Receitas

Almôndegas de soja. {receita}

terça-feira, junho 25, 2013

almôndegas de soja

     Hoje de manhã andei a vasculhar os posts do início do blogue e apercebi-me que a maior parte deles era sobre receitas. Com o tempo, embora continue a cozinhar (alguma vez deixarei de o fazer?), deixei de colocar aqui as receitas que vou experimentando ou inventando. Três meses depois da última receita que pus neste cantinho, resolvi voltar às origens. 
    Já falei aqui da minha paixão por almôndegas, é das tais coisas que me faz chorar por mais. Adoro, adoro, adoro e está tudo dito. Contudo, já me andava a fartar sempre da receita de almôndegas de aveia e cenoura, decidi-me assim a experimentar uma nova. E, devo-vos dizer que foi das melhores coisas que fiz. A receita que fiz foi quase como uma tradução no paladar de todos os meus gostos favoritos. Aproveitei para fazer a mais, para congelar (dá sempre jeito! e o melhor das almôndegas é que escusam de ser fritas) que é o que podem ver na fotografia. As que comi estavam tão deliciosas que nem sequer tive tempo de fotografar.. Ups. Vamos lá à receita! (Já agora, a receita foi retirada daqui)

Ingredientes para as Almôndegas (para 3 pessoas): 

1 taça pequena de soja granulada (demolhada e escorrida) 
1/2 cebola picada 
1 dente de alho picado 
2 colheres de sopa de coentros (ou salsa) 
1 chávena pequena de pão ralado 
2 ovos grandes 
1/2 chávena pequena de farinha 
1 colher de chá de pimenta (eu usei pimentão e pimenta preta)
1 colher de chá de gengibre ralado (eu usei em pó e pus ligeiramente mais, isto porque adoro gengibre)
1 colher de sopa de molho de soja 
Sal q.b. 

Preparação: Demolhar a soja e escorrer bem. Juntar numa tigela a soja, o molho de soja, coentros, cebola, alho, gengibre, farinha, pão ralado e sal. Misturar bem e adicionar depois os 2 ovos até formar uma pasta. Levar esta mistura meia hora ao frigorífico e, antes de cozinhar, formar pequenas bolas e passá-las por pão ralado. Para cozinhar as almôndegas, faz um refogado com azeite, 2 tomates maduros, meia cebola, 2 dentes de alho, sal e pimenta. Deixar refogar, triturar com varinha mágica e colocar cuidadosamente as almôndegas neste molho. As almôndegas devem ser cozinhadas apenas durante alguns minutos e deve virá-las com muito cuidado. 

Bons cozinhados!

Viagens

Portinho da Arrábida, Paraíso Português.

domingo, junho 16, 2013

Portinho da Arrábida IV
Fotografia de André Lopes. Retirada daqui.

O N. andava há anos a falar-me do Portinho da Arrábida, adiámos a visita a esse local imensas vezes. Até que aproveitamos o feriado do Santo António para eu conhecer aquela que se tornou a minha praia predilecta de todos os tempos. O Portinho da Arrábida é uma pequena aldeia, pertencente à freguesia de São Lourenço, concelho e distrito de Setúbal, mais conhecida pela praia adjacente à localidade. Localiza-se na Serra da Arrábida que a rodeia a Norte, a Oeste de Setúbal (cerca de 13 km) e a Este de Sesimbra (cerca de 21 km), tendo a Sul o Oceano Atlântico, junto à foz do rio Sado. E é, a bem dizer, um paraíso de águas cristalinas que eu nunca pensei encontrar em Portugal.

Portinho da Arrábida III
Fotografia de André Lopes. Retirada daqui.
Fiquei completamente encantada. Quando fomos, não havia quase ninguém na praia (e eram 15h/16h), estava um calor abrasador e a água pedia-nos um mergulho. O mar pintava-se de um azul tão limpo, tão "marítimo" que era impossível resistir-lhe. Digamos que o primeiro mergulho deste ano foi no melhor sítio possível.  Os seixos (e a minha paixão por seixos é centenária) pintavam-se de todas as cores, tal e qual um arco-íris, trouxe um monte deles para a nossa colecção! É um sítio que certamente quero visitar com mais calma, com mais tempo, até porque algo me diz que o pôr-do-sol naquele sítio deve ser magnífico. 

DIY

Desodorizante Natural :)

sábado, junho 15, 2013


      Existem três coisas nas quais eu sou muito esquisita: pasta dos dentes, baton e desodorizante. Em relação ao último, tenho uma pele bastante sensível e o facto de me deslocar a pé para todo o sítio faz com que precise de um desodorizante eficiente. Ando há anos a tentar encontrar o desodorizante perfeito, contudo no mercado de hoje em dia é complicado não só encontrar um desodorizante económico como também ecológico. A quantidade de químicos que nos rodeiam hoje em dia é estonteante! Assim comecei a apostar em desodorizantes "naturais": perdi a conta daqueles que experimentei. Lembro-me até que cheguei a comprar um desodorizante em puro cristal de rocha e bem.. nada disso funcionou. Talvez para outras pessoas resulte, mas eu sou demasiado exigente no que toca a isso. Sou daquelas pessoas que liga muito aos cheiros, não suporto a ideia de não cheirar bem, daí a busca ser tão complexa.
       Posto isso, lancei-me à procura de receitas de desodorizantes. Demorei até encontrar uma receita com materiais simples e económicos mas felizmente encontrei. A receita que usei está no blogue "Aproveitar a Vida" da Anabela (do qual eu sou uma fiel seguidora), mais precisamente neste link. Os únicos ingredientes que este desodorizante levam são, nem mais nem menos que: bicabornato de sódio, amido de milho (a comum farinha maizena) e óleo de cocô. O que pode ser mais difícil de encontrar será o óleo de cocô, eu comprei numa Celeiro Dieta e depois de fazer o desodorizante ainda me sobrou muito e aproveitei para alguns cozinhados!
     A receita é o mais simples que pode existir, eu fiz uma quantidade pequena (mas parece-me que vai dar para muito tempo!): coloca-se duas colheres de óleo em banho maria, e assim que este estiver derretido, junta-se uma colher de amido e outra de bicabornato e mistura-se até estar uma mistura homogénea. Seguidamente coloca-se num recipiente e deixa-se solidificar. O único senão que este produto tem é que acima de 25º o óleo de cocô derrete, o que torna complicado de o transportar. Por isso, sempre que tiver que fazer viagens uso os desodorizantes da The Body Shop (que são muito bons, também!). Em relação ao meu novo desodorizante, está mais que aprovado. Para além de ter um cheirinho fantástico e bastante duradouro, a textura é macia e hidrata bastante a pele. Na realidade, o bicabornato e o amido controlam o mau cheiro e a transpiração, enquanto o óleo de cocô hidrata e perfuma. Creio que é um dos melhores equilíbrios num cosmético. Aconselho, e bastante :)

Cartas Cruzadas

Primeiro ano do Projecto Cartas Cruzadas

sexta-feira, junho 07, 2013

"Tal como as sementes, as palavras podem germinar de imediato ou esperar anos em estado de dormência. Podem gerar flores e frutos, que proporciona beleza e alimento, ou ervas daninhas que cegam e sufocam quem as deixou crescer. Cada palavra é uma semente e o terreno onde medra é o coração do homem." - Susanna Tamaro

Entrega ao Outro.

     Um ano depois, muita coisa mudou, o projecto evoluiu, conheci pessoas extraordinárias, aproximei-me de outras. O Projecto abriu-me muitas portas, muitas experiências, muitos sorrisos, mas mais que isso, mudou a minha vida. Desde que comecei este Projecto que até a minha visão sobre certas coisas mudou. Dou por mim a pensar neste projecto em toda a hora: "oh vou comprar isto para mandar aquela pessoa, porque ela já me disse que andava à procura" ou "vou comprar este papel para tornar este projecto mais ecológico"... Com o tempo o Projecto ocupou um espaço permanente no meu coração, no meu pensamento, mas também no meu quarto. Com tanto material tive que reservar duas caixas para colocar as cento e quarenta cartas que já recebi e uma gaveta inteira para guardar todas as coisas que possuo para tornar o projecto mais pessoal, mais "nosso".

Preencher o mundo com felicidade.

     E foi a partir desse material que guardo na gaveta que resolvi tirar estas fotografias e explicar resumidamente o que é para mim o Projecto Cartas Cruzadas (sintam-se livres para usar as fotografias como quiserem!). "Entrega ao outro". Haveria maneira de ser de outra forma? Criei este projecto para os outros, e propus-me a entregar-me a eles. Demoro em média meia hora a escrever cada carta, e cada trinta minutos do meu tempo são uma dedicação plena ao receptor da carta. Como já fui mencionando no blogue, uma coisa que aprendi, é que se queremos que as pessoas se sintam bem e que -acima de tudo - nos sintam, temos que nos dedicar a elas. Entregar uma carta é entregar também um bocado de nós. É entregar as nossas melhores palavras, a nossa melhor letra, o melhor do nosso tempo. "Preencher o mundo com felicidade". Nó início do projecto os autocolantes dos envelopes diziam: "mando-te um bocado de felicidade por forma de carta". Este foi, desde sempre, o objectivo do Projecto. Espalhar felicidade. E quem é que não é feliz por receber uma carta? Provavelmente quem nunca recebeu uma (excluindo aquelas cartas "chatas" obviamente). É bom sentir-mo-nos aconchegados com as palavras dos outros, é bom sentir-mos que nos querem bem e que para alguém as nossas palavras importam. 

Fazer do selo uma troca de carinho

       "Fazer do selo uma troca de carinho." Se antes, por estes lados, os correios eram um local em extinção, agora não há uma única semana em que não tenha que ir lá entregar as minhas cartas. Sabem aquele provérbio da gota no oceano? Quando vejo as greves nos correios não me sinto inútil, sinto-me uma gota muito pequenina mas sei que lá vou fazendo a minha parte. Já mandei entre duzentas a trezentas cartas este ano (já perdi a conta, nem sei a quantas ando!) coisa que antes deste projecto seria muito raro acontecer. Aliás noutro dia tornei-me amiga de dois carteiros lá do sitio onde eu moro, contei-lhes do projecto, e eles simplesmente adoraram. Se foi por ser um bom sinal para o trabalho deles ou se foi pelo Projecto em si? Não sei. Mas fez-los sorrir. E é isso que importa. Mesmo que o selo seja o intermediário deste projecto, é bom saber que é a partir dele que cresce a familiaridade entre quem manda e recebe cartas.

Carimbar vidas.

       "Carimbar vidas". A frase que está aqui, pensando bem, deveria ser outra. Deveria ser: tatuar vidas. Os carimbos às vezes podem sair, as tatuagens ficam, permanecem. E é isso que acontece a tantas das pessoas a quem já mandei cartas: permaneceram. Tenho casos de pessoas que passaram de meras desconhecidas a amigas chegadas. Aliás, felizmente, tenho vários casos. Mandar cartas não é só partilhar letras é também partilhar vidas, partilhar medos, sonhos, sentimentos. Partilhar o que está bom e o que está mal. Li muitas vezes palavras de gratidão em relação às cartas que mandei "Obrigado por teres alegrado o meu dia", "Obrigado por me fazeres sorrir". Ria-me ao ler aquilo: as pessoas não perceberiam que elas é que me faziam bem? Elas é que me faziam sentir feliz? Com o tempo apercebi-me que estes casos de troca de cartas, tornaram-se casos de simbioses perfeitas. Nos dias de hoje existem cartas de certas pessoas que eu abro eufórica só para me alegrar com as palavras que me são destinadas. Existem pessoas que já fazem parte da minha semana, do meu pensamento, e, caramba!, isso é tão bom.

Coleccionar Momentos.

     "Coleccionar Momentos" - Durante um ano escrevi cartas nas mais diversas situações: eufórica de alegria, no estrangeiro, triste, de luto, doente, cheia de exames, sem inspiração, etc. Todas essas cartas que escrevi e todas as que recebi criaram momentos. Um dos momentos que mais me sensibilizou este ano, foi quando morreu um familiar meu e nessa semana recebi imensas cartas a relembrarem-me que eu não estava sozinha, eu tinha amigos longínquos que sabiam o que eu estava a passar, que se preocupavam comigo. Uma das cartas até trazia uma bolacha para me animar! Foi certamente um dos piores momentos da minha vida, mas essa sensação de amizade por parte das pessoas que participaram neste projecto aconchegou-me o coração. E fez com que isto tudo valesse a pena. Todos os dias existe algo que faz este projecto valer a pena. Todos os dias eu desejo ter mais cartas para escrever e simplesmente não quero que isto acabe. Que venham mais dois anos, mais dez, mais cem, estarei cá para escrever cartas e ler tudo o que têm para me dizer. Afinal a vida é feita de momentos, e a minha é feita também por momentos escritos por desconhecidos. 

Gratidão.

        "Amizade" - É isto que se cria, uma amizade gigante, uma amizade sem limites locais. Não me canso de agradecer por tudo o que este projecto se tornou (e foi tanto, não foi?). Obrigado a todos no geral, que participaram, que estão à espera de participar e se querem participar toca a mandarem-me um e-mail! E um obrigado em particular à Cristina Cunha (que foi a grande responsável por a existência dos carimbos do projecto), à Sónia da Veiga, à Rita Correia, à Marlene Martins, à Marina Duarte e à Maria Helena,  por me deixarem maravilhar pelas vossas palavras (e aprender com vocês o dom de escrever cartas). Obrigado também às pessoas que permaneceram não só no papel mas que saltaram para a minha vida real: Liliana Pereira, Fátima Magalhães, Adriana Fonseca, Inês Almeida, Stefanie Borges, Adriana Serra, obrigado por esse salto e por me darem a oportunidade de confirmar que realmente existem pessoas maravilhosas na vida real. E por fim, e não por último, um obrigado gigante (com tudo o que tenho de mim) às pessoas que fizeram este projecto ser possível e me deram força para escrever mesmo quando as dores já eram insuportáveis: Judite Santos, Sofia Teixeira, Marta Silva (obrigado por tudo parceiras!), ao Diogo Barroso que me relembra todos os dias qual é o meu caminho e não me faz desistir, ao grande Nelson Figueira que me despertou a paixão pelas cartas e que foi a grande razão por ter começado esta aventura, à Daniela Barreira por ser a palavra confiança no meu alfabeto e por me ajudar a manter o grupo Cartas Cruzadas no facebook, aos meus pais (sem o apoio deles nada disto era possível, obrigada por serem tão maravilhosos), e por último, aos meus dois grandes pilares sem os quais não podia fazer nada disto: Nuno Silva e Inês Fernandes - obrigado por serem os melhores amigos do mundo, significam mais que muito para mim.  (peço desculpa se me esqueci de alguém a verdade é que sou uma sortuda em ter tantas pessoas magníficas na minha vida!)

Leituras

Qual é o teu maior medo? / What is your deepest fear?

quinta-feira, junho 06, 2013

"O nosso maior medo não é sermos inadequados. O nosso maior medo é sermos infinitamente poderosos. É a nossa própria luz, não a nossa escuridão, que nos assusta. Sermos pequenos não engrandece o mundo. Não há nada de transcendente em sermos pequenos, pois assim os outros não se sentirão inseguros ao nosso lado. Todos estamos destinados a brilhar, como as crianças. Não apenas alguns de nós, mas todos. E, enquanto irradiamos a nossa admirável luz interior, inconscientemente estamos a permitir aos outros fazer o mesmo. E, quando nos libertarmos dos nossos próprios medos, a nossa presença automaticamente libertará os medos dos outros."

"Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light, not our darkness, that most frightens us. Your playing small does not serve the world. There is nothing enlightened about shrinking so that other people won't feel insecure around you. We are all meant to shine as children do. It's not just in some of us; it is in everyone. And as we let our own lights shine, we unconsciously give other people permission to do the same. As we are liberated from our own fear, our presence automatically liberates others."

in Coach Carter, The Movie

Cartas Cruzadas

Quase um ano do projecto Cartas Cruzadas..

segunda-feira, junho 03, 2013

quase 1 ano. :)

       O tempo passa tão rápido que parece incrível. Ainda ontem andava a magicar a ideia deste projecto: como é que ia fazer? como ia começar? e hoje já se passou um ano que me deixei levar por esta aventura. Disse uma vez Gandhi (e disse muito bem) "O que quer que seja que faças na vida vai ser insignificante. Mas é muito importante que o faças pois ninguém o vai fazer por ti." Tenho esta frase escrita na madeira da minha secretária e é ela que tem acompanhado todos os meus passos grandes e pequenos. Nomeadamente estes passos que começaram há quase um ano atrás e depois de centenas cartas escritas e enviadas me levaram a este estado de realização pessoal e felicidade como nunca antes tinha sentido.
     Criei este projecto para ajudar os outros, para dar um bocado de mim a pessoas distantes que por alguma razão me contactavam. Mas a verdade é que o projecto acabou por se revelar algo completamente diferente: é uma troca. Uma troca não só de palavras como também de afectos, de vivências, de desabafos, de risos, de lágrimas. As pessoas com quem já contactei (e já foram tantas!) ajudaram-me mesmo sem o saberem. Mostraram-me um mundo que vale a pena acreditar. Vale a pena ficar com a mão cansada de escrever tanto, vale a pena inovar, vale a pena preencher o meu tempo com a dedicação pelos outros. Vale a pena dar-mo-nos aos outros, ansiar pelas respostas, pelas palavras dedicadas. E cada um deles, deram-me um bocado de si. E é tão gratificante.
     Foi um ano que passou, um ano em que estas pessoas de longe e de perto, estiveram presentes. Pessoas que acompanharam-me em todas as circunstancias, que me mandaram postais de melhoras, de viagens, de pêsames. Pessoas que partilharam o seu mundo comigo. E haverá coisa mais mágica? O mundo é lindo e este projecto é a minha base sólida para acreditar nisso. Tenho uma gratidão imensa por todas as cento e quatro pessoas que entraram na minha vida por forma de carta e que ainda hoje se mantêm não só por forma de carta, como de chás partilhados, de viagens e acima de tudo que permanecem em pensamento. Quantas vezes é que já não dei por mim a pensar: "Quando chegar a casa tenho que escrever uma carta para mandar à [nome da pessoa] que ela vai adorar saber isto!" E é isto que faz este projecto crescer. Esta comunicação fantástica que se cria por carta e que vai crescendo, como uma semente cresce até se tornar numa árvore. 
    Obrigado a todos os que participaram e a todos aqueles que ainda vão participar.

Viagens

(tanto de mim)

sábado, junho 01, 2013


Regressar de Lisboa é isto, é regressar com tanto. Regressar com abraços bem apertados, com sorrisos pintados e brincadeiras nos corredores. É regressar sabendo um pouco mais dos dialectos do coração. É saber ainda mais perder-me e reencontrar-me no meu porto de abrigo favorito. É comer pão de girassol com vista sobre o Tejo, comer gelado de sementes de papoila nos jardins de Belém e saborear o melhor pão de Deus de sempre na Padaria Portuguesa. É andar de saltos altos entre os Jerónimos e correr atrás de balões de muitas cores. Regressar de Lisboa é assim.. com tanto de mim preenchido.
E já agora, feliz dia das crianças, principalmente para aquelas "minhas crianças" que me esperam na capital e que mesmo sem conseguirem ouvir, me falam a língua mais mágica de todas: a do coração, como só elas sabem fazer. 

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