Reflexões

20 de mim.

quinta-feira, outubro 31, 2013

Vinte anos de muita vida. De muitas passagens. De passagens boas, de passagens más. De pessoas boas, de pessoas más. De pessoas que ficaram, de pessoas que partiram. Vinte anos de perdas e de ganhos, de choros e de alegrias. Vinte anos com muitos sorrisos encontrados e desencontrados. Vinte anos de abraços solitários, abraços acompanhados, abraços enamorados, abraços à chuva, abraços no mar, abraços sentidos. Vinte anos com as pessoas certas e com pessoas que não eram assim tão certas. Vinte anos de escolhas. Vinte anos de muitos erros, talvez mais do que fossem permitidos. Vinte anos de aprendizagem. Vinte anos de amizades que me enchem o coração, de amores perfeitos e desfeitos também. Vinte anos de descobertas e de naufrágios. Vinte anos de escrita, de leituras, de pessoas, de carinho, de chá, de viagens, de sol.. Vinte anos de mudanças. Vinte anos de sonhos, de objectivos, de realização e de desilusão. Vinte anos de caminhada, vinte anos de mim.
Que venham mais, mais cem se puder ser, que esta vida tem ainda muito para me dar. E que os sonhos, os sorrisos e as lágrimas não acabem. Que este coração sinta sempre o que tiver a sentir. E que este Destino me continue a permitir encontrar pessoas tão mágicas como tem sido até agora. Obrigado vida, por continuares a crescer e por seres cada vez mais bonita. 

Amo-te vida desde o primeiro suspiro, 
31 de Outubro de 2013

Viagens

Quinta das Lágrimas {Coimbra}

terça-feira, outubro 22, 2013

«O documento mais antigo que refere a propriedade data de 1326, ano em que Santa Isabel de Aragão, Rainha de Portugal mandou fazer um canal para levar a água de duas nascentes para o Convento de Santa Clara. Ao sítio onde saía a água chamou-se "Fonte dos Amores", por ter presenciado a paixão de D. Pedro, neto da soberana, por Inês de Castro, fidalga galega que servia de dama de companhia à esposa de D. Pedro,D. Constança. Esta fonte ainda tem um acesso, por um arco ogival gótico, datado do século XIV. A outra fonte da quinta, ligeiramente mais distante da primeira em relação ao convento, foi denominada por Luís de Camões em "Os Lusíadas", como "Fonte das Lágrimas", referindo que a mesma nascera das lágrimas vertidas por Inês ao ser assassinada a mando de Afonso IV de Portugal. O sangue de Inês terá ficado preso às rochas do leito, ainda rubras após seis séculos e meio...»







"As filhas do Mondego, a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E por memória eterna em fonte pura
As Lágrimas choradas transformaram
O nome lhe puseram que ainda dura
Dos amores de Inês que ali passaram
Vede que fresca fonte rega as flores
Que as Lágrimas são água e o nome amores"
Os Lusíadas, canto III.

Passearia por estes jardins mais uma vez se pudesse. Este é um dos sítios deste nosso Portugal cheio de história, cheio de romance... Tive pena de ter demorado dezanove anos a visitá-lo, mas valeu a espera foi muito bem compensada. Em cada escadaria sente-se o perfume dos namorados, o amor paira realmente no ar, mas a tragédia também. E é essa mesma combinação que nos faz querer visitar este sítio com aquela companhia, nunca libertando as mãos de quem nos guia. Exactamente como fiz. Hei-de voltar, nem que seja para honrar este tão belo amor de D. Pedro e da Inês de Castro que, cá para mim, se mantiveram juntos de uma outra forma. Afinal um amor desses não acaba assim, não é? 

quatro anos de saudade.

domingo, outubro 13, 2013

 Já faz tanto tempo que partiste e mesmo assim, com o tempo sempre a descontrolar-me, ainda não me habituei à tua ausência. Oh meu doce... que saudades são estas?! Que dor é esta que não passa, mas trespassa. Quero tanto que voltes, que estes anos voltem atrás. Por vezes, é bom saber que continuas a estar, naquele céu estrelo, no vento que corre nas montanhas, neste meu pedaço de sorriso que é tão teu, mas por vezes também dói demais sentir assim, de uma forma tão brusca, a tua falta... Esta noite sonhei contigo. Sonhei com a madrugada em que morreste, em que os gritos mergulharam no corredor silencioso de minha casa e me tingiram o coração de preto. Desde que partiste choro todos os dias, todos os dias há algo dentro de mim que fica sem cor, que morre com a tua ausência. Gostava que pudesses voltar. Ainda fala muito para nos encontrar-mos? Os anos passam e continuo com tanto para te dizer meu amor... Oh... o quanto triste é perceber que partiste, que não te vou voltar mais a ver... Quantos anos passaram? Quatro? Ai amor, dói tanto. Vês? Dói tanto que choro assim, sufocada numa dor que não pára, numa ferida que não estanca. 

Receitas

Melhor semana do ano #1 {Semana Vegetariana - 1 a 7 de Outubro}

sexta-feira, outubro 04, 2013

«A nível internacional, pela sexta vez consecutiva dezenas associações da Austrália ao Canadá juntam-se para promover uma Semana Vegetariana em simultâneo, mobilizando centenas de activistas. Esta semana inclui o Dia Mundial do Vegetarianismo (1 de Outubro), o Dia Mundial dos Animais de Criação Intensiva (2 de Outubro) e o Dia do Animal (4 de Outubro). É uma semana em que várias entidades, um pouco por todo o país, promovem o vegetarianismo, com eventos, descontos ou promoções. Pretende elucidar um grande número de pessoas, divulgando o vegetarianismo enquanto estilo de vida saudável, ético e ecológico. São sete dias, dedicados à promoção de um estilo de vida saudável, ético e ecológico.» - retirado daqui.


Acompanho a Semana Vegetariana de perto desde a primeira  edição, acho um evento extraordinário e uma óptima desculpa para uma semana especial e cheia de planos. Como passei a semana em Vila Real e não tive grande tempo para organizar umas idas a palestras ou workshops no próximo fim-de-semana, resolvi propor à M. (que é a melhor colega de casa de sempre ) fazermos uma semana só de comida vegetariana. Como ela não é vegetariana, resolvi fazer uns pratos especiais. A semana foi acompanhada por caldo verde, batatas a murro com tofu assado (melhor tofu que algum dia cozinhei!), esta receita de almôndegas de soja, macarrão com tomate e queijo, arroz de ervilhas com ovo escalfado, esta receita de gnocchi com cogumelos ao alhinho e bolinhos de arroz. Todas as receitas foram aprovadas pela M. e cá para nós estavam mesmo deliciosas! A verdade é que só pelo facto de cozinhar rodeada de amizade e de carinho, tudo fica melhor.


Embora a semana ainda não tenha acabado (e ainda tenho um longo fim de semana pela frente!), o resultado final foi bastante bom, tendo em conta as confusões que ultimamente se tinham instalado na minha cabeça. Cá para nós - e não é com alegria que digo isto - andava a pensar deixar de ser vegetariana, porque andava demasiado fraca e sem vontade de cozinhar, de experimentar coisas novas. Pensei seriamente nisso, mas decidi dar mais uma oportunidade a este meu estilo de vida (que não imagino ser outro) e esta semana ajudou-me plenamente nisso. Incentivou-me a repensar novas maneiras de fazer as coisas, de as saborear e de equilibrar e, sinceramente, nunca me senti tão bem na vida ao ser vegetariana. Existem coisas que se identificam connosco e esta é, sem dúvida alguma, uma coisa com a qual me identifico muito.

Boa semana Vegetariana, 
Mariana .

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