Sessões de Coaching. Porquê?

quinta-feira, março 30, 2017

Ontem deitei a minha agenda de 2016 ao lixo. Abracei-a, fechei os olhos e agradeci por 2016 ter sido o ano mais espectacular que algum dia pensei que fosse. Contra todas as probabilidades 2016 foi o ano em que mais aprendi sobre mim própria e alcancei mais objetivos. 2016 foi também o ano em que encarei o desemprego e o desespero. Ontem olhei para trás e apercebi-me que levei a melhor nesta luta. A razão disto tudo? A minha coach. Que me apoia desde Fevereiro de 2016. 
O que é o Coaching? "Coaching é um processo de desenvolvimento humano que visa apoiar as pessoas a atingir os seus objetivos (pessoais ou profissionais), através de uma metodologia, técnicas e ferramentas específicas, estabelecendo-se através de uma relação de parceria entre o coach e o coachee (quem beneficia do processo). O coach apoia o coachee a se tornar a melhor versão de si mesmo. Ajuda-o a crescer, a ver para além do que é hoje e a focar-se naquilo em que se quer tornar. "{retirado daqui}

Há mais de um ano que partilhei os meus objetivos mais secretos, os meus sonhos que nem eu entendia e os meus medos à Sónia. Não foi uma entrega fácil. Houveram dias em que dizer, imaginar o quer que fosse era demasiado doloroso. Sabem aqueles sonhos que achamos parvos e guardamos eternamente na gaveta? Eu disse-os em voz alta. E assim que se diz um sonho, em coaching, traça-se objetivos e planos para o alcançar. Mesmo que o vosso objetivo seja fazer espargata, arrumar o quarto, arranjar emprego ou ter o patrocínios dos CTT no vosso projecto. E isso, meus caros, foi assustador para mim. "Acabaram-se as desculpas. Disseste à Sónia que querias isto. E queres não queres? Então trabalha para isso". 

Comecei a encarar os meus objetivos como compromissos reais comigo mesma. Arregacei as mangas e mesmo quando tropecei (e tropeço) a meio do caminho, a Sónia está lá para me ajudar a magicar uma forma diferente de me levantar e de me ouvir. Mais do que este último ano de sessões de coaching ter sido uma caminhada por uma vida mais feliz e mais realizada, tem sido uma caminhada no auto conhecimento fantástica. 


Lembro-me perfeitamente que comecei as sessões com imensas dúvidas na cabeça. Achava que não era capaz e tinha uma série de entraves para a minha entrega na luta. A Sónia ouviu-me, entendeu os meus olhares, os meus silêncios e juntas começamos uma luta contra as minhas inseguranças, os meus medos e as minhas formas de auto sabotagem. Sabem aquelas desculpas de: "não tinha tempo", "estava doente"? Deixaram de funcionar. Comecei a entender as mensagens que eu estava a mandar a mim mesma e não entendia. Percebi as minhas prioridades e mantive-me fiel a elas.

Hoje, um ano depois, sinto-me tão satisfeita com o sítio onde estou com a calma que sinto nos meus dias: das minhas decisões, dos meus erros, dos meus sorrisos e dos nãos que ouvi no caminho. Nem acredito que há um ano atrás podia haver tão menos cor, garra e determinação na minha vida (eu! que sempre me achei super positiva e produtiva). Agora, confio, que eu mereço o que a vida me entrega, que nada acontece por acaso e que se tivermos atentos as sintonias do Universo são a resposta para muitas perguntas. Agora, confio em mim e no que vier. 

Porquê é que eu aconselho o coaching? Porque realmente mudou a minha vida. E porque nos ajuda a não desanimar quando o sol não brilha e não há lua nem estrelas nas noites mais escuras. Porque nos guia por caminhos que temos demasiado medo de prosseguir sozinhos. E nos diz verdades que os nossos amigos não conseguem dizer. Tenho noção que nada do que alcancei no último ano tinha sido possível sem o olhar e companhia da Sónia (que é a mais paciente e carinhosa de sempre!). Sinto-me eternamente grata. Na minha opinião todo o mundo devia ter um coach, porque andar à deriva sozinho, não me parece ser a melhor forma de navegar nesta vida.

{Peço desculpa mas a minha coach é a melhor do (meu) mundo, se quiserem saber mais sobre a Sónia espreitem aqui e podem contactá-la aqui. Não se vão arrepender!}

Bela e o Monstro ~ o filme.

sábado, março 25, 2017

Antes de começarem a ler este post tenho que vos alertar para uma coisa: eu sou uma fã inegável da Disney. Sabem aquelas pessoas que mesmo em adulto vêm os filmes todos da disney e sabem as músicas de cor? Sou eu. Ai, sou tão eu! A Disney fez parte da maior parte dos serões da minha infância e continua a fazer parte do meu dia-a-dia enquanto adulta.



Assim que eu soube que iam fazer um filme da "Bela e o Monstro" quase pulei de contente. Em termos de princesas há três filmes que me fazem voar: "A Bela o Monstro", "Ariel" e o "Aladino". (Não vou contar com o Rei Leão está bem?) Vi tantas vezes a VHS da Bela e o Monstro que existem frases que sei de cor, as músicas então nem se fala. Saber que iria haver um filme levou-me a pensar duas coisas: "Vai ser incrivel!" ou "Nunca vai ser tão bom como o original, só espero que não estraguem o filme". Tentei não elevar as expectativas e no sábado passado fui ver o filme. Cá vai o que achei (provavelmente tem spoillers, se ainda não viram o filme, não leiam!).


1) A Emma Watson pode ser fantástica (e eu não fazia a minima que ela cantava tão bem) mas a minha Bela perfeita era sem duvida a Anne Hathaway. Mas sem dúvida nenhuma. Ainda assim a Emma teve maravilhosa, foi uma boa segunda escolha, ihihih.

2) O início do filme foi um bocado agridoce para mim. Não gostei do facto de terem colocado o "monstro" como uma pessoa tão má no inicio. Faz sentido ele ser uma pessoa arrogante e vaidoso, mas daí até roubar dinheiro à população para as suas festas... Acho que foram um bocado longe. Ninguém passa de uma pessoa que rouba dinheiro aos outros para proveito próprio para um monstro adorável. Mas bem, já que é um filme, vamos acreditar que as pessoas mudam de água para azeite, não é? (Só que não).

3) A banda sonora é maravilhosa. Sempre foi das coisas que mais me encantou nos filmes e aqui não fiquei nada desiludida. Adorei as novas músicas que acrescentaram. A "Evermore" fez tanto mas tanto sentido para mim. Achei-a perfeita, até porque mostra muito do lado do monstro e acho que faltava um bocado disso no filme animado.

4) O Gaston e o Le Fou são incriveis! Achei que os atores foram mesmo bem escolhidos. O Gaston é lindo (muito mais giro do que nos desenhos animados) o que ainda dá mais realce à lição de que a beleza exterior não importa. Perfeito! São uma dupla cómica que acrescenta muito ao filme.

5) Adorei que tivessem falado de temas da atualidade como a homosexualidade e até o retrato histórico. Achei que tocaram em pontos essenciais (ainda que muito levianamente) sem perder a magia do filme. 

6) Fiquei tão desiludida com a livraria da aldeia. Como assim só tinha seis ou dez livros?! Era suposto ser uma loja de livros maiorzinha! E a Bela devia subir à escada e deslizar pelas estantes enquanto escolhia os livros. Essa era uma cena favorita do filme anterior e terem-na retirado custou-me.

7) Gostei que aprofundassem mais a história. Que falassem da família quer do Monstro, quer da Bela. A história da feiticeira também está muito bem feita! Achei que o monstro estava mesmo bem feito.

8) Gostei da forma como retrataram a autonomia, independência, coragem, inteligência e bondade da Bela. Mais uma vez: das princesas mais incríveis. 

9) E aquela referência incrível ao chá? Fantástico! Por favor digam que repararam como eu!

Eu: Chorei tanto no final do filme.
N: Mariana, tu choraste durante o filme todo.
Eu: Pois foi! É tão lindo!!

Achei o filme incrível. Não queria sair da sala de cinema. O meu coração ficou assolado, arrebatado, encantado. Quase juro que voei com a história. Dos melhores filmes que já vi, está no top dos meus favoritos, sem dúvida. E mais uma vez vos digo: aquela banda sonora? Incrível! Envolvi-me a cem por cento e estou ansiosa por rever o filme um milhão de vezes outra vez. E vocês o que acham?

Yoga

A minha caminhada no yoga

quinta-feira, março 23, 2017


Setembro de 2016
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que pratiquei yoga. Foi na Praia da Barra, em Aveiro. Eu tinha quinze anos e estava lá a passar férias. No final de uma tarde belíssima de Verão vi um panfleto a anunciar que ia haver uma aula de yoga gratuita ali mesmo, no areal. Na altura eu já tinha "despertado" para assuntos como o vegetarianismo e senti que tinha que ir aquela aula. Foi aí que me apaixonei pelo yoga. Naquela tarde, estar a sintonizar a minha respiração com o mar, sentir a energia do sol e que pertencia aquele lugar fez todo o sentido para mim. Yoga era claramente para mim, já ninguem me convencia do contrário.

Isto foi algures em 2008/2009 mas só em 2012 comecei a ter aulas de yoga. Fui lendo sobre o assunto mas tinha medo sabem? De me entregar. O yoga mexia comigo em camadas que eu nem sabia que existiam. E era terrível perceber que simples asanas (posturas) e modos de respirar mexessem tanto comigo. Foi quando morei em Vila Real que me inscrevi naquelas que iam ser as minhas primeiras aulas de yoga. No meu segundo ano da faculdade, uma vez à noite, ia ter aulas de yoga com o Carlos Yogeshwara no Bigasas. Foi nessa altura que o Carlos me apresentou ao mundo do yoga e à magia dos mantras. Já nessa altura comecei a dar por mim a cantar os mantras que cantávamos todos juntos (naqueles que foram os melhores concertos improvisados da minha vida). Nunca mais abandonei os mantras, também.

O bigasas foi o primeiro sítio a acolher-me enquanto yogini. Mas foi a Paula Rios que me mostrou a devoção do yoga e como aquelas "camadas" que me assustavam eram fundamentais para progredir. Em 2013, no último ano da minha faculdade, tive a sorte de ter conhecido a Paula e comecei a fazer yoga com ela. A Paula tinha um protocolo com a faculdade e dava aulas gratuitas nas residências da UTAD. Aulas essas que às vezes duravam horas. Decorei o meu tapete e abracei-o como o meu melhor amigo. Sofri tantas vezes em Adho Mukhmma (posição do cão) que hoje em dia tornou-se das minhas posições favoritas. Encontrei a Paula numa altura da minha vida em que me sentia a nafragar. Ela e as suas aulas de yoga salvaram-me. Mais uma vez percebi: o yoga era para mim. Aquele silêncio na sala e todas as conversas mentais que tinha durante aquelas horas fizeram-me tomar decisões muito importantes pela vida fora - e ainda fazem. Em 2014 terminei o curso e assim me despedi das aulas de yoga com a Paula. Sabia que ia sentir saudades delas incondicionalmente. 

Felizmente no início de 2015, já em Mafra, encontrei a Mónica que me fez aprofundar ainda mais a minha prática de yoga. Aqui a minha prática de yoga deu um salto monumental. A Mónica transpôs o yoga do corpo para o meu coração. Tive a sorte de ser aluna dela durante um ano maravilhoso e de ter aulas quase individuais. As aulas de yoga na Ericeira, as vezes que ela me fez relaxar com os seus óleos, ficaram para sempre marcados no meu coração. Mais uma vez: o sentimento de pertença. O yoga faz-me sentir presente, viva, onde quer que eu esteja. Houveram vezes em que quase chorei no tapete, outras em que me ri até chorar. Depois da Mónica estava decidido: nunca mais ia deixar de praticar yoga na minha vida.

Assim chegamos em 2016. Voltei a casa e começou a minha procura por um novo sítio para fazer yoga. O Universo atendeu-me e levou-me até à Krystal. Estou com ela há sensivelmente um ano. Duas vezes por semana, a deixar-me ser abraçada pela voz tão doce e compreensiva que só ela tem. Todas as aulas descubro algo novo, algo que me aprofunda nesta pratica, uma vitória que conquisto, uma camada que se solta. Conheço-me melhor, sinto-me melhor. Para mim o yoga é muito mais do que posturas, mantras... é uma filosofia de vida, é oxigénio, é saber que o que quer que aconteça: eu estou pronta. 

Março de 2017
No outro dia disse a alguém: "yoga para mim é sinónimo de saúde mental". As horas no tapete são sagradas para mim. Quando estou triste ou nervosa já sei: vou para o tapete. O yoga ajuda-me a acalmar, a clarificar e a prosseguir. Encontrei no yoga o meu refúgio e a minha caminhada para uma vida mais plena. Sei, agora, que este é o meu caminho. Agradeço a todas as pessoas que até agora me mostraram um bocadinho daquilo que é (e pode vir a ser) o yoga. Sem elas, todas as que mencionei e mais algumas, duvido que estivesse onde estou agora. Grata! 

A todos que querem experimentar o yoga: Procurem sítios que vos façam sentir bem, em casa. "Professores" que vos abracem com o coração e vos façam sentir a magnificência da vossa alma. Não aconselho yoga em ginásios, não creio que seja o sítio ideal para praticar. Se já tens uma prática-base os videos da Yoga With Adriene são maravilhosos (faço-os para consolidar a minha pratica em casa). Yoga ao ar livre é "tudo de bom". Experimenta! Para quem é da zona do Porto, juntem-se à aula de yoga à luz das velas em Ermesinde dia 25 às 20h30 na Hora do Planeta - aproveitem e vejam as iniciativas perto de vocês!

Namasté.

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