"A Arte da Felicidade" por Dalai Lama {livro}

By Mariana Neves - março 28, 2013

"A Arte da Felicidade"

    Tinha este livro cá em casa há mais de um ano. Há mais de um ano que morava na minha mesinha de cabeceira. Apesar de eu ser daquelas pessoas que "devoram" livros assim que eles me conquistam, este livro demorou a ser lido, não por não me ter fascinado, mas por eu o querer ler com calma e absorver cada palavra, cada modo de pensar. Este é aquele tipo de livro para ler com calma, com um chá perto e com o cheiro do incenso a preencher o quarto. Pelo menos, foi assim que o li. E agora que chegou ao fim, apercebi-me que o li bem.
    Não foi a primeira vez que li alguma coisa do Dalai Lama, nem perto disso. Adoro todos os livros que lhe façam referência, a ele e a toda a prática de Budismo. Fascina-me. Clareia-me o espírito. Gosto e gosto muito. E adorei o livro por sinal. Li-o numa altura propícia a este género de leitura, uma altura em que estou a tentar voltar (ou aproximar-me mais) das minhas origens. E o livro falou tão bem delas e de tudo o que me afastou delas: as mortes, os erros, os perdões que não chegam... Sem saber, o livro disse-me aquilo que eu queria e precisar de ler. Mas bem, deixo-vos algumas passagens pode ser que vos conquistem tal como me conquistaram. 

“Todos os dias deparamos com inúmeras decisões e escolhas. E, por mais que tentemos, é frequente não escolhermos aquilo que sabemos ser ‘bom para nós’. Em parte isso está relacionado ao facto de que ‘a escolha certa’ costuma ser a difícil – aquela que envolve algum sacrifício no nosso prazer.”

“Creio, porém, que à medida que o tempo vai passando, podemos realizar mudanças positivas. Todos os dias, ao acordar, podemos desenvolver uma motivação positiva sincera, pensando, ‘Vou utilizar este dia de um modo mais positivo. Eu não deveria desperdiçar justamente este dia.’ E depois, à noite, antes de nos deitarmos, poderíamos verificar o que fizemos, com a pergunta “Será que utilizei este dia como planeava ” Se tudo correu de acordo com o planeado  isso é motivo para júbilo. Se não deu certo, deveríamos lamentar o que fizemos e passar a uma critica do dia. Assim, através de métodos como estes, é possível aos poucos fortalecer os aspectos positivos da mente.”

"Não me livrei dele. Ele ainda existe. Mas, muito embora esse sentimento de remorso ainda esteja aqui, ele não está associado a nenhuma sensação de peso ou de algo que me impeça de avançar. Não seria útil para ninguém se eu permitisse que o remorso me acabrunhasse, que fosse apenas uma fonte de desanimo e depressão sem nenhuma finalidade, ou que me atrapalhasse meu modo de levar a vida dando o melhor de mim."

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2 comentários

  1. Conquistou-me pelos excertos ! Vou comprar ... :) beijinho e obrigado pela partilha !*

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  2. Olá Mariana!

    Vim agradecer "pessoalmente" a tua visita ao meu blog. Já foi há algum tempo, mas eu andei ausente e só hoje encontrei o teu comentário. Nem por acaso vim num post teu interessantíssimo e que me lembra a quantidade de vezes que as coisas acontecem por algum motivo, quer as coisas em si, quer o timming delas!

    Já agora, adorei a foto. Ainda não tinha lido nada e já estava a entrar no "mood" do teu post. Uma Feliz Páscoa para ti, e um bom final de semana!

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