagem de amor por ti.
Foi um abraço, silencioso, mas apertado (como todos os outros). Recheado de tudo o que um coração envergonhado não consegue dizer e transbordando todo o carinho do mundo. Um abraço que gritou ao mundo, mais alto do que o que é possível, que te amo e que nunca, quero perder-te. Um abraço que te segurou em mim, sabendo que nunca mais te vou largar. Um abraço que te tatuou em mim, que te eternizou na minha memória. Um abraço de quem tem medo de te perder e um abraço de quem é feliz só devido à tua existência. Um abraço de gratidão, por seres o meu melhor amigo, o meu porto de abrigo, o meu super-herói. Um abraço, como quem jura a promessa, de que vou sempre ter contigo e de que iremos sempre reencontrar-nos (como os piscos de peito-ruivo que encontram as árvores). Um abraço que me guiará sempre o caminho para a felicidade. Um abraço que disse e que vai continuar sempre a dizer (porque desde aí os nossos corações ficaram sempre num abraço apertado) que nunca te vou abandonar e nunca, aconteça o que acontecer, vou deixar de gostar de ti. Um abraço, tão apertado, que ainda hoje o consigo sentir. Um abraço que cresce com o tempo, bem como o nosso amor. Um abraço que transpareceu tudo o que sinto por ti: amizade, orgulho, amor, carinho, compreensão...
Pai, nestes dias, em que saudade começa a bater a porta é disto que me lembro. Lembro-me deste sentimento, tão lindo, que nos une. E junto com aquele abraço de 2008, guardo as nossas caminhadas pelo mar, as nossas conversas, as nossas viagens, as nossas paisagens, e tudo que bem aconchegadinho no meu coração representa o mundo que és para mim. Obrigada super-herói por me dares memórias tão boas e por significares tanto para mim. És o melhor, para sempre.

Receitas

Sumo de beterraba (e pequenos-almoços saudáveis)

segunda-feira, março 17, 2014


Desde o inicio do ano que tenho vindo a modificar os meus hábitos alimentares, primeiro porque o meu corpo me suplicou e segundo porque finalmente arranjei coragem de o fazer. E achei por bem começar por o fazer pela refeição mais importante do dia: o pequeno-almoço. Sempre fui daquelas pessoas que adorava comer cereais e leite ao pequeno-almoço (ou iogurte com cereais), contudo apercebi-me que mal o dia começava e já estava eu a sentir-me cheia e afrontada. Por isso, comecei devagarinho: exclui os cereais de chocolate da minha alimentação e inseri o muesli. Entretanto do muesli passei para uma fatia de pão com queijo fresco e é por aí que tenho estado. Depois troquei o copo de leite por chá preto (no Inverno) e nos dias alegres tenho bebido sumo de laranja natural com sementes de linhaça. No último mês ao pequeno-almoço comi sempre uma fatia de pão com queijo fresco e sumo natural de laranja com as sementes de linhaça. Coincidência ou não, mas desde aí nunca mais tive dores insuportáveis e sinto-me leve e com muita mais energia. Isto à semana, porque durante o fim de semana lancei-me nos sumos de frutas (e quem segue o meu instagram já deve ter percebido isso). E por mais que andasse a ler os benefícios de sumos com vegetais nunca tinha ganho coragem para me iniciar nessa matéria. Até este sábado que aproveite o fato de ter feito risotto de beterraba e queques de beterraba para adicionar esse alimento ao meu sumo (apesar de eu não gostar nada de beterraba crua). Então assim foi e, bem, o resultado não podia ter sido melhor! Estou mesmo satisfeita e algo me diz que não vou ficar por aqui no que toca a experiências. No que diz respeito ao sumo, improvisei um bocado (bem ao meu jeito), mas até saiu bem!

Sumo de beterraba:

- duas ou três rodelas de beterraba;
- uma cenoura;
- uma maçã;
- sumo de um limão;
- gelo

Colocar tudo no liquidificador e aproveitar os raios de sol da manhã!

Boa semana e bons pequenos-almoços!
Um xi-Mariana

Reflexões

Stay positive #1

terça-feira, março 11, 2014


Não é fácil acordar bem disposto. Não é fácil acordar e querer aproveitar o dia. Ou melhor, nem sempre é fácil. Porque, felizmente, a maior parte das vezes o bom humor acorda ao meu lado. Mas hoje chateou-se e fez birra: queria ficar na cama, como eu, e recusou-se a levantar para vir tomar o pequeno-almoço. Senti a falta dele, mas ele não veio. Então lá prossegui o meu dia: fiz o meu sumo de laranja, lavei a cara com água bem gelada, tomei o pequeno-almoço, arrumei o quarto, vesti-me, coloquei o creme e mesmo assim ele ainda não tinha vindo. Continuava na cama preguiçoso sem interromper o seu sono de beleza. Bem que tentei que ele viesse comigo: já estava a sentir-lhe tanto a falta que o mau humor começou a invadir-me. Também eu queria ficar na cama. Pensei ainda... A cabeça começou a doer-me e os pés aproximaram-se da cama. Mas resisti a um bom humor que me aguardava cheio de energia. Saí de casa sem ele, mas com uma dor de cabeça gigante e com um mau feitio descomunal. Ainda bem que caminhei sozinha. Coloquei os phones, começou a dar Sara Tavares e a dor de cabeça começou a passar... Depois veio o sol que despertou, a dor diminui mais um bocadinho. A caminhada acelerou e a energia apoderou-se de mim, aos poucos o sorriso ia crescendo. E já a meio do caminho, ainda nem oito e meia eram e atrás de mim tinha o meu velho amigo: o bom humor que fez o resto da caminhada de mão dada comigo. Porque nem sempre acordamos bem, mas desistir não é opção, quando queremos que o bom humor volte a caminhar connosco. 

Libertar(-vos).

segunda-feira, março 10, 2014

Vi-te ao longe. Usavas a mesma camisola azul e no vento ainda corria o teu perfume. Estava a chover e, como sempre, ias sem guarda-chuva. Vi-te da janela do meu quarto. O quarto de paredes vermelhas que já ouviu falar tanto de ti (o que vale é que as paredes sabem guardar segredos, não é?). Lá fora a chuva caí cada vez mais forte como se o céu estivesse revoltado com o facto de estares a passar pela minha rua e nem sequer ousares mandar-me um beijo pelo vento. Devias molhar-te e perceber que estas lágrimas são de alguém que chora a tua ausência. Mas tu não percebes e continuas a caminhar e eu pareço uma menina que foi abandonada na feira popular: são tão electrizantes os sentimentos que deixas em mim que não sei se hei-de chorar por estares longe ou por ainda gostar tanto de ti.
Gostava de entender. Gostava de entender como te esquecer. Como deixar passar esta dor que não sara, a ferida que não pára de crescer. Gostava de te esquecer, perdoar... libertar-te deste coração sofrido. É como se fosses prisioneiro, sabes? Um prisioneiro que não sabe onde é a sua própria prisão. Mas tu não sofres com isso, sou eu: esta reles e humilde prisão que sofre com a tua presença. E eu só gostava de te libertar. Perceber que nunca mais vais parar nesta casa, neste quarto, neste olhar. Nunca mais me vais dirigir uma palavra carinhosa, um abraço mais apertado e o teu silêncio - que só eu sabia compreender. Gostava de te libertar desta prisão que espera que voltes, que isto seja um pesadelo e que continuas aqui a abraçar-me com a tua camisola azul e a ser invadida pelo teu perfume. Gostava de te libertar para nao continuar à espera que te sentes ao meu lado e sejamos confidentes um do outro. Ou que vamos passear, quando o sol brilhar (quando é que esses dias chegam mesmo, para nós?), como se a companhia um do outro fosse mais natural do que o curso do rio. Quero libertar-te das conversas que foram apagadas, das gargalhas esquecidas e dos abraços frios. 
Mas mais do que querer libertar-te, quero libertar-nos. De um passado que não volta, de uma luta que perdemos, de uma amizade que deixou de existir (mas as amizades não são eternas?). Não merecemos, os dois, continuar à espera de pessoas que não voltam, de momentos que não se recuperam. E, acima de tudo, à espera de que tu, amizade, te lembres de bater à minha porta e de me entregar novamente tudo o que me tiraste: as conversas, os abraços, o silêncio, os sentimentos e a esperança que existam pessoas que - mesmo no meio da chuva endiabrada - voltem. Porque a verdade, é que existem pessoas que não voltam e por mais que as queiramos libertar, nunca as esquecemos (nem à esperança secreta da sua vinda).

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