Viagens

Mais um bocado de "finais felizes": Cesky Krumlov {Verão 2013}

segunda-feira, novembro 25, 2013

Lembro-me que, quando começamos a organizar esta viagem, disseram-me "de todos os sítios que vais visitar aposto que te vais render por Cesky Krumlov". Seu dito, meu feito. Não havia nenhuma expectativa para esta estreia na Republica Checa, não havia história nenhuma, decidimos ir e oxalá não tivéssemos voltado. Não sei bem o que me prendeu a esta cidade, se a sua beleza, a sua magia, ou tudo de bom que vivi lá. Só sei que, em rivalidade com a Eslovénia, esta cidade mostrou-se um dos meus sítios favoritos do mundo inteiro.


Cesky Krumlov, é uma cidade pequenina situada na Républica Checa que só nos últimos tempos foi descoberta pelos turistas. Esta cidade mantém as casinhas e as ruelas desde há muitos anos atrás, isto porque foi das poucas cidades checas a não ser atingida pela guerra.


Esta foi a nossa grande entrada na Républica Checa e quase a lembrar-nos a nossa entrada em Tallin, na Estónia, encheu-nos bem as medidas. Fiquei desde o primeiro instante encantada com as vistas, a hospitalidade (ficamos na pensão Krumlov que nos recebeu muito bem!) e a magia desta cidade. As ruas eram ainda feitas em pedras, que já estavam gastas pelo tempo. Os edifícios quase que nos contavam histórias dos tempos passados. A fotografia em cima mostra aquele que foi o meu sitio favorito da cidade. Não é preciso dizer porquê, pois não?


Estivemos nesta cidade só um dia, mas devo dizer que a percorremos de cima a baixo. Talvez não tenhamos visto tudo, obviamente, mas esforçamo-nos ao máximo. Tudo naquela cidade quer ser visto. A originalidade é extrema (já viram a porta da loja de arte, na foto em cima?!). E embora seja uma cidade bastante pequena tem muito a dizer. Entramos no castelo (protegido por um urso verdadeiro!!), frequentamos a feira medieval, tiramos fotos, descansamos à beira rio, provamos as iguarias... Apaixona-mo-nos e enamoramos todo o local.


Apanhamos um susto na nossa primeira refeição na República Checa porque verdade seja dita, não percebíamos nada do que estava escrito. Não comemos nada de jeito. Mas as sobremesas trataram de nos encher a barriga!


Ao final de almoço, assistimos à viagem destes "recém-casados" que nos deixou logo com outro humor! Como já disse, a criatividade nestas cidades é extrema. E os recantos mágicos também o são. Enquanto, no resto da tarde, visitamos o museu (conservado num estado belíssimo!) e a feira medieval, fomos recebidos por vários artistas: pintores de rua, malabaristas, cantores, bandas inteiras a fazer concertos espantosos na rua! Uma total benção.


Outra coisa que esta cidade tem de mágico é a sua adaptabilidade às crianças. Não cheguei a perceber se havia alguma história ou não em relação a isto que vos vou contar, mas Cesky Krumlov tem imensas lojas de brinquedos de criança feitos em artesanato! E são tão mas tão lindos, que tive uma pena imensa de não os trazer cá para os meus futuros filhos. Lindos de morrer.


Os miradouros são imensos e cada um com paisagens mais bonita que a outra.


Contudo, devo admitir, uma coisa que mais me conquistou nesta cidade foi o seu doce tradicional: Trdelnik. Não sei bem explicar como é feito, mas é das melhores coisas que já provei. Existem vários sabores e várias lojas espalhadas pela cidade (como a da fotografia de baixo). O cheiro é inconfundível e o sabor... divinal, no mínimo. 


O divinal trdelnik na foto de baixo... ai que fome! Não tem mesmo bom aspecto? E é servido quentinho.


Outra coisa que reparei nesta cidade é que as noites são mesmo muito animadas. Até altas horas existem pessoas nos miradouros, nas ruas a cantar, nos jantares, no rio.. a aproveitar o dia. No jantar deste dia, aconteceu uma coisa muito "gira": a minha mãe pediu costeletas de porco para jantar e não é o nosso espanto quando na mesa aparecem mesmo costeletas de porco inteiras! Rimo-nos até fartar.


Foi só um dia nesta cidade, mas foi tão bom! Para quem não conhece cá fica a sugestão. E para quem conhece, há-de compreender o meu fascínio! Contudo as viagens continuaram..

To be continued.. 

espero que ela oiça. *

quarta-feira, novembro 20, 2013

Acordei com as mãos frias e com o coração gelado. O céu estava cinzento e as nuvens ocultavam o céu. Como estava o tempo há um ano atrás? Acho que não tive tempo para perceber. Ainda não sei bem como aconteceu, mas foi há exactamente há um ano atrás que recebi a notícia da tua partida. A triste, amarga e fria notícia de que tinhas ido embora. Porque é que não ficaste mais um tempo, meu bem? Um ano que se passou e ainda espero que chegues. Que quando voltar para casa, o teu menino me diga para te irmos visitar ao hospital e que está tudo bem, vais ter alta e vamos continuar a beber chá e comer bolachas maria com queijo.
Tenho saudades tuas, avó. Mais saudades do que acho que o meu coração pode suportar. Devias ter ficado, sabes? Devias ter ficado porque este mundo sente muito a tua falta. Não sou só eu. As flores já não brilham como antes, como tu as fazias bilhar, o céu preenche-se demasiadas vezes de noites “tristes como a gente” e não fica quentinho como tu tão gostavas para irmos de comboio ao Porto. Acreditas que até os pássaros sentem a tua falta? Já não os oiço cantar. A única coisa que oiço, de vez em quando, é a tua voz. A tua doce voz, a chamar-me riqueza e anunciar que não partiste.  Os meus ouvidos sentem saudades de te ouvir: a falar das contas, das rendas, dos legumes e de tudo aquilo a qual acrescentavas um brilho extra. O meu corpo sente saudades de te abraçar e toda a minha alma sente-se incompleta sem ti. Devias ter ficado, porque só assim é que este mundo era completo. Devias ter ficado porque eu queria que os meus filhos te conhecem, que fosses ao meu casamento e que fosses tu a explicar aos meus netos a magia do chá. Devias ter cá ficado porque o futuro não tem lá muita lógica sem ti, simplesmente não tem.
Foste (e és) o único ser humano que sei que tem a capacidade de iluminar este mundo. Por isso em dias como hoje, em que a madrugada começa escura e que o dia se transforma em luminoso e com o sol digno de São Martinho, sei que és tu. Que ainda são aqueles bocados de ti que nunca morrem a manifestarem-se. És tu a relembrar-me que todos os dias são lindos e que me vais sempre iluminar o caminho. Como a mãe diz, existem três estrelinhas que estão sempre comigo. E tu, meu amor, és a maior delas todas. És tu que iluminas o céu mais escuro e me ajudas a aguentar esta vida, que nem sempre é fácil.
Sabes, hoje ando sempre com as mãos geladas. Com aquele ar gélido que se tatuou o meu coração há um ano atrás. E sei que também és tu. Lembras-te quando te aquecia as mãos, que estavam sempre geladas, debaixo da manta quente? E ficávamos serões e serões a falar de mãos dadas? Hoje as minhas mãos estão assim frias, como se tivesse estado o dia todo a aquecer-te, a tratar de ti. Mas afinal quem tratou sempre de mim, foste tu, não foste? Por isso é que secas as minhas lágrimas com estas (tuas) mãos geladas, por isso é que o sol está tão brilhante – noutro caso estaria triste e miserável desde a tua partida -  e por isso é que hoje ainda consigo sorrir: porque conheci alguém que sempre tratou de mim e aninhei o meu coração no melhor ser humano que conheci. E mesmo hoje, fizeste questão que eu não me esquecesse disso. Porque tu estás sempre presente. Porque tu não te vais embora e estejas onde estiveres a recordação deste amor tão grande está sempre comigo. E isso, vai vencer sempre qualquer saudade. Mas mesmo assim, hoje, só hoje, podias recuar  um ano atrás e alterar tudo para continuares aqui, ao meu lado. 

Respiro fundo e lembro-me da força, que guardo dentro do meu corpo, espero que ela oiça.

Viagens

O paraíso Alemão: Landshut {Verão 2013}

terça-feira, novembro 19, 2013

Gostava de ter fotos deste local para que fosse perceptível tudo o que vou dizer... Mas fiquei tão admirada com a sua beleza, que nem tempo para pegar na câmara tive. Foi no terceiro dia de viagem, depois de termos saído de carro de Starsbourg que chegamos à Alemanha, a uma pequena aldeia chamada de Landshut. Chegamos já no pôr-do-sol e toda a montanha estava iluminada por uns raios laranjas e amarelos que tornavam a relva ainda mais verde e tudo o que nela poisava reluzente. Não havia quase carros e tudo estava silencioso. Desfilamos com o carro pelos campos de trigo, pelas várias culturas semeadas e o sol sempre nos acompanhou. A casa onde ficamos era chefiada por um casal de alemães que não falavam nada inglês... Logo aí foi uma comédia. Mas lá nos safamos. Nessa noite, com os grilos a acompanhar-nos, comemos o melhor gelado de sempre: feito com chocolate bounty, o meu preferido. A lua estava clara, linda. Mas de repente, durante a madrugada o céu escureceu de tal modo que uma tempestade atingiu-nos: chuva e trovoada iluminavam e preenchiam tudo lá fora. Eu permaneci sentada na cama olhando para a janela e vendo todo aquele espectáculo. Porque sempre gostei de trovoadas e porque não há nada de mais mágico do que assistir a uma, no quente de casa. Passou-se assim a noite e de manhã já tínhamos o sol radioso a iluminar o céu. A estadia foi breve, mas ficou no coração, como um dos lugares mais pacíficos que conheci. 


To be continued.... 

Viagens

O início da viagem: Strasbourg { Verão de 2013}

domingo, novembro 17, 2013


Foi em Janeiro de 2010, que conheci pela primeira vez esta cidade. Na altura era Inverno, os lagos estavam praticamente gelados e sobre a noite escura os cisnes sobrevoavam as nuvens de chuva. Na altura explorei aquelas ruas, com gorro, luvas e tudo o que me pudesse proteger do frio. O regresso foi bem diferente. Estava bastante expectante ao que iria encontrar, tinha ficado tão fascinada com a cidade que tinha medo que este regresso se revelasse uma desilusão. A verdade é que as cidades não são sempre iguais: as estações mudam-nas, especialmente a magia do Inverno. Contudo, descobri que esta cidade francesa é mágica também no auge de Verão.


Chegamos ao aeroporto de Strasbourg durante a tarde e mal saímos de lá a aventura começou: não sabíamos como retirar os bilhetes para o metro que nos levaria à cidade. Felizmente encontramos um português que nos indicou o funcionamento da máquina e chegamos à estação de metro. O sol já estava a baixar e a estação estava rodeada de um campo verde... O sol reluzia na relva e o espectáculo de boas vindas não poderia ser mais apelativo. Começamos assim a nossa grande (e maravilhosa) viagem. Assim que chegamos à cidade relembrei todos os momentos que lá vivi com a neve a espreitar e o chocolate quente nas mãos. Lembrei-me das baguetes nas calçadas, da catedral e do momento em que descobri discos da Tracy Chapman a uma pechincha e os trouxe directinhos para Portugal. E só essas lembranças já tornavam esta viagem promissora.


Contudo o verdadeiro reencontro aconteceu quando, na primeira noite, o espectáculo de luz iluminou a catedral de Strasbourg. Nunca fui a Notre Dame (embora seja algo que deseje muito!), mas há algo naquela catedral que me transporta para a cidade do Corcunda e da Esmeralda e de todas as orações de amor. Se existe um lugar específico na terra óptimo para orar, para mim, será este. As ruas movimentadas sobre a luz da noite, o tilintar dos copos, o som dos sapatos na calçada... são coisas que mantenho firmes na minha memória desta primeira cidade.


Contudo, Strabourg é daquelas cidades que começa a ter vida especialmente de manhã: com o cheiro a pão acabado de fazer, as baguetes, o cheiro a café (que de pouco vale comparado ao nosso) e todas aquelas relíquias características que nos fazem chorar por mais. E o melhor? É que pudemos caminhar pelas ruas - tentando não ser atropelados pelas bicicletas - e comer bastantes das iguarias de graça, porque existem sempre bons comerciantes que nos oferecem pequenas amostras de graça. Lembro-me que no início da primeira manhã a primeira coisa que comi foi um bolo de cocô oferecido por uma senhora da loja.. maravilhoso! Se há coisa gastronómica que também não posso deixar de mencionar é o extraordinário chocolate quente que existe numa chocolateria bem perto da catedral, ai delicioso! (provei-o da primeira vez que fui lá e ainda não me esqueci do extremo sabor a cacau que se cravou na minha língua.)


Dizer aquilo que visitei durante os dois dias que passei em Strasbourg é praticamente impossível. Vi coisas magnificas, vivenciei momentos espectaculares e nem todos eles podem ser traduzidos em palavras, nem sequer partilhados aqui. Ter voltado ao Parlamento e ter visto manifestações a favor de uma sociedade mais justa relembraram-me bocados de mim que parecia que tinha esquecido. Passear pelos campos verdes e perder-me na escuridão iluminada pelos sinais são momentos de uma liberdade imensa... Ouvir portugueses a passar por nós de bicicleta, emocionam-nos e fazem-nos sempre lembrar de casa. Ver lontras a percorrer o rio e cegonhas a sobrevoar o céu relembram-nos o grande poder desta mãe Natureza que está presente em cada sítio.

Outra coisa que há a realçar nesta cidade é o poder de circulação tão barato nos bilhetes diários do metro (tão mais barato que o passe diário de Lisboa!). Todos os dias mergulhávamos na rede de transportes tão bem sinalizada e percorríamos tudo o que era sinalizado nos roteiros de turismo e não só. No segundo dia, tivemos a sorte de presenciar um daqueles momentos mágicos que só a chance de viajar é capaz de nos conceder. Estamos a sair da catedral, quando enveredamos por uma das praças centrais onde estava a haver um concerto de rancho típico da zona da Alsácia. De trajes vermelho e com uma certa idade, os dançarinos rodopiavam usando sorrisos abertos e luminosos ao som da música. Foi realmente um espectáculo inesperado fantástico.


E foi depois desse espectáculo, com o coração cheio de ânimo e mapa nas mãos que começamos à procura daquilo que se chama "Petite France". Esta é uma das zonas mais turisticas desta zona, onde casas "à antiga" se escondem por entre riachos e pontes de pedra. Digamos que é uma zona totalmente saída de um conto de fadas: com as casas bem pequenas, o som das gargalhadas, árvores em cada esquina e floreiras coloridas a acompanhar-nos a passada. Não há como sair de lá cada vez mais fascinada com esta cidade e, para quem é o caso (como eu), continuar a sonhar com o pequeno chalé nas montanhas.


Já no final da tarde do segundo dia, encontramos um sítio mágico. Um lar de idosos que tinha entrada para um jardim fenomenal. Um jardim onde barcos, cegonhas, pessoas e toda a natureza estavam em comunhão entre si. Digo, nunca tinha visto um jardim assim, tão magnânimo.


Agora que revejo tudo isto digo que a visita a Starsbourg foi curta, mas felizmente, este é um lugar que eu espero visitar mais vezes. Para me fascinar mais, para descobrir mais, para o viver mais. Foram três dias fantásticos, mas na manhã do segundo dia já seguíamos viagem para outro local...


To be continued... 

Viagens

Recordando o Verão.. {Pateira de Fermentelos}

terça-feira, novembro 05, 2013




Conheci este local mágico graças à Lacorrilha que publicou estas fotos deliciosas (quem me dera um dia fotografar como ela) e eu não resisti a dar uma voltinha até esse lugar. A verdade é que não me decepcionou e foi um lugar óptimo para um piquenique ao lado da melhor companhia do mundo (). Hei-de voltar, prometo. Até porque o Verão já deixa saudades e este é o melhor sítio para voltar a senti-lo: com a calma no peito e sorriso no rosto, um lugar com um respirar tranquilo e uma alma natural.

Seguidores

Junta-te ao Facebook

Amantes de Chá

Junta-te ao grupo #umaxícaradechá